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Resolução 7/83/A, de 31 de Dezembro

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Sumário

Aprova o plano para 1984.

Texto do documento

Resolução da Assembleia Regional n.º 7/83/A
A Assembleia Regional dos Açores resolve, nos termos do artigo 229.º, alínea l), da Constituição e do artigo 26.º n.º 1, alínea f), do Estatuto Político-Administrativo da Região Autónoma dos Açores, aprovar o plano para 1984, que se anexa.

Aprovada pela Assembleia Regional dos Açores em 30 de Novembro de 1983.
O Presidente da Assembleia Regional dos Açores, Álvaro Monjardino.

PLANO PARA 1984
Nota prévia
Art. 6.º - 1 - O Governo Regional, no decurso da preparação do plano regional, ouvirá os conselhos de ilha ou as câmaras e as assembleias municipais nas ilhas onde não existirem aqueles, bem como as organizações representativas dos trabalhadores e as organizações representativas das actividades económicas.

Art. 17.º O Governo Regional apresentará à Assembleia Regional dos Açores até 20 de Outubro de cada ano, a proposta do plano regional ou planos regionais que lhe competir elaborar.

(Decreto Legislativo Regional 21/83/A, de 28 de Junho.)
1 - O Decreto Legislativo Regional 21/83/A, de 28 de Junho, veio alterar vários aspectos da disciplina jurídica da orgânica do planeamento da Região que vigorava desde 1978.

Das alterações efectuadas merecem aqui uma referência especial as respeitantes ao órgão de governo incumbido de ouvir as autarquias locais e os parceiros sociais sobre o plano, ao momento em que tal auscultação deve ter lugar, bem como ao novo calendário para a apresentação do plano.

Relativamente à audição das mencionadas entidades, o Governo deu cumprimento ao que dispõe o n.º 1 do artigo 6.º do supracitado decreto legislativo.

Quanto ao novo calendário estabelecido para a apresentação do plano, convirá assinalar o respeito mantido pelos prazos legais e, a este propósito, sublinhar a regularidade sempre conferida à elaboração e aprovação dos planos da Região, com manifestos benefícios para a marcha do processo de desenvolvimento económico e social da Região.

2 - Tal como nos anos precedentes e em conformidade com a disciplina jurídica em vigor, o presente plano integra-se no plano de médio prazo para 1981-1984, contém as grandes opções de desenvolvimento regional, as linhas gerais da actuação do Governo Regional, a quantificação dos investimentos previstos, bem como os demais elementos que devem acompanhar o plano.

1 - Enquadramento internacional
A economia mundial tem vindo a atravessar, desde meados da década precedente, uma pronunciada recessão, em que a produção e o comércio mundial estagnaram ou apresentaram sensíveis quebras. A recuperação económica tem sido ao longo do período sucessivamente prevista e adiada.

Na origem desta situação encontra-se a prioridade dada ao combate anti-inflacionista, através de medidas restritivas, em especial de âmbito monetário, e que estiveram na base do adiamento da prevista recuperação do ritmo da expansão da produção e da evolução do desemprego, esperadas para 1982.

Ao longo de 1982 as políticas de gestão da procura foram sendo menos restritivas, tanto no que respeita às medidas orçamentais como às monetárias, assistindo-se assim ao progressivo aliviar das políticas contraccionistas adoptadas em 1981 nos principais países da OME.

A retoma da actividade económica que começara a esboçar-se no final do ano passado é agora mais clara, especialmente nos Estados Unidos da América, e na área da OME continua a desaceleração da inflação, podendo esta ser inferior a 6% em 1983.

Nos Estados Unidos da América a produção e mais tarde o emprego deverão crescer substancialmente em 1983 e no ano seguinte (crescimento do produto de 3% e 4,5%). Também no Japão deverá verificar-se o crescimento da actividade económica, ainda que a um ritmo inferior (3% e, 3,5% em cada um dos anos). Quanto à Europa, as perspectivas são menos seguras, o crescimento deverá processar-se mais lentamente, porventura de 1% a 2%, mas o desemprego poderá agravar-se ainda, passando de 9,5% em 1982 para 11,5% em 1984, taxa esta que representa quase 20 milhões de desempregados.

No entanto, continuam a persistir os sinais de uma grave crise no sistema monetário internacional pelo não cumprimento de obrigações externas por parte de alguns países, o que, aliado a uma instabilidade política latente, tem conduzido a uma atitude de prudência pela generalidade dos agentes económicos.

A maior cautela da comunidade bancária perante os montantes da dívida externa de alguns países, associada à sua debilidade económica, deu origem a uma crescente acção de concertação de interessa pelo FMI e à adopção de rigorosos planos de estabilidade económica.

Por outro lado, as taxas de juro a longo prazo continuam ainda muito elevadas em termos reais, com manifestos efeitos negativos sobre o investimento e a procura geral.

No seu conjunto, a evolução provável da situação económica global da área da OME será favorável e terá efeitos benéficos sobre o relançamento das trocas internacionais e as economias da generalidade dos países e também no que respeita à procura externa de produtos nacionais.

2 - Enquadramento nacional
A política económica prosseguida em 1982 teve em linha de conta o conjunto de medidas adoptadas em 1981 e ajustadas de acordo com a evolução da nossa posição externa. Assim, as medidas de política tiveram fundamentalmente em atenção a necessidade de limitar o desequilíbrio das contas com o exterior, tendo sido estabelecido como objectivo fundamental a redução do défice, o que se supunha exequível através de um crescimento das exportações, em volume, de 7,5%. Quanto à taxa de inflação, estabeleceu-se um limite de crescimento de 17%. Por seu turno, a orientação da política orçamental seria fortemente restritiva de forma a diminuir o peso do défice orçamental no produto interno. Ao mesmo tempo, era ainda estabelecida como possível uma aceleração do crescimento do investimento produtivo.

No entanto, todo este programa assentava no pressuposto de uma recuperação da economia internacional, o qual se previa que ocorresse na segunda metade do ano. Como tal não aconteceu, a já pequena margem de manobra das autoridades portuguesas em termos de política económica ficou bastante limitada.

De facto, em especial no 1.º semestre do ano, continuou a verificar-se a nível internacional o prosseguimento das políticas monetárias e orçamentais restritivas com vista à redução das taxas de inflação e à diminuição da parcela de recursos afecta ao financiamento do défice orçamental, cujo sucesso era considerado como imprescindível para criar as condições necessárias à retoma do investimento produtivo.

A implementação de medidas de política económica de carácter anti-inflacionista durante 3 anos consecutivos provocou a estagnação ou quebra do produto mundial. No caso português, pela influência negativa sobre a nossa economia, é de destacar a revalorização do dólar, a persistência de taxas de juro elevadas, o reavivar de práticas proteccionistas e, no final do ano, a crise financeira internacional. Tudo isto contribuiu significativamente para a criação de limitações às exportações portuguesas e levou o Governo da República a manter a nossa competitividade externa através de medidas de política cambiais, mantendo-se o crawling-peg ao nível de 0,75% e procedendo-se à desvalorização pontual do escudo em 9,4%.

De qualquer modo, estas medidas produzem efeitos laterais negativos, já que acentuam a pressão na taxa de inflação e oneram todos os pagamentos feitos ao exterior. No entanto, tivemos a nosso favor a desaceleração dos preços a nível internacional, com destaque para a generalidade dos produtos de base, como foi o caso do petróleo, o que ajudou a minorar esses efeitos.

Porém, com a diminuição das taxas de juro reais a nível interno com a especulação sobre uma possível desvalorização do escudo criaram-se condições para a saída ou para a retenção dos capitais no exterior, o que se traduziu negativamente no saldo da balança de transacções correntes.

Na segunda metade do ano, com a descida das taxas de juro nominal a nível internacional, com o decrescimento de sintomas de recuperação económica nos Estados Unidos da América, associados aos reajustamentos efectuados pelas autoridades nacionais, foi possível um crescimento significativo das exportações.

Ao mesmo tempo, as importações sofreram uma importante contracção em valor, o que conduziu a um decrescimento acentuado no ritmo de agravamento da balança comercial.

De qualquer modo, a balança comercial apresentou um saldo negativo maior que em 1981, de 4855 milhões de dólares, com um défice na balança de transacções correntes correspondente a 14% do produto, comparativamente a 11,3% em 1981. Para financiar este défice recorreu-se ao crédito externo, atingindo a nossa dívida externa cerca de 13000 milhões de dólares no final de 1982.

No ano anterior, a política de preços prosseguida pelas autoridades portuguesas foi progressivamente abandonando a contenção dos preços através da concessão de subsídios, orientando a sua acção para a criação de condições para o funcionamento, embora orientado, dos mecanismos de mercado, o que levou a uma aceleração do ritmo de inflação, atingindo em 1982, 22,4%, em relação a 20% em 1981. De facto, a evolução dos salários reais foi negativa no período (- 1,4%), o que prova que não foram os custos de mão-de-obra os responsáveis por essa aceleração.

Quanto à procura total, o seu ritmo de crescimento em 1982 foi superior ao registado em 1981 (4,2% e 2,8%, respectivamente), e por outro lado foi também superior ao ritmo de crescimento de oferta (4,2% contra 3,3%), devido ao aumento das variações de stocks (1.º semestre) e ao crescimento acelerado das exportações (2.º semestre).

Quanto ao consumo, houve em relação a 1981 uma desaceleração do consumo privado, por um lado pela diminuição dos salários reais e por outro pela fraca evolução das transferências externas, embora perante a intensificação da especulação sobre o crescimento da inflação tenha havido um certo impulso na aquisição, nomeadamente de bens duradouros. No que respeita ao consumo público, registe-se uma efectiva desaceleração, na sequência de medidas de política restritivas implementadas pelas autoridades nacionais. De facto, o peso do défice orçamental no PIB, comparativamente a 1981, atingiu 11%, menos um ponto que no ano anterior.

Quanto à formação bruta de capital fixo, registou uma nítida desaceleração de 2,6% em relação a 4,6% em 1981, correspondente a uma deterioração do clima de confiança dos empresários.

Em resumo, o produto aumentou de 1,7% em 1981 para 3,3% em 1982, com contribuições mais significativas dadas pela formação de stocks, com mais 2,1%.

Assim, a evolução da economia portuguesa no futuro, como, aliás, tem vindo a ser anunciado, terá de seguir um caminho diferente do dos últimos anos.

Uma política de estabilização financeira num quadro de rigorosa austeridade e com vista à redução substancial do défice da balança de transacções correntes e do sector público administrativo foi já posta em prática.

Prevê-se, portanto, para 1984 uma quebra dos rendimentos reais e, consequentemente, da procura em geral, com impacte negativo na economia da Região.

3 - Enquadramento regional
Embora não sendo possuidores do sistema de contas regionais, elemento indispensável ao conhecimento real da nossa economia, e estando envidando esforços para que a muito breve prazo sejamos conhecedores, pela primeira vez, dos grandes agregados económicos (encontra-se na fase final a elaboração das contas regionais para o ano de 1980), é possível uma caracterização da economia regional, mesmo que sucinta, na base dos elementos a seguir apontados e confrontando 1982 com 1981.

Agricultura
A produção de culturas industriais em 1982 não teve comportamento similar em todas elas. Assim, enquanto a chicória e o chá se terão mantido aos níveis de 1981, o tabaco (seco) sofreu um decréscimo da ordem dos 7% (provocado pela diminuição das áreas de culturas, já que a produtividade terá sido superior em 1982) e a produção de beterraba, atingindo perto de 42000 t, apresentou um significativo acréscimo, da ordem dos 38% (em 1981 esse acréscimo fora de cerca de 5%).

A produção de leite, muito próxima dos 200 milhões de litros, cresceu à ardem dos 5,3% (em 1981 o crescimento situou-se nos 3,9%).

Consequentemente, os principais derivados de leite - queijo, manteiga e leite em pó - registaram taxas de crescimento positivas em 1982.

Na produção de carne interessa apontar dois aspectos. O gado abatido na Região cresceu próximo dos 24% (bovinos, +22,6%, e suínos, +25,7%), com uma repartição estrutural de 50,3% para a carne de bovino, 34,8% para a de suíno e 14,9% para a de frango. O peso dos ovinos e caprinos é insignificante.

Quanto ao gado exportado vivo (bovinos), ter-se-á mantido aos níveis de 1981 ou decrescido ligeiramente.

Pescas
A pesca descarregada nos portos da Região atingiu em 1982 mais de 11000 t, com um valor bruto de cerca de 600000 contos, equivalendo a um crescimento em valor, a preços correntes, de 23,7% e a um decréscimo de 4,8% em volume relativamente a 1981.

O peso dos tunídeos no total da pesca descarregada passou de 1981 para 1982 de 43,8% para 57,4% em volume, e de 24,6% para 32,8% em valor. As capturas em 1982 atingiram cerca de 6400 t, com um valor bruto próximo dos 200000 contos.

Indústrias
A produção industrial evoluiu em 1981 a um ritmo superior ao verificado no ano anterior (1980-1981, + 17,4%; 1979-1980, + 3,8%).

Não se registaram alterações anuais significativas, tanto ao nível de representatividade das indústrias na formação do valor bruto da produção como em termos da produtividade aparente.

A quebra observada no peso estrutural da indústria dos lacticínios foi inferior aos acréscimos percentuais observados com a produção de alimentos compostos para animais e com a conservação de peixe e de outros produtos da pesca durante o ano de 1981. Assim, acentuou-se a tendência cristalizadora da malha industrial em torno das três indústrias mencionadas, que representaram, conjuntamente, cerca de 72% do valor bruto de produção encontrado. Os mais elevados índices de produtividade aparente continuaram a verificar-se com a produção de alimentos compostos para animais, a moagem de farinhas espoadas e a indústria de lacticínios.

Turismo
A actividade turística registou em 1982 uma taxa de crescimento de quase 10%, medida pelo número de dormidas.

A ocupação dos estabelecimentos hoteleiros é ainda fortemente condicionada pela sazonalidade da procura, com maiores taxas de ocupação nos meses de Julho, Agosto e Setembro.

As receitas cresceram de 594500 contos para 820600 contos (+38%) e as despesas de 354500 contos para 501100 contos (+41,1%), implicando a evolução do saldo de 240 contos para 319500 contos (33,1%).

Comércio externo
No contexto do comércio externo global, as relações comerciais com o restante território nacional durante o período de 1977-1980 representaram aproximadamente uma quota média da ordem dos 70% ao nível das importações e dos 83% no domínio das exportações.

O grau de cobertura das importações pelas exportações manteve-se naquele período irregular, passando de um máximo em 1978 de 68,5% para 62,7% em 1980, com 58,5% em 1979.

O comércio realizado com o estrangeiro em 1982 traduziu-se num défice de 3,6 milhões de contos, o que reflectiu uma evolução da ordem dos 5,4% da situação deficitária comparativamente com o ano anterior. O comportamento observado ficou a dever-se fundamentalmente à acentuada tendência contraccionista registada pelas importações, que conheceram um decréscimo de quase 4%, tendo a exportação evoluído a uma taxa da ordem dos 0,7%.

Quanto ao grau de cobertura das importações pelas exportações, assistiu-se a uma evolução favorável em 1982 perto de 2600000 contos, mais quase 50% que no ano anterior.

Remessas de emigrantes
A importância das remessas de emigrantes na Região tem no contexto nacional um peso bastante reduzido (10,7 contos/habitante nos Açores, 41,3 contos/habitante na Madeira e 23,7 contos/habitante no continente). No entanto, as mesmas atingiram em 1982 perto dos 2600000 contos, mais quase 50% que no ano anterior.

Emprego
A nível de emprego, verifica-se que em 1982, 60% das empresas não tinham trabalhadores por sua conta e 28,7% tinham de 1 a 9, contra a situação em 1981, que era de 64% sem trabalhadores e 26% com 1 a 9.

Quase 90% das empresas na Região possuem menos de 10 trabalhadores ao seu serviço.

Acima de 200 trabalhadores havia somente 6 empresas (exceptuam-se as do sector público).

Em termos de população e segundo os dados colhidos do XII Recenseamento da População (Março de 1981), a distribuição sectorial era a seguinte:

Primário ... 24392 (31,3%)
Secundário ... 19706 (25,4%)
Terciário ... 33722 (43,3%)
Total ... 77820
Relativamente aos valores encontrados em 1970 nota-se uma oscilação na distribuição sectorial da população activa, com predomínio para a fuga do sector primário.

Em termos de desemprego nota-se uma subida de 48,1% em 1982 relativamente ao verificado em 1981, de 1679 desempregados neste ano passam em 1982 para 2486, com especial predominância para o sexo feminino.

A taxa de desemprego na Região cifra-se entre os 2,2% e os 3,2% da população activa, revelando esta taxa a característica razoável de desemprego na Região.

Preços
Medida através do índice de preços no consumidor (IPC), a taxa de inflação para 1982 situou-se em 19,9%, o que corresponde a uma redução de 5,8 pontos relativamente ao período anterior.

A classe «alimentação e bebidas», crescendo 21,4 foi a que mais influenciou o comportamento do IPC.

Da análise por produtos ressaltam as elevadas taxas de inflação das frutas (22,4%), dos óleos e gorduras (37%), do leite e produtos lácteos, com exclusão da manteiga (27,8%), da energia eléctrica (45,9%) e dos transportes colectivos interurbanos (27,7%).

Moeda e crédito
A análise à estrutura dos saldos de depósitos na Região permite concluir por um maior peso dos saldos em depósitos a prazo, os quais ocuparam em Dezembro de 1982 cerca de dois terços do total.

Os saldos em depósitos com pré-aviso são praticamente insignificantes, enquanto os saldos em depósitos à ordem têm vindo ligeiramente a perder importância, situando-se em finais de 1982 com 30%.

A análise evolutiva de tais saldos, em termos nominais, permite concluir que os comportamentos mais dinâmicos do stock total de moeda são os depósitos a prazo e os com pré-aviso.

Em termos de crédito, e considerando a repartição por prazos e tomando como referência os saldos ocorridos no mês final de cada trimestre em 1981 e 1982, verificamos que o a curto prazo perdeu peso no total em benefício do crédito a médio e a longo prazos. Em termos percentuais, o crédito a curto prazo passou de 56,2 em Março de 1981 a 40,9 em Dezembro de 1982, enquanto o a médio prazo subiu de 13,8 para 19,4 e o crédito a longo prazo de 30 para 39,7, respectivamente.

Quanto ao crédito anualmente concedido, temos que de 1979 a 1982 os sectores mais dinâmicos foram precisamente os «outros créditos», o «comércio, restaurantes e hotéis», a «agricultura, silvicultura, caça e pescas» e as «indústrias transformadoras». O crédito total concedido pelo sistema monetário interno à economia regional teve em 1982 um crescimento médio de 23,4% em termos nominais, contra 22,5% em 1980, o que é revelador de uma certa dinâmica que se tem vindo a operar no investimento regional.

Os efeitos comerciais descontados (letras e livranças) sofreram um acréscimo de 1980 para 1981 de 61,7% no valor global, enquanto em termos de número se quedaram por apenas +27,1% de descontos efectuados durante o período. O escalão mais representativo é o que se situa entre 100 e 500 contos, sendo também aí que se verifica a maior incidência dos efeitos protestados.

GRANDES OPÇÕES DO PLANO
O plano para 1984 mantém firmes as orientações traçadas no âmbito do plano a médio prazo, no sentido de se promover uma política de transformação estrutural da economia da Região, a qual visa completar a construção de infra-estruturas económicas de que os Açores careciam, bem como prosseguir no caminho já encetado da modernização do sector produtivo.

Quando confrontado com as restantes componentes do orçamento para 1984, o montante global dos recursos financeiros destinados ao presente plano, 9077000 contos, que, relativamente ao plano do ano anterior representa um crescimento da ordem dos 25%, é a expressão de que o Governo considera que a diminuição das despesas correntes constitui o instrumento privilegiado a utilizar na redução do défice do sector público.

Importará, no entanto, ter em conta que a actividade económica exercida na Região é fortemente influenciada pela evolução da economia portuguesa no seu conjunto. Para isso concorrem vários factores, entre os quais se destacam a unidade das políticas monetária, financeira, fiscal e cambial, o desenvolvimento de relações comerciais preferenciais com o continente, bem como a articulação entre o orçamento da Região e Orçamento do Estado.

É pois certo que o lançamento de uma rigorosa política de estabilização financeira a nível nacional terá efeitos importantes na economia regional, à produção dos quais estará atento o Governo para definir ou promover as medidas de política que a defesa dos interesses regionais exija.

Nesse sentido, assegurar-se-á o cumprimento das grandes opções do plano a médio prazo, no qual se integra a presente programação, e procurar-se-á evitar que as condições médias de vida do povo açoriano sejam afectadas.

Com as adaptações decorrentes da conjuntura, a programação para 1984 continua a considerar de forma especial os investimentos na área do desenvolvimento económico, na perspectiva da modernização e consolidação da estrutura produtiva regional. Assim, o volume global dos recursos financeiros destinado àquela área atinge cerca de 6 milhões de contos, ou seja, 66% do valor total da programação anual.

O estímulo do investimento privado merece particular atenção, assegurando-se do ponto de vista financeiro a manutenção e desenvolvimento dos sistemas de incentivos sectorais criados.

No sector da agricultura, convirá referir que os programas respeitantes ao desenvolvimento agro-silvo-pecuário, fomento florestal e apoio à produção são reforçados financeiramente. Como o é também, no sector das pescas, o programa relativo ao desenvolvimento da frota pesqueira, dotado com 64,4% do total do sector.

Os programas que integram o sector do turismo melhoram a sua posição relativamente ao valor global da programação, visto continuar a considerar-se esse sector susceptível de dar uma contribuição significativa para o progresso sócio-económico da Região.

O sector dos transportes é reforçado com o objectivo de manter a prioridade conferida aos projectos do porto da Praia da Vitória e da nova pista do Aeroporto de São Miguel, bem como com a finalidade de promover a melhoria da rede de estradas regionais, programa este que passa a dispor de 22,5% dos recursos financeiros afectos ao sector.

A presente programação das acções no sector energético enquadra-se nas orientações que têm vindo a ser definidas no âmbito do plano a médio prazo e no sentido de uma menor dependência energética dos Açores através da prossecução do projecto geotérmico.

Assegurar-se-á a gestão de produção, transporte e distribuição de energia, quer através de um aumento da capacidade produtiva do sistema electroprodutor quer através de um melhor aproveitamento da rede de transporte e distribuição.

No domínio do comércio externo, o apoio que vem sendo concedido à exportação será mantido através de medidas que visem a melhoria da qualidade dos produtos e o alargamento dos mercados tradicionais.

No que respeita à área de desenvolvimento social, a educação assume novamente um peso sectorial que é de realçar -cerca de 43%.

Merece especial referência o programa das construções habitacionais, dotado com 505000 contos, o que consubstancia um assinalável crescimento, de modo a possibilitar uma resposta adequada aos problemas sentidos, destacando-se neste domínio o apoio concedido ao sector cooperativo habitacional.

Na saúde manter-se-á o esforço que tem vindo a ser desenvolvido no sentido da melhoria e apetrechamento das respectivas estruturas físicas, aliado à reformulação geral dos serviços em curso.

Para apoiar as autarquias locais em obras de saneamento básico e infra-estruturas urbanísticas o Governo contínua a dotar um programa com verbas próprias para bonificação das taxas de juro de empréstimos contraídos e destinados a projectos classificados de intermunicipais.

Os investimentos incluídos no plano para 1984, em especial os respeitantes à área económica, continuam a ter como referência a preparação da Região para a adesão às comunidades europeias.

A grande maioria das acções previstas têm, no entanto, os seus méritos próprios relacionados com a modernização da economia açoriana e fariam sentido mesmo que o processo de adesão se não concretizasse a curto prazo.

Assim, serão prosseguidas ao longo de 1984 as grandes opções do plano a médio prazo.

OBJECTIVOS E MEDIDAS DE POLÍTICA SECTORIAL
Educação e cultura
O plano anual correspondente a 1984, que agora se apresenta ao Parlamento, é logicamente um desenvolvimento do que ficou programado e das grandes orientações políticas que se traçaram no plano a médio prazo para 1981-1984. Sendo como é o último da série em causa, surge também como um balanço das metas alcançadas.

No caso específico das áreas da educação e cultura, a execução material de um plano tem o seu campo de avaliação principalmente nos resultados sociais e estes são de mais difícil e fluida avaliação. Contudo, pode-se afirmar que as grandes linhas de orientação do plano a médio prazo no referente a estas áreas foram conseguidas, não se podendo contudo deixar de salientar que nos sectores sociais quaisquer êxitos têm de ter em consideração a necessidade da continuidade e uma consequente renovação. Isto é, é necessário todos os dias recomeçar o trabalho para que não se percam as conquistas alcançadas.

Apostou o Governo numa proposta de desenvolvimento e articulação de um sistema educativo abrangente de toda a Região, capaz de motivar o cidadão comum e virado para uma mundividência criadora.

É pela educação e cultura que as sociedades conseguem encontrar o caminho do progresso e do desenvolvimento e foi neste médio prazo que se arrancou definitivamente para uma escolarização efectiva de toda a população, podendo-se afirmar que hoje, nos Açores, se cumpre efectivamente a escolaridade obrigatória e se abrem perspectivas encorajadoras para uma futura escolarização de 9 anos.

As duas linhas traçadas de preparação científica e pedagógica dos quadros docentes a todos os níveis do ensino, mas com cuidados especiais no âmbito da escolaridade obrigatória e da execução de uma rede escolar, que pela sua implantação (não se pode esquecer que se vive numa região insular) e pela sua qualidade sejam efectivos pólos de atracção e de cultura, são aspectos a salientar no êxito da política educativa do Governo.

O cuidado posto coerentemente pelo Governo na escolaridade obrigatória não pode obscurecer o esforço desenvolvido em áreas como o ensino pré-primário, o secundário e o superior.

O grande desafio que se põe hoje aos Açores neste momento de arrancada de desenvolvimento é a possibilidade de acompanhar culturalmente o progresso. Não seremos uma região desenvolvida se não conseguirmos formar os nossos quadros médios e superiores e se não dominarmos as tecnologias necessárias ao nosso próprio desenvolvimento. A Universidade dos Açores é a garantia dessa resposta e nela repousam as mais justas esperanças neste campo. O seu empenhamento em experiências promissoras na investigação científica desde as ciências humanas às pescas ou à agricultura e geociências tem sido um contributo inestimável para se conseguirem as metas traçadas no plano a médio prazo, que agora termina.

No plano a médio prazo de 1981-1984 ficaram pormenorizadamente descritas as orientações em sectores chaves e complementares da grande orientação política no sector da educação. A acção social escolar, a educação especial, a educação permanente e o ensino particular são ferramentas imprescindíveis para se alcançarem os fins propostos. Um sistema educativo que visa proporcionar a todo o açoriano um conjunto de ideias-valor capazes de o fazerem entender o mundo em que vive e lhe proporcione a aptidão para nele se integrar.

Tem sido preocupação cimeira do Governo orientar o ensino secundário para uma inserção imediata no mundo do trabalho. Agora que o sistema nacional de ensino parece finalmente encaminhar-se nesse sentido, terão outra dimensão as experiências pioneiras que se têm vindo a desenvolver na Região. O relançamento do ensino técnico encontra nos Açores possibilidades excepcionais pelo trabalho já feito neste sentido pelas Secretarias Regionais da Educação e Cultura e do Trabalho.

Nas grandes opções do plano a médio prazo ficou explícito que o Governo no campo do desporto e da cultura optava por criar as condições em que estas actividades se desenvolvessem, privilegiando o apoio às associações desportivas e culturais, preparando quer os recintos desportivos quer o clima propício ao desenvolvimento e à criatividade. Tem-se conseguido alcançar estes objectivos e nunca como hoje nos Açores se viveu um momento de interesse colectivo pelos assuntos culturais. O acesso aos bens culturais vulgarizou-se, o interesse de todos pela cultura e pela participação são realidades que vêm demonstrar a correcta opção feita neste campo. A estatização do desporto e da cultura, como alguns querem impor, só virá matar o desenvolvimento destas áreas e a real possibilidade de todos os cidadãos terem acesso aos bens culturais, património de todos e para todos.

É em democracia, em liberdade e num clima de respeito pelo trabalho e direitos dos outros, que motive a participação dos cidadãos, como foi opção do Governo, que se pode desenvolver e ter êxitos que são palpáveis na Região.

Saúde
A saúde de um povo não depende apenas, nem sequer essencialmente, da organização dos seus serviços, mas de um conjunto de factores que se entrelaçam: nível de desenvolvimento sócio-económico, educação, cultura, hábitos ou estilos de vida, ambiente envolvente. Contudo, uma correcta actuação dos serviços específicos do sector pode melhorar consideravelmente os níveis sanitários, se for orientada para o ataque aos problemas prioritários e se utilizar eficientemente os meios de que dispõe. É a esta componente que nos referimos, destacando a seguir as principais linhas de orientação no sector no ano de 1984.

1 - Organização
a) Prosseguirá a organização dos serviços em função do tipo de cuidados de saúde que prestam, para o que se vem preparando a integração do sistema de cuidados primários nos centros de saúde, de base concelhia, com a correspondente clara definição de que a prestação de cuidados diferenciados cabe aos Hospitais de Angra do Heroísmo, Horta e Ponta Delgada.

Elaborado que está o Regulamento dos Centros de Saúde, verificar-se-á, durante o ano de 1984, a entrada em funcionamento das primeiras daquelas unidades funcionais, procedendo-se simultaneamente à preparação do estatuto hospitalar da Região, que visará definir mais claramente o âmbito de actuação dos 3 hospitais, bem como as formas de articulação entre eles e com os centros de saúde. É fundamental que o sistema funcione de tal forma que aos seus elementos mais despendiosos - os hospitais - acorram apenas as situações que carecem de cuidados diferenciados e que na sua organização e funcionamento se procure o máximo de resultados ao menor custo (eficiência) e a melhor qualidade de atendimento para os meios de que se dispõe (humanização). Só assim haverá a imprescindível credibilidade.

Na reorganização do sector a que se procede, é também desejável que se assumam actividades que se não limitem à prestação personalizada de cuidados médicos. Não se podem esquecer certos cuidados de saúde também personalizados, como as vacinações, os exames de sanidade, de saúde escolar ou de saúde ocupacional, dirigidas à população saudável. Há também que considerar outras actividades que se enquadram no conceito mais vasto de promoção da saúde e podem dirigir-se tanto ao indivíduo (acções de educação para a saúde) como à comunidade (acções de saneamento do ambiente). Característica destas acções é o facto de elas não serem exclusivamente prosseguidas pelo sector, mas também por outras entidades, como por exemplo as autarquias locais ou departamentos ligados aos sectores de educação, trabalho, transportes, etc.

Parece indispensável, por outro lado, introduzir a utilização da informática como forma de racionalizar a gestão das unidades de saúde, a par do lançamento de um esquema mais eficaz de recolha e tratamento de elementos estatísticos.

b) Com o envolvimento das entidades que actuam normalmente no transporte de doentes, procurar-se-á definir o sistema de organização e utilização de ambulâncias, produzindo a regulamentação necessária para o efeito.

2 - Meios humanos
Integrado que está todo o pessoal de saúde em quadros regionais, continuar-se-á a política de formação que se tem prosseguido, procurando-se simultaneamente ir desfazendo assimetrias que se verificam na distribuição de profissionais pela Região.

Com a solução à vista da grave carência que se verificava de pessoal técnico auxiliar de raios X e de análises, continuará a promover-se a formação de pessoal técnico-profissional em outras áreas.

Continuará também a procurar-se assegurar o total aproveitamento da capacidade de formação das escolas de enfermagem da Região, como ultimamente tem acontecido, visto ser esta a área que de momento se apresenta com maior défice de profissionais. É natural que se venha a lançar um novo esquema de bolsas de estudo que, mais do que apoio sócio-económico represente um real incentivo à formação.

Tentar-se-á, por outro lado, o lançamento de cursos de especialização em enfermagem na Escola de Ponta Delgada, bem como promover acções de formação permanente, que se revelam cada vez mais indispensáveis e são mesmo, em alguns casos, condição necessária à evolução na carreira profissional.

Prosseguirá em 1984 a formação de médicos especialistas, nas áreas em que a Região for especialmente carecida, utilizando para o efeito mecanismos já regulamentados e que asseguram à Região, desde que esta apresente candidatos, a formação nas especialidades médicas que mais lhe interessam.

3 - Meios financeiros
É indispensável o aproveitamento cada vez mais eficaz dos meios financeiros de que o sector pode dispor.

Há que prosseguir a procura porfiada do melhor aproveitamento de meios para atingir melhores resultados. Ao mesmo tempo que se manterá a fixação de tectos orçamentais e um cada vez maior controle de gastos, é indispensável que a partir da real e adequada utilização das virtualidades do novo plano de contas do sector, já introduzido na Região, se corrijam algumas distorções, nomeadamente no que se relaciona com o peso relativo de cada uma das componentes da despesa global no sector. Assim, não poderemos deixar de referenciar o peso excessivo do custo das falsas urgências e da comparticipação em bens médicos, tais como medicamentos, próteses, ortóteses e meios auxiliares de diagnóstico.

Estaremos, em alguns casos, perante uma situação de menor sobriedade de diagnóstico e terapêutica que se espera possa ser contrariada com o novo sistema de prestação de cuidados médicos que passa a ser possível com a criação da carreira de clínicos gerais, a tempo inteiro, nos centros de saúde integrados. Na verdade, vai ser possível contrariar a excessiva prescrição de medicamentos e meios complementares de diagnóstico, através de mais correctos registos clínicos e de melhor funcionamento do sistema de referência, tendo em vista a continuidade de cuidados.

É também indispensável que à gradual melhoria de resposta no sector, pela existência de profissionais mais diferenciados e em maior número, pela disponibilidade de novos equipamentos ou melhor rentabilização dos que existem e estejam subaproveitados, corresponda uma efectiva redução na saída de utentes da Região para o continente, com os custos sociais e económicos que tal situação tem acarretado.

Mas se a colaboração dos profissionais é indispensável, também é imprescindível o envolvimento dos utentes.

O cidadão terá de ser cada vez menos um passivo usufruidor do direito à saúde e cada vez mais o principal defensor e promotor da sua saúde. O sistema de prestação de cuidados de saúde não poderá ser algo de exterior a cada um dos seus utentes, mas sim algo em que eles se envolvem e participam.

Há que, através de uma adequada educação sanitária, inflectir a acentuação da medicina curativa no sentido de uma medicina preventiva, reduzindo os custos de saúde sem perda de qualidade. É indispensável que os utentes saibam que, se por um lado, têm à sua disposição os cuidados de que necessitam, por outro são extremamente nefastas as implicações da sua utilização excessiva, a nível da própria saúde e dos gastos financeiros. A ninguém serve o consumismo exagerado dos cuidados de saúde que decorre de aproveitamento abusivo e indisciplinado dos esquemas oferecidos.

4 - Meios materiais
Prosseguirá a elaboração da carta sanitária da Região, a que corresponde um exaustivo levantamento de todos os meios materiais disponíveis, claramente caracterizados. Esta actividade é a base de toda a restante. A par dela, continuará o esforço de melhoria das condições existentes, em que parece importante distinguir:

Na área hospitalar:
A conclusão do Hospital da Horta, a realização de obras de acabamento no bloco C do Hospital de Angra de Heroísmo e a continuação do programa de recuperação das actuais instalações do Hospital de Ponta Delgada e conclusão do estudo da solução definitiva para a referida unidade hospitalar.

Na área de cuidados primários:
A continuação dos trabalhos com vista à construção de edifícios para os Centros de Saúde da Calheta, Vila do Porto, Nordeste e São Roque do Pico, bem como o prosseguimento das profundas remodelações nos da Ribeira Grande e da Praia da Vitória, a par de outras de menor vulto.

Na área do ensino:
Parece indispensável instalar o mais rapidamente possível, em condições adequadas, a Escola de Enfermagem de Angra do Heroísmo.

Simultaneamente é desejável a construção de edifícios destinados à instalação das comunidades de religiosas da Povoação, Santa Cruz da Graciosa e Velas.

Dar-se-á ainda, e à semelhança dos anos anteriores, a melhor atenção aos sistemas de apoio e suporte de funcionamento em que é exigida uma permanente acção de manutenção, reposição e actualização dos parques, no domínio dos equipamentos e transportes.

Segurança social
Organizado o sector tendo em conta as características próprias da Região, estabelecida uma rede de serviços que garante o fácil acesso dos utentes, assegurada a rapidez no processamento de prestações, criados esquemas de controle à fuga e à fraude, poder-se-á hoje afirmar que, na Região, se está já numa fase de consolidação e aperfeiçoamento do sistema de segurança social.

Na verdade, tendo presente a necessidade de desenvolver uma política global e racional, com uma equilibrada relação entre as prestações pecuniárias e as prestações em serviços e equipamentos sociais, tem-se vindo a cumprir um plano de acção, alicerçado num diagnóstico da situação que se encontrou e que se caracterizava fundamentalmente por uma dispersão de sistemas parcelares de previdência e assistência sociais, com desarticulação de meios, acarretando todo um conjunto de consequências indesejáveis para os utentes.

Com a actividade que se vem desenvolvendo de forma articulada entre as respostas de natureza pecuniária e o fornecimento de serviços e equipamentos, os resultados são já claramente positivos.

Prosseguir-se-á, no ano de 1984, com a intensificação do processo de racionalização e melhoria da gestão do conjunto dos esquemas de protecção social e serão criadas as condições legais para a tendencial uniformização qualitativa e quantitativa das prestações pecuniárias.

Por outro lado, e introduzida que está a utilização da informática no sector, vão-se continuar os trabalhos tendentes ao desenvolvimento de novas aplicações até à cobertura integral das necessidades, objectivo que deverá ser atingido durante o ano de 1984.

Quanto à instalação de serviços, prevê-se concluir a construção de um novo edifício programado para a instalação do Centro de Prestações Pecuniárias da Horta e procurar-se-á encontrar solução para as dificuldades com que se debate o Centro de Ponta Delgada.

Continuará também a dar-se especial atenção à formação permanente do pessoal dos serviços, com o que, estamos certos, se dá forte contributo para a melhoria da qualidade das respostas asseguradas.

Os investimentos a efectuar continuarão a ser dirigidos essencialmente à construção ou melhoria de edifícios polivalentes e de equipamentos colectivos pertencentes a instituições particulares de solidariedade social que com o Governo mantenham acordos de cooperação.

Dado que a acção a desenvolver, em termos de investimentos, está já perfeitamente preparada, há também agora a possibilidade de ir alargando a actividade da área da acção social a novos campos, nomeadamente pelo desenvolvimento de esquemas de prevenção social junto das famílias e da comunidade, o que se nos afigura de primordial importância.

Mas atendamos de novo à orientação que vai ser seguida na actividade do sector, em termos de investimentos, no próximo ano.

Como vem sendo referido em anos anteriores, os investimentos efectuados têm tido como objectivo a distribuição harmoniosa da rede de equipamentos colectivos por toda a Região, de modo a reduzir assimetrias regionais que existiam no início do processo autonómico. Este objectivo tem vindo a ser prosseguido e estará esgotado a médio prazo. Tal como referimos no ano transacto, os equipamentos colectivos, em algumas ilhas já respondem convenientemente às necessidades sociais. Os investimentos previstos no plano para 1984, para além de darem continuidade a projectos anteriormente iniciados, vão no sentido de complementar a rede de equipamentos para idosos nos concelhos e ilhas onde a sua falta ainda se faz sentir.

Continua a reconstrução dos equipamentos destruídos pelo sismo do dia 1 de Janeiro de 1980 e é necessário investir no apetrechamento daqueles cujas obras vão sendo concluídas.

Por outro lado, manter-se-á o esforço que temos vindo a intensificar no sentido de executar programas alternativos ou de complemento eficaz às modalidades tradicionais de resposta (através de equipamentos colectivos), optando por soluções mais humanizantes e menos massificantes, muitas vezes marginalizadoras e mais onerosas. Recorrer-se-á assim designadamente aos centros de convívio e ao apoio domiciliário para idosos, à adopção, à colocação familiar, bem como à colocação de crianças em amas, modalidade em fase de estudo prévio e levantamento da situação, dadas as cautelosas exigências que ela implica. Dentro destes princípios, foi, por exemplo, organizada uma colónia de férias, que envolveu jovens das ilhas Terceira e São Miguel, com resultados muito positivos, que justificam o seu prosseguimento e desenvolvimento.

Paralelamente, prosseguir-se-á com o desenvolvimento de acções de formação e reciclagem do pessoal em serviço nos estabelecimentos tutelados pelas instituições particulares de solidariedade social, de modo a humanizar as condições de funcionamento e aumentar a qualidade e a eficácia das respostas.

Manter-se-á total disponibilidade para continuar a promover e apoiar prioritariamente as respostas possíveis, ao nível familiar, o trabalho social voluntário e as iniciativas das instituições particulares de solidariedade social, designadamente as que contribuam para o alargamento da rede de serviços e equipamentos sociais que traduzam as vias ajustadas de resposta às reais necessidades da infância, da juventude e dos idosos.

Por último, e com o ritmo possível, continuará a construção de edifícios polivalentes, de acordo com os critérios já estipulados em anos anteriores.

Trabalho, emprego e formação profissional
Embora reflectindo-se primeiramente nos agentes económicos, a crise internacional acaba, consequentemente, por ter um dos seus efeitos mais gravosos na manutenção do nível de emprego, fenómeno a que, por arrastamento, a Região não se poderá dizer imune.

Daí os dispositivos legais que a Secretaria Regional do Trabalho criou, visando a prestação de apoios nas áreas de emprego e da formação profissional, diplomas que, agora, irão ser regulamentados.

Podendo afirmar-se que o número de desempregados não foi agravado nos últimos tempos, projecta-se, no entanto, que a generalidade dos trabalhadores recebedores do subsídio de desemprego conheçam o desiderato que passa pela sua ocupação em tarefas úteis às comunidades.

Para os jovens à procura do primeiro emprego, abrir-se-á o leque da escolha de uma profissão, face à aplicação da capacidade formativa do Centro de Formação Profissional dos Açores.

Para a camada estudantil que se encontre prestes a ingressar na vida activa, o programa «Transição da escola para o mundo do trabalho» é a inovação da formação profissional na empresa, cuja primeira experiência no presente exercício termina.

Ainda no que concerne à juventude, a Secretaria Regional do Trabalho está igualmente empenhada em proporcionar-lhe os necessários conhecimentos em matéria de higiene e segurança no trabalho, na perspectiva de formação da futura geração trabalhadora, através de acções a levar a efeito nas escolas, em diferentes níveis de ensino.

A acção fiscalizadora do Fundo de Desemprego e da Inspecção do Trabalho, cujos serviços serão reorganizados para melhor cumprirem as suas atribuições, far-se-á sentir do mesmo modo em toda a Região, com a dupla função de evitar a evasão fiscal e de zelar pelo cumprimento da legislação em vigor, acção esta a desenvolver em estreita colaboração com outros departamentos regionais que na área laboral detêm responsabilidades de fiscalização. Deste modo, será garantida aos empresários a livre concorrência, mas em pé de igualdade, e aos trabalhadores a defesa dos seus direitos. Ter-se-á, contudo, uma acção preferencialmente persuasiva na contravenção às disposições legais.

Na área da contratação colectiva, estimular-se-ão as negociações, que visem cobrir zonas brancas, reduzindo a intervenção administrativa apenas àqueles casos em que de todo seja impossível o diálogo entre os parceiros sociais e os legítimos interesses dos trabalhadores e empregadores assim o exijam.

Procurar-se-á reformular o processo de recolha e tratamento de dados estatísticos, de modo a permitirem aos seus utilizadores a correcta realidade do mundo laboral.

Aprofundar-se-á, por outro lado, a colaboração com os demais departamentos com competências no âmbito da emigração, de modo a orientar e apoiar os emigrantes em matéria de natureza laboral e a zelar pela obtenção das melhores condições contratuais no país de destino.

Pretende-se, ainda, melhorar e aperfeiçoar as relações com organismos e instituições nacionais e estrangeiros, sempre que daí advenham benefícios para a Região.

Feitas estas proposições de ordem geral, enumeram-se alguns princípios básicos sectoriais que a Secretaria Regional do Trabalho procurará cumprir.

Trabalho
No ano de 1984 serão continuados os esforços que vêm sendo feitos junto dos parceiros sociais no sentido de serem celebradas convenções colectivas de trabalho e, de acordo com o previsto no plano a médio prazo de 1981-1984, reduzir ao mínimo a existência das denominadas zonas brancas e o recurso às portarias de regulamentação de trabalho.

Privilegiar-se-á o diálogo com os parceiros sociais, de modo a ultrapassar diferendos, susceptíveis de criar conflitos laborais, auscultando-os ainda em assuntos que lhes digam particularmente respeito.

Considera-se da maior utilidade a criação de uma comissão interdepartamental para assuntos de trabalho, destinada a prestar apoio técnico, consultivo e informativo no campo da legislação e política laborais, competindo ao representante de cada secretaria regional tutelar obstar a que, nos processos de negociação colectiva, se verifiquem delongas, sempre de evitar.

Emprego e formação profissional
A presente conjuntura sócio-económica impõe uma actuação eficaz na incrementação do apoio do Gabinete Regional de Gestão do Fundo de Desemprego às estruturas empregadoras que vivam situação económica difícil, sempre que esteja em risco a manutenção do nível de emprego.

Paralelamente, serão apoiados os projectos económica e socialmente viáveis que traduzam a criação de postos de trabalho ou que visem a ocupação de deficientes.

Neste contexto, como instrumento precioso e indispensável a privilegiar na execução de uma correcta política de emprego, surge a formação profissional, à qual a Secretaria Regional do Trabalho tem dedicado a maior atenção.

A carência em mão-de-obra qualificada justifica o esforço que vem sendo feito para alargar o âmbito das acções de formação a novas especialidades.

Isto já foi em parte possível com a primeira fase da ampliação do Centro de Formação Profissional dos Açores, que permitiu cobrir o ramo da hotelaria. Com o apetrechamento de núcleos de formação profissional em Angra do Heroísmo e Horta e com a activação de estruturas formativas, em fase de montagem, no campo das electromecânicas e da construção civil, espera-se que os resultados a alcançar contribuam fortemente para uma maior especialização. Os investimentos propostos pela Secretaria Regional do Trabalho para o ano em curso possibilitarão o arranque de empreendimentos visando a formação profissional em mecânica auto e a preparação adequada dos jovens que exerçam ou se proponham exercer profissões no âmbito do sector terciário.

Serão, por outro lado, estudadas medidas de fundo conducentes à reconversão ou polivalência dos trabalhadores sazonais e privilegiar-se-ão os apoios às empresas que pretendam montar as suas próprias estruturas de formação.

Através da orientação e informação profissional e escolar procurar-se-á possibilitar aos jovens a escolha das profissões que permitam a sua correcta integração no mercado do trabalho e uma maior dignificação das diferentes profissões.

Procurar-se-á moralizar ainda mais, se possível, a atribuição do subsdio de desemprego, prosseguindo simultaneamente uma política de ocupação dos subsidiados em trabalhos de interesse para as comunidades e sem fins lucrativos, ocupando, assim, mão-de-obra inaproveitada e evitando que se criem hábitos abstencionistas.

Inspecção de trabalho
A recente regionalização deste sector vai permitir uma actuação mais consentânea com as necessidades, para o que contribuirá a sua dotação com os meios humanos imprescindíveis, a quem de imediato será ministrada a formação adequada.

Poder-se-ão controlar algumas anomalias detectadas e prevenir situações menos regulares, em vista do que se programarão visitas de inspecção de profundidade, por sectores. Nessas visitas proceder-se-á à análise e definição de medidas adequadas, bem como se tratarão de uma maneira mais exaustiva as questões relacionadas com as funções da inspecção de trabalho.

Procurar-se-á, ainda, estabelecer um diálogo directo com os parceiros sociais, com vista a desbloquear situações de impasse pontuais e a confrontar sistemas de actuação em relação às diversas regulamentações que vigorem, bem como contribuir para o aperfeiçoamento das futuras convenções de trabalho.

Higiene e segurança
Dar-se-á continuidade a algumas acções já encetadas e estender-se-á a actividade do Gabinete de Higiene e Segurança do Trabalho a outras áreas, de acordo com a experiência já vivida.

Assim, e para além de actividades resultantes da dinâmica externa e de solicitações pontuais, o Gabinete de Higiene e Segurança do Trabalho desenvolverá variado leque de iniciativas próprias, de entre as quais se salientam:

Visitas técnicas às empresas dos sectores industriais e de construção civil para levantamento dos riscos de sinistralidade laboral e elaboração de propostas de solução para as deficiências detectadas;

Apoio aos empresários e às estruturas de segurança nos domínios da legislação e da prevenção técnica;

Acções de sensibilização de empregadores e de trabalhadores para a problemática da saúde ocupacional;

Sessões de formação para trabalhadores sobre alcoolismo e sinistralidade laboral e higiene alimentar;

Cursos de prevenção e de encarregados de segurança e seminários sobre saúde ocupacional;

Elaboração de estatísticas e tratamento de dados sobre acidentes de trabalho ocorridos na Região;

Edição de textos e cartazes sobre temas de higiene e segurança.
Habitação e protecção civil
A resolução do problema da carência habitacional tem constituído um dos principais vectores de actuação do Governo desde a sua constituição em 1976.

No âmbito das grandes linhas de orientação aprovadas no plano a médio prazo de 1981-1984, considera o Governo que as soluções mais realistas e operacionais para a resolução do problema habitacional da Região passam pela mobilização do esforço e iniciativa das populações, criando os incentivos necessárias e diversificando o tipo de programas de apoio, por forma a dar satisfação às várias situações económico-sociais.

As acções desenvolvidas podem enquadrar-se em vários grupos, sendo alguns de âmbito exclusivamente regional:

Construção de fogos, promovidos em regime de administração directa, em operações de realojamento e atribuição de subsídios às famílias no seu arrendamento;

Bonificação de taxas de juro relativas ao financiamento, à construção e aquisição de casa própria;

Subsídios específicos às famílias e ou à construção na recuperação e ampliação de habitação existente, na autoconstrução e na cedência de terrenos;

Apoio à construção de custos controlados;
Apoio às cooperativas de habitação.
Na perspectiva apontada de mobilização da capacidade empreendedora dos particulares e entidades directamente interessadas, considera ainda o Governo que, salvo os casos de operações de realojamento e execução de infra-estruturas para urbanizações, em que a execução dos empreendimentos é da exclusiva responsabilidade do Governo, se deverão canalizar as verbas, prioritariamente, para os programas em que essa componente é mais activa, nomeadamente os que se referem à construção ou recuperação de casa própria.

Na sequência dos planos anteriores, os programas do sector habitacional financiados pela Região têm como principais objectivos no âmbito do plano para 1984:

Constituir mecanismos de correcção das distorções do mercado através de bonificações ao investimento e subsídios às famílias, tendo em consideração que a habitação é, em grande parte, um investimento colectivo que não se enquadra linearmente nas regras do mercado;

Diminuir o esforço das famílias nos primeiros anos de acesso à habitação;
Tornar solventes as categorias sociais de menores recursos, proporcionando-lhes o acesso à habitação, quer por arrendamento, quer por aquisição, quer pela autoconstrução;

Melhorar as condições do parque habitacional existente;
Proceder à renovação e desenvolvimento urbanos;
Programar o uso do solo em face dos problemas habitacionais;
Constituir um dos principais componentes de criação de justiça social.
Podem ter acesso aos programas de habitação os agregados familiares que auferiram rendimentos inferiores a limites de rendimento previamente fixados e se encontrem em situação de carência habitacional comprovada.

Estes limites de rendimento são concebidos como factor de justiça social, o que permite destinar os subsídios governamentais aos mais carecidos.

Na fixação das rendas dos fogos, na concessão de subsídios para a recuperação de habitação degradada, na cedência de materiais para a autoconstrução e na cedência de terrenos, a obtenção de benefícios é sempre função dos rendimentos dos agregados devidamente comprovados.

A alteração nas condições de crédito através da subida das taxas de juro e o agravamento dos custos de construções têm vindo a limitar a capacidade de solvência da procura, com consequente quebra na actividade de construção.

Neste quadro, os programas de cedência de terrenos, de apoio à autoconstrução, de recuperação de habitação degradada, de construção de habitação, de apoio às cooperativas e de construção de custos controlados assumem uma especial prioridade para o Governo Regional, bem como o objectivo da mobilização de esforços em colaboração com as autarquias locais, com os particulares e entidades directamente interessadas.

Ordenamento físico do território
Pretende o Governo dentro deste capítulo levar a cabo no ano de 1984 as seguintes medidas de política:

Continuação da cobertura aerofotogramética das áreas urbanas e rurais, tendo em vista a obtenção de cartografia nas escalas 1:5000 e 1:10000;

Continuação dos trabalhos de campo conducentes à informação necessária para promover a restituição da referida cartografia;

Levantamento de todos os dados e informações fundamentais caracterizadores da realidade geofísica e cultural do espaço, tendo em vista as necessidades do desenvolvimento económico da sociedade de forma a garantir o pleno desenvolvimento dessas intervenções especiais integrando nelas a valorização das características ambientais em jogo e o reconhecimento das aptidões do espaço, das capacidades, dos diferentes locais, dos limiares da exploração dos recursos e do uso múltiplo da paisagem;

Proposta de definição de áreas geográficas de desenvolvimento, tipos de ocupação e prioridades, integradas no modelo de desenvolvimento incluído no plano da Região.

Urbanismo
Neste âmbito, pretende o Governo continuar a dotar a Região de estudos de urbanização com vista à correcta planificação do desenvolvimento urbano, compreendendo nesses estudos os planos de urbanização dos pólos urbanos de maior desenvolvimento ou outros tipos de caracterização específicas. Tal acção desenvolve-se na sequência do já iniciado com os planos de urbanização da Lagoa, Vila Franca do Campo, Povoação, Nordeste, Ribeira Grande, Furnas, Água de Pau, Angra do Heroísmo, Praia da Vitória e Santa Cruz das Flores.

Desenvolver-se-ão estudos de planos de urbanização dos seguintes núcleos urbanos: Ponta Delgada, Vila do Porto, Velas de São Jorge, Lajes das Flores e Santa Cruz da Graciosa.

Desenvolver-se-ão ainda estudos alargados a nível de concelho que permitirão inserir os planos de urbanização nos planos globais da Região, bem como planos de pormenor nas zonas consideradas prioritárias, dotando-se, assim, os programas de autoconstrução e de recuperação de habitação degradada com o necessário e indispensável suporte urbanístico.

O Governo prevê ainda:
Continuar o apoio técnico às câmaras municipais, nomeadamente no que diz respeito à definição de uma estratégia urbanística e à protecção do património urbano, arquitectónico e ambiental;

Prosseguir a realização de programas de recuperação urbana de zonas fortemente degradadas - como, por exemplo, a Ribeira Quente, em São Miguel, e a serra de Santiago, na Terceira - e ainda a recuperação de tecidos urbanos de caracterização especial - como, por exemplo, dos lugares da Praia, São Lourenço, Anjos e Maia, em Santa Maria;

Continuação da cobertura aerofotogramétrica das áreas urbanas, tendo em vista a obtenção de cartografia na escala 1:2000;

Continuação dos trabalhos de campo conducentes à informação necessária para promover a restituição da referida cartografia.

Ambiente
Mantêm-se actuais as linhas de orientação e medidas de política previstas no plano a médio prazo, ou seja:

Continuação da definição de zonas cujas características excepcionais lhes confiram condições de classificação, garantindo-se assim a sua preservação;

Promoção das acções consideradas necessárias com vista a dotar as reservas existentes de condições de desenvolvimento integrado;

Criação de reservas botânicas onde se justifica a protecção de núcleos de plantas da flora endémica;

Defesa das espécies animais e recuperação de sistemas ecológicos com vista à preservação de espécies em vias de extinção;

Protecção de instalações tecnológicas tradicionais, tais como moinhos, azenhas, açudes, etc.;

Renovação da habitação tradicional através de projectos de restauro e recuperação de habitações e equipamento com interesse;

Conservação como ecomuseu das formas sócio-económicas de organização tradicional;

Apoio à criação de equipamentos turísticos nos locais mais convenientes;
Apoio ao campismo sedentário e ao campismo de observação de aves;
Estimular e desenvolver o montanhismo, percursos a pé à descoberta da Natureza, percursos a cavalo, etc.;

Colaborar na criação de núcleos de ambiente das escolas, a fim de servirem de elemento primeiro na salvaguarda e manutenção do ambiente;

Desenvolver acções de sensibilização junto das populações e colaborar com os escuteiros na salvaguarda do ambiente;

Apoio técnico às autarquias locais na conservação de jardins, assim como na criação e recuperação de zonas verdes e ajardinadas;

Levantamento e análise de focos de poluição existentes com vista ao estabelecimento de medidas de salvaguarda e recuperação.

O Governo prevê ainda e especificamente:
A continuação da elaboração de estudos de ordenamento de áreas protegidas, à semelhança do elaborado para o Monte da Guia, no Faial;

A promulgação de medidas regulamentares para as reservas naturais como tal consideradas;

A elaboração dos estudos de recuperação urbana e ambiental da zona classificada do lugar da Praia (Trinta Reis);

A continuação da elaboração dos estudos de ordenamento das Sete Cidades.
Protecção civil
Na Região dos Açores, distribuída por uma vasta zona de intensa actividade sísmica e vulcânica, é premente que as organizações chamadas a intervir imediatamente em casos de emergência estejam convenientemente estruturadas e dotadas de todos os meios necessários para que possam exercer a sua actividade de uma forma eficiente e rápida.

Compete, fundamentalmente, ao Serviço Regional de Protecção Civil, em colaboração com as associações de bombeiros voluntários, o auxílio imediato às populações.

O objectivo da criação de um serviço de protecção civil obedeceu à necessidade de haver uma entidade que preparasse previamente planos de acção e programas de prevenção, bem como coordenasse as acções em situações de calamidade. Pretende-se, assim, reduzir o lapso de tempo que medeia uma catástrofe e a intervenção dos serviços de socorro.

As associações de bombeiros, para além das acções de socorro pontuais a pessoas e bens, espera-as também papel importante na protecção civil, devido aos seus recursos humanos com treino específico e a disporem de algum material adequado.

Assim, dentro da Política definida no plano a médio prazo de 1981-1984, prosseguir-se-á no ano de 1984 com acções que visam:

1) Instalação e organização do Serviço Regional de Protecção Civil, com a tomada das seguintes medidas:

Instalação da sede do SRPC em Angra do Heroísmo;
Aquisição de equipamento de telecomunicações de modo a estabelecer-se um sistema de contacto rápido interilhas;

Aquisição de diverso equipamento de escritório e de emergência (exemplo tendas, geradores, etc.);

Início das acções de recrutamento e formação de pessoal;
Estudo das formas de articulação entre o SRPC e as associações de bombeiros voluntários e outras organizações com interesse para a protecção civil;

2) Apoio às associações humanitárias de bombeiros voluntários, segundo critérios de uniformização e racionalização das instalações e equipamento;

3) Formação e sensibilização das populações;
4) Apoio a associações de carácter privado, que, em casos de emergência, auxiliarão na protecção civil da Região.

Agricultura e pescas
Agricultura
No prosseguimento da implementação dos objectivos definidos no plano a médio prazo e no plano para 1983, foi possível no decurso do corrente ano concretizar as seguintes medidas de política:

1) Na área da pecuária é de referir o apoio concedido no âmbito do fomento da caprinicultura, com vista ao desenvolvimento de outras espécies animais para além da bovinicultura (Portaria 7/83);

2) No domínio agrícola há a salientar:
O apoio dado ao fomento das culturas arvenses e hortícolas, tendo em vista a satisfação da procura interna dos produtos essenciais a uma adequada dieta alimentar (Portaria 18/83 e Despacho Normativo 7/83);

A continuação das acções tendentes a incentivar a produção da batata-semente e de beterraba (Portaria 24/83 e Despacho Normativo 131/82);

A implementação de medidas tendentes a preservar a Região no que respeita à introdução de novas pragas e doenças nocivas às culturas, bem como garantir a qualidade das sementes importadas (Despacho Normativo, n.º 57/83);

A adequação das estruturas do RICA, com vista a melhorar o sistema de informações técnico-económicas das explorações agrícolas da Região (Despacho Normativo 34/83);

No que respeita ao sector florestal há a salientar a intensificação, no decurso do corrente ano, das medidas de fomento da florestação após a entrada em vigor de legislação aprovada nos últimos 2 anos. De referir ainda a aprovação, pelo Conselho de Governo Regional, do Plano Regional de Reservas Florestais, a complementar com legislação adequada.

Convém ainda salientar a acção dos diversos serviços, no prosseguimento das suas actividades, nas seguintes áreas de actuação:

Assistência técnica e apoio aos agricultores, através dos parques de máquinas dos serviços nas diferentes operações culturais, como sejam a limpeza de incultos (arroteias), melhoramentos de pastagens e apoio nas campanhas de fenação e silagem;

Continuação das actividades de investigação e desenvolvimento no âmbito da fruticultura, horticultura, forragens e culturas arvenses;

Prosseguimento do combate à brucelose, mamites e doenças de reprodução;
Intensificação dos trabalhos conducentes à abertura de novas vias de acesso às explorações e melhoramento das actualmente existentes, assim como do reforço da rede de distribuição de água às explorações pecuárias;

Intensificação do combate a determinadas doenças e pragas, sendo de destacar as levadas a cabo no campo da desratização.

Num âmbito mais alargado da actuação da Secretaria Regional da Agricultura e Pescas são de destacar as seguintes acções:

Assinatura de um convénio de cooperação com a Universidade dos Açores, com o intuito de aproveitar as infra-estruturas que esta instituição possui no domínio da agricultura, evitando a duplicação de serviços e meios humanos e materiais;

Estabelecimento de um protocolo de cooperação, na sequência de trabalhos preparatórios anteriores, com a Agricultural Institute, da Irlanda, visando a assistência técnica nas áreas de produção e conservação de forragens e desenvolvimento de sistemas e técnicas de produção de bovinos de carne;

Continuação do projecto com o Milk Marketing Board, tendo em vista o estabelecimento de recolha de dados técnicos e económicos relacionados com o desenvolvimento de modernas técnicas de maneio das explorações leiteiras;

Prosseguimento dos trabalhos de levantamento da cartografia dos solos da Região, prevendo-se a conclusão definitiva dos trabalhos de campo para as ilhas da Graciosa e Santa Maria;

Aprovação pelo Conselho de Governo Regional e envio à Assembleia Regional da proposta de decreto legislativo regional estabelecendo as bases gerais da actividade venatória;

Realização da III Feira Regional, Agricultura, Indústria e Ambiente, na Horta, a qual, a exemplo dos anos anteriores, constituiu considerável êxito.

De destacar ainda no decurso do corrente ano a aprovação da nova lei orgânica da Secretaria Regional da Agricultura e Pescas, com vista a uma mais eficaz adequação das estruturas da Secretaria face à evolução do sector produtivo.

Por outro lado, prosseguiram os trabalhos da comissão instaladora do IFADAP, os quais se encontram praticamente concluídos, prevendo-se ainda no decorrer do corrente ano a abertura na Região do sistema SIFAP.

Concluíram-se os trabalhos preliminares destinados ao estabelecimento, a nível regional, de um programa de caminhos de apoio às explorações agro-silvo-pecuárias a implementar no médio e longo prazos e a apresentar para efeitos de financiamento na data de adesão de Portugal à CEE.

O estabelecimento de programas sectoriais de produção tendo em vista o prosseguimento de uma política de orientação agrícola, cujas linhas mestras vêm sendo traçadas, quer através destes programas, quer através de medidas legislativas (algumas já publicadas e outras em fase de elaboração, mas a concretizar dentro do período do plano a médio prazo), foi uma das prioridades da actuação da Secretaria Regional da Agricultura e Pescas.

Pescas
No sector das pescas prosseguiu-se com a aplicação das medidas respeitantes à melhoria da actividade no sector, quer no âmbito das infra-estruturas portuárias, onde há a destacar a obra no porto de Rabo de Peixe, destinada a melhorar as condições de acesso ao mesmo, quer no da formação profissional e reconversão da frota pesqueira.

O elevado número de candidatos da Região aos cursos da Escola Profissional de Pesca de Lisboa, que para o ano lectivo de 1983-1984 é de 25, é a prova evidente de que os mecanismos postos ao serviço da formação profissional encontraram uma resposta positiva por parte dos pescadores.

A alteração do Decreto Regional 18/81/A, no sentido de facilitar aos pescadores as condições de acesso à aquisição de embarcação própria, através de adequado apoio à gestão e implementação dos projectos de investimento, assegurando a cobertura financeira dos mesmos com capitais públicos e permitindo que o reembolso do capital e pagamento dos juros sejam efectuados em conformidade com os resultados alcançados na pesca, constitui outra medida inovadora de grande alcance. Para concretizar estes objectivos encontra-se em fase adiantada de acabamento a embarcação que a Secretaria Regional da Agricultura e Pescas mandou construir num estaleiro de Santo Amaro do Pico, tendo o Governo já aprovado a construção de uma segunda embarcação ao mesmo construtor.

Confirmaram-se este ano as conclusões de carácter técnico-científico com vista ao estabelecimento de novas técnicas de captura de pescado nomeadamente no caso do atum.

O convénio de cooperação estabelecido com a Universidade dos Açores envolve também o sector das pescas, conferindo a esta instituição a responsabilidade da investigação no sector.

A realização da III Semana das Pescas, desta vez essencialmente destinada aos pescadores da Região, veio dar a esta organização uma nova perspectiva, que interessa prosseguir em próximos anos.

No âmbito do apoio à pesca artesanal, contam-se por dezenas de milhares de contos os apoios financeiros já concedidos na vigência deste plano, de acordo com os objectivos definidos pela Portaria 15/80.

De salientar também o aumento no valor da compensação do preço do gasóleo ao sector, que se cifra em 5$00/litro, inserido na área do apoio à produção e comercialização do pescado, onde foi também estabelecido, em algumas ilhas e pela primeira vez, um sistema de preços de garantia por espécies.

De referir ainda a aprovação pelo Governo, e envio à Assembleia Regional, de uma proposta de decreto legislativo regional capaz de enquadrar a actividade das pescas na Região, permitindo a elaboração de medidas legislativas indispensáveis à promoção de uma gestão racional dos stocks e ao exercício de um controle eficaz das actividades da pesca.

Dentro do desenvolvimento das técnicas de captura do atum, iniciou-se este ano um projecto destinado ao estabelecimento, à volta das ilhas, de uma rede de dispositivos de concentração de pescado, processo experimentado no Hawai, Filipinas e Sueste Asiático, com assinalável êxito na pesca do atum.

Por outro lado, antes do final do corrente ano, dar-se-á início a um projecto de cooperação com a FAO, tendo em vista o estudo de outras técnicas inéditas na Região e relacionadas com a pesca de tunídeos.

Encontram-se também praticamente concluídos os trabalhos relacionados com o levantamento das artes de pesca artesanal nos diferentes portos de pesca da Região, documento que irá facilitar a elaboração de legislação que permita disciplinar melhor o sector.

O referido anteriormente constitui a prova de que os objectivos do plano, assim como as suas medidas de política, vêm sendo implementados e constituem o enquadramento das acções a prosseguir em 1984.

Estas devem ser a continuação lógica do definido anteriormente, como política a prosseguir para os sectores da agricultura e pescas, tendo, no entanto, em atenção que a experiência vivida determina correcções indispensáveis.

Uma estratégia de desenvolvimento orientada para uma melhoria efectiva e sustentada das condições de vida da população açoriana terá de ser equacionada em função dos dois seguintes factores:

A reduzida dimensão do seu mercado interno;
O relativo isolamento do arquipélago em relação ao espaço económico mais vasto em que se insere ou em que se virá a inserir.

O primeiro destes factores irá determinar que a obtenção de um crescimento significativo do valor acrescentado regional se tenha de basear em actividades produtivas predominantemente orientadas para os mercados externos.

O segundo dos factores apontados tornará indispensável a criação das condições necessárias a uma maior disponibilidade e facilidade de acesso da população dos Açores aos bens e serviços de consumo essenciais, como condição prévia para uma melhoria nos níveis de rendimento real e uma mais equitativa distribuição.

Dadas as características da estrutura sócio-económica dos Açores e face às perspectivas, pouco animadoras, da evolução da economia portuguesa, caberá certamente ao desenvolvimento da agricultura e das pescas um papel decisivo no processo de desenvolvimento sócio-económico regional.

Contudo, a implementação de medidas de política para os sectores agrícola e das pescas, cujo objectivo primeiro é a melhoria das condições de vida do povo açoriano, não atingirá os seus fins se as referidas medidas não forem acompanhadas de uma verdadeira política comercial coerente com as novas orientações de política para aqueles sectores.

Assim, tendo por objectivo melhorar a eficácia técnico-económica do conjunto da agricultura e pescas da Região, consideramos prioritárias, como medidas de política, as seguintes:

1) Para o sector agrícola:
Prosseguimento das medidas tendentes a aperfeiçoar os sistemas de preços à produção por forma a garantir ao produtor o rendimento compatível com a sua actividade;

Reforço dos trabalhos destinados à elaboração e execução de projectos de infra-estruturas de apoio à produção, nomeadamente vias de acesso e abastecimento de água;

Intensificação das actividades de investigação e desenvolvimento, tendo como objectivo final a melhoria da eficácia económica do sector, entendida esta não somente em produzir mais, mas sobretudo produzir melhor e a menores custos;

Estabelecimento de programas sectoriais nas áreas onde se tem mostrado necessário reforçar os objectivos do plano;

Continuação e reforço dos estudos tendentes à definição dos mecanismos de apoio aos jovens agricultores e organizações de produção;

Definição das acções indispensáveis ao melhoramento animal, sobretudo no que concerne à produção de carne de bovino;

Reforço das acções indispensáveis ao controle sanitário de animais e plantas;
2) Para o sector das pescas:
Reforço das acções relacionadas com a formação profissional, infra-estruturas portuárias e reconversão e desenvolvimento da frota pesqueira;

Incentivo à investigação no sector, com vista a melhorar o conhecimento dos nossos recursos de pesca, bem como das técnicas de captura de pescado;

Reforço dos mecanismos que conduzem ao aumento da capacidade de conservação do pescado;

Estudo das medidas tendentes à modificação dos actuais apoios financeiros à pesca artesanal, por forma a melhorar a sua eficácia e selectividade;

Alargamento a outras ilhas, sempre que conveniente, do sistema de preços de garantia do pescado.

Indústria
A conjuntura económico-financeira alterou-se num sentido que afectou objectivos e linhas de orientação fixados no plano anterior.

Por essa razão, as medidas de carácter financeiro e os diversos apoios, que foram sendo criados pelo Governo nos últimos 2 anos, objectivaram da parte empresarial as respostas adequadas.

A nítida retracção que se vem verificando no investimento industrial indicia efeitos preocupantes a nível do mercado de trabalho e do produto regional, que não tem crescido no sector ao ritmo desejado.

Para contrariar esta tendência, tem vindo o Governo a rever ao longo do ano transacto toda a problemática do investimento industrial a partir de um levantamento minucioso da realidade do parque açoriano, através do qual se detectaram os seus actuais estrangulamentos, a par também das suas virtualidades.

O plano de 1984 expressa já algumas das suas conclusões mais evidentes.
De imediato, ressalta a necessidade urgente de proceder ao saneamento financeiro de um conjunto de empresas, na sua maior parte inseridas em áreas chave da economia regional e para o qual se dispõe de legislação específica (Decreto Regional 27/82/A).

O conceito de saneamento não cobrirá indiscriminadamente todo o aparelho produtivo, mau-grado as situações críticas pontuais que o sector atravessa, e terão de ficar excluídas deste tipo de apoio todas as empresas que se revelarem sem viabilidade.

Trata-se de uma importante medida, com carácter excepcional, posta em prática para salvar empresas que, por causas várias, aliás alheias ao Governo, se colocaram em situação deficitária, mas que mostram conter em si mesmas virtualidades que permitem a sua recuperação num horizonte temporal bem definido e não muito alargado.

Em estreita ligação com o problema anterior ressalte ainda a notória falta de formação de quadros médios e superiores empresariais, apesar do esforço que o Governo e os próprios interessados estão a desenvolver para suprir essa carência.

Com efeito, os principais factores que pesam nos fracos resultados apresentados por muitas actividades, para lá da drenagem de recursos financeiros para outras áreas do investimento ou outros espaços geográficos, ficam a dever-se sobretudo à má gestão e aos erros de dimensionamento, que provocaram desequilíbrios no binário produção/mercado, sempre difíceis de corrigir.

Por todas estas razões, os programas de formação vão passar a uma segunda fase, agora mais profunda e prolongada, orientada para funções específicas em actividades afins e com acompanhamento profissional periódico através dos departamentos públicos responsáveis.

Também ao abrigo de programas de assistência irá ensaiar-se o lançamento de um sistema de apoio aos investidores e empresários através de consultores especializados, tanto a nível de projecto como de gestão técnica e económica, dirigido a um número restrito de actividades chave com vista a melhorar a sua rentabilidade.

Na mesma linha de actuação vai o Governo regulamentar as condições funcionais a que deve obedecer o exercício de actividades chave da economia regional.

A reactivação do investimento industrial, para lá dos níveis que dependem de puras condições de conjuntura, terá de passar pela reformulação de alguns dos objectivos e estratégias que têm vindo a ser aplicados, de forma a adaptá-los à situação presente, que não mostra sinais de alteração a curto prazo.

Assim, confere-se uma ênfase ainda mais especial ao projecto dos parques industriais através da continuação de dotações de capital estatutário à Empresa Regional de Parques Regionais, E. P., para, durante o corrente ano, pôr em funcionamento o parque de São Miguel, arrancar com as obras do parque da Terceira e com os projectos da zona franca de Santa Maria.

Como estratégia inovadora na área das indústrias agro-alimentares e de conservação de pescado, aliás ditada pelo mercado financeiro, preconiza-se a rentabilização das unidades produtivas existentes saturando a sua capacidade antes de investir em ampliações, novas unidades e mesmo modernização do equipamento.

Esta estratégia pressupõe um forte esforço a montante como condição única para o crescimento do sector.

Continuará o Governo a apoiar praticamente sem restrições todas as acções empresariais que visem o processamento integrado dos recursos naturais e a implantação de unidades nas parcelas mais carecidas, conforme o previsto no Decreto Regional 21/82/A, e o sistema de pontuação constante no anexo I do Decreto Regional 22/82/A.

Como medida cautelar, face a qualquer eventual alteração ao status, tem vindo o Governo a manter no plano um programa próprio para a regularização do abastecimento de cimento à Região.

No ano transacto deu-se uma inflexão na estratégia das cimenteiras nacionais e agora apresentam-se condições vantajosas para a criação de uma empresa mista de armazenagem e distribuição de cimentos, a constituir entre o Governo Regional, a CIMPOR, a SECIL e as entidades privadas que quiserem adquirir posição.

Na mesma linha de orientação vai o Governo procurar solucionar o problema do abastecimento de gás nas ilhas Graciosa e São Jorge a partir de instalações de enchimento de dimensão adequada.

Também tem o maior interesse assinalar que a próxima entrada em vigor do decreto regional relativo ao ordenamento espacial de parques e zonas industriais irá introduzir alterações profundas a médio prazo na reactivação do investimento e, por arrastamento, afectará positivamente também outros sectores, em especial os transportes de carga e de passageiros, para além dos benefícios directos sobre o meio ambiente e sobre o bem-estar das populações.

Energia
Mantêm-se válidos o diagnóstico e as linhas de orientação propostos para o sector energético no plano a médio prazo de 1981-1984, se bem que os programas anuais tenham sofrido ligeiras alterações relativamente ao inicialmente previsto.

Procedeu-se ainda à criação de um novo programa. Apoio a redes e ao sector agro-pecuário.

Os programas para 1984 compreendem:
Pesquisa energética - projecto enquadrado no sector investigação e estudos e que tem por objectivos a identificação das condições de aproveitamento de fontes de energia locais alternativas às convencionais em ordem à diminuição da dependência energética da Região.

Este projecto de pesquisa energética compreende os seguintes subprojectos:
Instalações solares;
Estudo eólico de Santa Maria;
Estação de produção de biometano do centro de bovinicultura de São Miguel;
Estudos eólicos na Graciosa e São Jorge;
Racionalização do consumo energético, que tem por objectivos sensibilizar e apoiar a racionalização do consumo de energia promovendo a sua eficiente utilização e a substituição do petróleo por outras fontes energéticas;

Investimentos e apoio financeiro à EDA, E. P., que tem por objectivos habilitar a EDA - Empresa de Electricidade dos Açores, E. P., à execução do seu programa de investimentos na rede eléctrica açoriana, bem como assegurar o seu equilíbrio económico e financeiro, dando assim execução aos objectivos definidos no plano a médio prazo.

Apoio a redes rurais e ao sector agro-pecuário, que tem por objectivo o prolongamento das redes rurais a residências que se encontram fora dos limites dos lugares electrificados e um maior desenvolvimento do sector agro-pecuário, nomeadamente em instalações de frio e conservação de carnes, bem como um melhor aproveitamento dos recursos já existentes.

Comércio
O comércio joga um papel fundamental no equilíbrio das diversas actividades económicas, para além do impacte directo que o seu comportamento e desenvolvimento tem na vida das sociedades.

A situação insular, a descontinuidade geográfica e o deficiente funcionamento dos circuitos de distribuição comercial foram as causas de deficiências estruturais, com reflexos evidentes no nível de bem-estar das Populações, mas que têm vindo gradualmente a ser ultrapassadas mercê do esforço conjunto do Governo e agentes económicos.

A estrutura do mercado açoriano introduz desajustamentos vários, que importa corrigir, a fim de que as regras de uma sã concorrência ocupem um lugar cada vez maior na regulação da actividade económica nos seus múltiplos aspectos.

Tendo em conta a variedade de situações e estruturas económicas, as regras de concorrência constituem um amplo quadro institucional da vida económica, que tem por finalidade salvaguardar a livre escolha dos consumidores, assim como os direitos e as liberdades dos diversos agentes na vida económica.

A implementação de um quadro institucional regulador da concorrência é tarefa do Governo, que através de instrumentos e mecanismos próprios exerce assim um controle social do funcionamento da economia.

A criação de um quadro de organização da actividade económica que assegure uma concorrência eficaz e leal vai permitir aos consumidores uma escolha livre de pressões, ao mesmo tempo que constitui para o empresário a incitação ao progresso e à melhoria das técnicas, já que sem concorrência se arrisca a negligenciar o esforço de desenvolvimento e promoção dos seus produtos.

A actividade comercial não pode ser dissociada do processo produtivo nem da sua evolução, daí que seja directamente influenciada pela desfavorável conjuntura económica sentida por outros sectores, quer a nível internacional quer a nível nacional. Deste facto, resulta que as alterações verificadas no exterior da Região, na cotação dos bens e produtos nela consumidos, se repercuta negativamente no nível do custo de vida (inflação importada). A situação económico-financeira impôs assim a revisão da legislação que fixa o sistema geral de preços de modo a proporcionar ao comércio os meios necessários para manter os stocks derivados da condição insular com vista a um melhor e normal abastecimento do mercado e, mais importante ainda, a evitar a debilidade financeira do sector.

As deficiências de estrutura que o sector comercial apresenta, nomeadamente uma estrutura concentrada no estádio grossista nos principais centros urbanos e pulverizada no retalhista nas comunidades rurais, faz que a atenção do Governo se mantenha neste aspecto particular, incentivando a modernização, reestruturação e redimensionamento do pequeno comércio rural, como forma de obstar ao seu desaparecimento, através de benefícios financeiros ao investimento nesta área. Medidas semelhantes são visadas para as ilhas de reduzida densidade populacional, concedendo o Governo neste caso incentivos que visem a criação de estruturas de armazenagem, garantindo assim o abastecimento de produtos inerentes ao normal funcionamento das actividades económicas, bem como o regular abastecimento público dos produtos alimentares.

Esta questão está intimamente ligada aos stocks de segurança que permitam garantir a existência de bens de consumo essenciais susceptíveis de fazerem face a dificuldades imprevistas.

Com o intuito de atenuar as consequências negativas que o actual contexto económico provoca no sector comercial, consequências essas em grande parte derivadas do abrandamento de actividade e recessão sofrido por outros sectores, directa ou indirectamente correlacionados com esta actividade, caso da construção civil, vai o Governo prosseguir o lançamento de obras de sua iniciativa, que se espera venham a contribuir para atenuar esta situação.

Constitui também preocupação do Governo a melhoria da qualidade de vida das populações, salvaguardando os interesses dos consumidores, através da prossecução de um conjunto de acções normativas, preventivas e fiscalizadoras.

Relativamente ao comércio externo, o esforço continuará a centrar-se na melhoria dos circuitos, através de uma maior ligação entre os exportadores/importadores e as entidades que prestam serviços de transporte, assim como no reforço da posição que os produtos açorianos possuem nos mercados externos tradicionais ou na pesquisa de novos mercados, tendo em vista a redução do défice comercial com o exterior.

No intuito de reforçar a actuação nesta área vital do comércio, foram já definidos quer o leque de produtos a promover quer os mercados prioritários a que se destinam, cabendo neste processo ao Governo Regional, através dos seus departamentos próprios, prosseguir políticas de apoio técnico e incentivos financeiros que fortaleçam o sector exportador regional.

Turismo
As grandes orientações definidas no plano a médio prazo de 1981-1984 para o turismo continuarão a pautar a actividade do Governo neste sector, cujo contributo para o desenvolvimento sócio-económico da Região é bastante significativo, quer pelas relações intersectoriais que mantém quer pelos consideráveis meios de pagamento sobre o exterior que proporciona, quer ainda pelo número de postos de trabalho que cria.

Com efeito, as acções de fomento que o Governo tem vindo a executar no quadro dos grandes princípios fixados para o sector no plano a médio prazo começam já a dar frutos, registando-se um apreciável acréscimo da oferta turística na Região, que a procura tem acompanhado.

Durante o ano de 1982 a actividade turística conheceu certa expansão, tendo o número global de dormidas atingido uma taxa de crescimento de cerca de 10% relativamente ao ano anterior. Por seu turno, o número de dormidas de residentes no estrangeiro, no mesmo ano, aumentou cerca de 16%.

Assim, tendo em conta a incontestável relevância do turismo para o desenvolvimento económico da Região, o Governo manterá o esforço de investimento que tem vindo a efectuar e prosseguirá na aplicação das seguintes medidas de política:

Fomentar o aumento da capacidade de alojamento da Região, através da concessão de incentivos financeiros e ou fiscais;

Consolidar a participação do sector público na indústria turística, prosseguindo a construção, ampliação, conservação e equipamento de unidades hoteleiras e similares, conforme já programado;

Fomentar e apoiar a instalação de infra-estruturas desportivas de interesse turístico/equipamento de animação;

Prosseguir as diligências com vista à introdução de alterações no sistema de transportes aéreos, por forma a tornar a Região mais acessível, não só em relação ao exterior mas também sob o ponto de vista da mobilidade de pessoas dentro da Região;

Divulgar a Região como destino turístico através de adequadas acções promocionais;

Fomentar a animação turística, criando e ou apoiando acontecimentos de interesse sob o ponto de vista da motivação, entretenimento e ocupação dos tempos livres dos turistas, com destaque para as manifestações da cultura popular açoriana;

Promover e fomentar a melhoria da qualidade da nossa oferta turística, designadamente através da realização de cursos, acções de formação e aperfeiçoamento profissionais;

Promover e apoiar, em geral, a melhoria e o enriquecimento da nossa oferta turística.

Transportes
A importância do sector dos transportes numa região como a nossa, isolada e geograficamente dispersa, não necessita de ser encarecida. Aliás, em qualquer processo de desenvolvimento, o sistema de transportes e as infra-estruturas que o integram assumem importância fundamental, dado que é necessário assegurar o comércio interno e externo, criando as condições mínimas para o seu exercício e progresso.

O sistema de transportes é encarado na Região numa óptica de desenvolvimento económico e social, com o objectivo de que venha a contribuir decisivamente para a melhoria da qualidade de vida das populações e, ao mesmo tempo, garantir com oportunidade, rapidez e regularidade e ao mais baixo custo o fluxo de pessoas e mercadorias.

Continuar-se-á assim no caminho da optimização dos meios disponíveis, da melhoria das instalações e infra-estruturas, racionalizando todo o sistema de transportes regionais.

Em 1983 completou-se o plano de cobertura da Região com infra-estruturas aeroportuárias, e no próximo ano desenvolver-se-á o projecto de adequação de algumas estruturas, por forma que possam responder cabalmente às solicitações do tráfego de pessoas e mercadorias gerado.

Relativamente às infra-estruturas portuárias, prosseguir-se-ão os projectos em curso nas várias ilhas, com vista à satisfação das necessidades de tráfego evidenciadas, promovendo-se assim uma melhoria substancial quanto à rapidez, frequência e regularidade dos transportes marítimos.

Neste sentido, o Governo Regional tomará as seguintes medidas no âmbito do plano para 1984:

Continuar e concluir as obras das infra-estruturas portuárias já adjudicadas e em construção;

Prosseguir o processo relativo à construção do porto das Flores;
Continuar a garantir o adequado equipamento dos portos da Região, por forma a melhorar a operação de carga/descarga e o desembaraço dos navios;

Desenvolver acções visando a melhoria dos meios de navegação que servem a Região, continuando a diligenciar pela sua renovação e especialização;

Promover a racionalização dos serviços oferecidos pelas administrações portuárias;

Fazer o acompanhamento e coordenar a actividade dos operadores e das entidades governamentais relativamente a questões que directa ou indirectamente possam vir a ter influência no sistema de transportes que serve a Região;

Apoiar os concessionários do transporte público de passageiros, promovendo a renovação das frotas ao seu serviço;

Promover a melhoria da segurança rodoviária;
Prosseguir o processo de estudo, abertura de concurso, adjudicação e início dos trabalhos da pista do Aeroporto de Ponta Delgada;

Prosseguir o processo de construção das obras de ampliação da aerogare das Lajes;

Desenvolver acções conducentes à instalação de sistemas de ajuda à navegação aérea;

Apoiar a exploração da transportadora aérea regional;
Continuar a diligenciar no sentido da implementação de esquemas tarifários do transporte aéreo que tornem a Região mais acessível e da garantia das frequências necessárias ao regular escoamento do tráfego.

Investigação
No domínio da investigação, o Governo desenvolverá e aprofundará acções conducentes à racionalização de meios e economia de custos, como, aliás, foi já detalhadamente referido a propósito das diferentes políticas sectoriais (saúde, agro-pecuária, pescas e energia).

Com a elaboração de estudos pretende-se um melhor conhecimento da realidade açoriana e a definição e execução de uma política de desenvolvimento adequada.

Salientam-se os estudos nas áreas de transportes e turismo, modernização e racionalização da administração pública e planeamento, nomeadamente no que respeita ao planeamento municipal.

Informação
É assinalável a carência de informações estatísticas oportunas e com fiabilidade necessárias para uma segura fundamentação das decisões que importa tomar em ordem a acelerar o processo de desenvolvimento económico e social da Região.

Assim, na sequência das acções que vêm sendo desenvolvidas, as principais medidas de política a concretizar em 1984 visarão fundamentalmente os seguintes aspectos:

a) Instalar em edifício que assegure as indispensáveis condições de funcionalidade o Serviço Regional de Estatística;

b) Dotar o mesmo Serviço com meios para o tratamento automático da informação;
c) Reestruturar os seus quadros de pessoal;
d) Efectivar a coordenação das actividades de produção e difusão da informação estatística de âmbito regional e a sua articulação com as estatísticas de âmbito nacional.

Relativamente a cada um destes pontos referir-se-á que:
Instalações
Desde a criação do Serviço Regional de Estatística, cuja sede fica localizada em Angra do Heroísmo, que se colocou a necessidade de o instalar em condições de poder responder cabalmente às constantes e prementes solicitações de informações estatísticas, justamente reclamadas pelos gestores públicos e privados. Dificuldades de vária ordem não permitiram a adopção imediata da solução mais conveniente (recorde-se que o SREA foi criado em 1980, precisamente no período em que a reconstrução das habitações danificadas pelo sismo de 1 de Janeiro desse ano legitimamente fazia convergir os esforços para esses trabalhos). Em tais circunstâncias houve que recorrer a uma solução provisória e rápida, que foi a de instalar o Serviço em pré-fabricados e no terreno adquirido entretanto pelo Governo Regional, em São Carlos.

Promoveram-se diligências no sentido de encontrar uma melhor localização de um edifício a construir de raiz, de modo a, por um lado, permitir um melhor acesso aos funcionários, sobretudo aos utentes, e, por outro, possibilitar a sua adequação às necessidades específicas em termos de funcionalidade.

A decisão já foi tomada neste sentido e agora desenvolvem-se esforços visando a concretização deste objectivo ainda em 1984.

Informatização
Atendendo ao estatuto do SREA, além de satisfazer as necessidades específicas de informação estatística da Região, terá de assegurar as tarefas ligadas à produção estatística de âmbito nacional.

O volume de trabalho e o esquema já estabelecido pelo Instituto Nacional de Estatística, com calendários extraordinariamente apertados, impossibilitam o tratamento local da informação recolhida, com recurso apenas a simples calculadoras. Em ordem a não prejudicar o tratamento atempado dos dados, que vêm integrando os apuramentos a nível do País, mas também visando possibilitar o tratamento segundo perspectivas mais adequadas às necessidades específicas dos Açores, decidiu-se dotar o SREA de meios informáticos, o que permitirá remeter ao INE toda a informação aqui recolhida em suporte informático, ficando na Região os instrumentos de notação utilizados na recolha das informações. Deste modo, o SREA passará a dispor de autonomia para realizar localmente os apuramentos mais úteis para a Região e desenvolverá progressivamente as aplicações respectivas.

Ainda no corrente ano será instalado o equipamento, devendo a exploração das primeiras aplicações verificar-se nos princípios de 1984, ficando ainda o SREA capacitado para apoiar outros organismos da Terceira em trabalhos que careçam de tratamento informático.

Produção e difusão da informação estatística
Foi já publicado o Decreto Legislativo Regional 21/83/A, que estabelece a nova orgânica regional do planeamento. Este diploma veio preencher uma lacuna relativa à coordenação das actividades dos diversos departamentos da Região no que toca a produção e difusão da informação estatística.

Na verdade, criando-se as condições para que o SREA cumpra cabalmente as funções que lhe estão cometidas, importa assegurar que a produção da informação estatística seja orientada no sentido de satisfazer as necessidades de informação segundo uma escala de prioridades, para cuja definição deverão contribuir de forma activa e decisiva os principais utilizadores.

Por outro lado, as tarefas de recolha, tratamento e difusão da informação são bastante dispendiosas, pelo que importa racionalizar, articular e conjugar esforços no sentido de se conseguir passar a dispor de dados estatísticos com maior qualidade e oportunidade, mas também segundo métodos que permitam economizar recursos, sempre bastante escassos.

Nesta perspectiva, serão tomadas as medidas necessárias para que a Comissão Técnica de Planeamento exerça eficazmente as suas atribuições relativamente aos aspectos já mencionados, contribua para a melhor organização dos ficheiros administrativos criados a nível dos diversos departamentos e facilite a sua utilização, em ordem à progressiva eliminação de recolhas múltiplas de informações e à desejada substituição da produção de dados estatísticos, mediante a recolha das informações de base pela utilização da via administrativa.

Finalmente deverá actuar de modo a contribuir acentuadamente para que os projectos de âmbito nacional contemplem efectivamente as necessidades próprias desta Região Autónoma.

Modernização
Visando aumentar a eficiência da administração pública numa perspectiva global e integrada, quer na sua estrutura e funcionamento quer no estilo de gestão, adaptando-a continuamente à exigência do progresso e do desenvolvimento, pretendem-se tomar as seguintes medidas no plano para 1984, já inseridas no plano a médio prazo de 1981-1984 e em curso de execução:

Racionalização e modernização de instalações e equipamento para serviços públicos;

Adequação das estruturas orgânicas a um processo de regionalização dinâmico;
Implementação de modernas técnicas de gestão;
Desenvolvimento da formação técnico-profissional dos funcionários e agentes das administrações regional e local;

Incremento dos incentivos à fixação de pessoal.
Investimentos intermunicipais
A concretização de obras de grande interesse social, como as de saneamento básico e infra-estruturas urbanísticas, a levar a cabo pelas câmaras municipais, mercê dos seus elevados custos, leva o Governo Regional a conceber apoios financeiros traduzidos na bonificação da taxa de juro de empréstimos destinados a projectos classificados de intermunicipais.

É intenção do Governo tomar, nesta área, as seguintes medidas:
Fomento de formas de cooperação e associativismo intermunicipal;
Apoio técnico ao funcionamento e à gestão dos municípios;
Delimitação das atribuições e competências e dos investimentos das administrações regional e autárquica e formas de atribuição entre as mesmas.

PROGRAMAS E OBJECTIVOS
1 - Educação
(ver documento original)
Programa n.º 1
Construções escolares para o ensino primário
Objectivos:
Continuar ou iniciar a construção de 159 salas de aula;
Adquirir terreno para 67 salas de aula;
Comprar mobiliário para 60 salas de aula;
Recuperar 4 salas de aula em São Mateus (Praia), ilha Graciosa;
Dotação - 294500 contos.
Programa n.º 2
Construções escolares para os ensinos preparatório e secundário
Objectivos:
Concluir a construção das Escolas Preparatórias de Capelas, Vila Franca do Campo, Santa Cruz da Graciosa, Calheta e Velas de São Jorge, São Roque do Pico e Santa Cruz das Flores (134 turmas) e ginásios anexos, assim como os arranjos exteriores da Escola Preparatória dos Biscoitos, o ginásio da Preparatória da Praia da Vitória e a ampliação da Escola Preparatória das Lajes do Pico;

Prosseguir a construção das escolas Preparatória de Vila do Porto e Lagoa (48 turmas);

Iniciar a construção das Escolas Preparatórias de Arrifes e Rabo de Peixe (48 turmas), da nova Escola Secundária de Ponta Delgada (42 turmas) e do bloco oficinal da Escola Secundária da Horta;

Realizar os trabalhos preliminares necessários à construção das Escolas Preparatórias das Feteiras e Lomba da Maia/Maia (36 turmas);

Adquirir terrenos para escolas dos ensinos preparatório e secundário;
Comprar equipamento para as escolas preparatórias em vias de conclusão.
Dotação - 680000 contos.
Programa n.º 3
Instalações e equipamentos para o ensino superior
Objectivos:
Melhorar as instalações do pólo universitário da Horta:
Concluir a construção da granja universitária do pólo universitário da Terra Chã;

Prosseguir a construção do campus universitário de Ponta Delgada;
Adquirir equipamento didáctico e Científico para os pólos universitários;
Adquirir material de transporte para o pólo universitário de Ponta Delgada.
Dotação - 52000 contos.
Programa n.º 4
Património escolar e residências de estudantes
Objectivos:
Conservar e beneficiar escolas preparatórias secundárias e do magistério primário em Santa Maria, São Miguel, Terceira, Pico e Faial;

Recuperar e adaptar o Palacete de Santana, na cidade da Horta, residência de estudantes.

Dotação - 57800 contos.
Programa n.º 5
Construções desportivos
Objectivos:
Concluir a construção do pavilhão gimnodesportivo da Horta;
Construir o estádio e seus anexos do parque desportivo de Angra do Heroísmo.
Dotação - 80000 contos.
2 - Cultura
(ver documento original)
Programa n.º 6
Defesa e valorização do património cultural
Objectivos:
Elaborar o projecto do restauro do antigo Colégio dos Jesuítas, em Ponta Delgada;

Prosseguir as obras de beneficiação e de adaptação dos edifícios adquiridos em Santa Maria, Pico e Flores para casas de etnografia;

Adquirir um imóvel em São Jorge para casa de etnografia;
Apoiar a actividade sócio-cultural das filarmónicas.
Dotação - 33000 contos.
3 - Saúde
(ver documento original)
Programa n.º 7
Melhoria da rede de serviços
Objectivos:
Beneficiação das instalações e equipamento das unidades de saúde;
Conclusão do edifício do Hospital da Horta;
Construção de unidades prestadoras de cuidados de saúde, distribuídas segundo as necessidades, de forma a facilitar o acesso a toda a população;

Construção dos centros de saúde.
Dotação - 538380 contos.
Programa n.º 8
Recursos humanos
Objectivos:
Melhorar as condições de instalação de pessoal que presta serviço no sector da saúde, de modo a criar condições para a fixação nos locais mais carenciados;

Valorização da prestação de cuidados médicos e paramédicos em áreas rurais, mediante concessão de benefícios.

Dotação - 26500 contos.
4 - Segurança social
(ver documento original)
Programa n.º 9
Apoio à infância e à juventude
Objectivos:
Construção, adaptação, beneficiação e fornecimento do equipamento a creches e jardins-de-infância;

Remodelação e aquisição de equipamentos para internatos destinados a jovens;
Estabelecimento de uma rede de equipamento por toda a Região, de modo a proporcionar às crianças e jovens o pleno desenvolvimento das suas faculdades e integração harmoniosa no meio familiar e na comunidade

Dotação - 44000 contos.
Programa n.º 10
Apoio a idosos
Objectivos:
Construção, remodelação e beneficiação de lares, centros de dia e de convívio para os idosos;

Aquisição de equipamento para o normal funcionamento das instituições particulares de solidariedade social;

Integração do idoso na família e na comunidade.
Dotação - 48000 contos.
Programa n.º 11
Edifícios polivalentes
Objectivos:
Criação de estruturas para desenvolvimento de acções de carácter cultural, recreativo e desportivo, nomeadamente no meio rural;

Melhoria da rede de serviços a prestar pela segurança social e saúde.
Dotação - 48500 contos.
Programa n.º 12
Objectivos:
Apoio aos serviços sociais do funcionalismo regional
Alargar em qualidade e quantidade os serviços prestados a funcionários regionais e seus familiares com a construção e melhoramento de cantinas, refeitórios e creches;

Uniformização progressiva dos benefícios.
Dotação - 8000 contos.
5 - Emprego
(ver documento original)
Programa n.º 13
Formação profissional
Objectivos:
Aumento das especialidades a contemplar nas acções de formação profissional;
Implantação dos núcleos permanentes do Centro de Formação Profissional dos Açores na Terceira e no Faial;

Criação do internato feminino para candidatas à formação profissional no Centro de Formação Profissional dos Açores;

Construção e instalações para as áreas técnico-administrativa;
Conclusão do centro protegido de formação profissional para deficientes físicos potencialmente activos;

Continuação das acções de formação profissional no domínio das pescas através da Escola Itinerante de Pesca da Região e dos centros especializados do continente;

Formação do pessoal das unidades de saúde;
Formação de novos técnicos para o sector da saúde;
Dinamização das acções de formação e reciclagem do pessoal das unidades turísticas hoteleiras e similares da Região e preparação profissional dos candidatos ao primeiro emprego do sector;

Proporcionar conhecimentos adequados à plena utilização do material das associações de bombeiros;

Formação e reciclagem dos conhecimentos do pessoal ligado ao SRPC, extensivos à população;

Reciclagem dos trabalhadores dos meios de comunicação social;
Formação de profissionais para os diversos ramos do sector da comunicação social.

Dotação - 98620 contos
6 - Habitação
(ver documento original)
Programa n.º 14
Construções habitacionais
Objectivos:
Renovação e desenvolvimento urbanos;
Programação do uso racional do solo em face dos problemas habitacionais;
Melhoramento das condições do parque habitacional existente;
Diminuição do esforço das famílias nos primeiros anos de acesso à habitação;
Proporcionar o acesso à habitação, quer por arrendamento, quer por aquisição, quer pela autoconstrução, às classes sociais de menores recursos;

Criação de mecanismos de correcção das distorções do mercado através de bonificações ao investimento e subsídios às famílias;

Continuação dos estudos de planos de urbanização de núcleos urbanos e desenvolvimento de estudos alargados a nível de concelho;

Apoio técnico às câmaras municipais, no que respeita à definição de uma estratégia urbanística e à protecção do património urbano, arquitectónico e ambiental;

Recuperação de zonas fortemente degradadas e de tecidos urbanos de caracterização especial;

Continuação da cobertura aerofotogramétrica das áreas urbanas e rurais;
Proposta de definição de áreas geográficas de desenvolvimento, tipos de ocupação e prioridades.

Dotação - 505000 contos.
Programa n.º 15
Defesa dos recursos hídricos
Objectivos:
Prosseguimento das acções em leitos de lagoas, ribeiras e canais de descarga;
Continuação da inventariação das disponibilidades hídricas;
Estudos técnicos de base hidrológica, hidrometeorológica, udométrica, hidrométrica e climatológica.

Dotação - 20000 contos.
Programa n.º 16
Equipamento urbano
Objectivos:
Continuação da construção, melhoramento ou conservação de parques de máquinas e viaturas;

Contribuição para a construção e conservação do património privado de interesse colectivo à Região.

Dotação - 47200 contos.
Programa n.º 17
Apoio aos serviços de incêndio e de protecção civil
Objectivos:
Dotar a Região com uma rede de bombeiros, respectivo equipamento e instalações;

Constituição do Serviço Regional de Protecção Civil, dotando-o de meios adequados;

Apoio a organizações particulares com interesse para a protecção civil;
Auxílio eficaz e coordenado às populações em situação de calamidade.
Dotação - 121200 contos.
7 - Agricultura
(ver documento original)
Programa n.º 18
Fomento arvense
Objectivos:
Aumento e diversificação da produção agrícola global, via fomento das culturas industriais, cerealíferas e de batata-semente e fomento forrageiro.

Dotação - 99000 contos.
Programa n.º 19
Fomento das culturas arbustivas, arbóreas e horto-florícola
Objectivos:
Fomento da plantação de fruteiras tradicionais e introdução de novas espécies tropicais e subtropicais;

Desenvolvimento hortícola como resposta às necessidades da população e a aptidão de alguns solos;

Fomento da floricultura tendo em vista os mercados exteriores à Região;
Reconversão de castas de produtores directos por castas de qualidade.
Dotação - 22000 contos.
Programa n.º 20
Protecção e defesa sanitária das culturas
Objectivos:
Melhoria da qualidade dos produtos através de campanhas de combate e erradicação de pragas ou a sua introdução na Região;

Protecção das culturas.
Dotação - 24000 contos.
Programa n.º 21
Sanidade pecuária e melhoramento zootécnico
Objectivos:
Fomento e melhoramento de animais para maior rentabilidade das explorações de acordo com as directivas existentes da CEE;

Preparação do sector pecuário em termos de competitividade, quer através de uma qualidade assegurada quer em termos de planeamento.

Dotação - 77000 contos.
Programa n.º 22
Desenvolvimento agro-pecuário do Pico
Objectivos:
Melhor utilização dos recursos agrícolas, silvícolas e pecuários da ilha, quer no domínio de incultos recuperáveis quer no melhoramento das pastagens;

Aumento dos efectivos pecuários e da sua produção.
Dotação - 45000 contos.
Programa n.º 23
Fomento florestal, recursos cinegéticos e piscícolas e parques e reservas
Objectivos:
Aumento do material lenhoso;
Recuperação de incultos sem aptidão agrícola e pecuária;
Ordenamento dos recursos silvícolas existentes e sua preservação.
Dotação - 109000 contos.
Programa n.º 24
Apoio ao desenvolvimento agro-silvo-pecuário
Objectivos:
Construção de infra-estruturas, caminhos de penetração e abastecimento de água às explorações agro-pecuárias.

Dotação - 124000 contos.
Programa n.º 25
Construção de armazéns e ampliação das instalações dos serviços
Objectivos:
Construção de armazéns para recolha de máquinas e produtos;
Dotação dos serviços agrícolas, pecuários e florestais com as condições necessárias em termos de rentabilidade e de prestação de serviço à comunidade.

Dotação - 10000 contos.
Programa n.º 26
Apoio à produção
Objectivos:
Apoio financeiro através da concessão de juros bonificados e subsídios a fundo perdido como meios de correcção de situações anómalas e de incentivo à criação de estruturas indispensáveis ao desenvolvimento agro-pecuário;

Criação de linhas de crédito que favoreçam determinadas produções nas zonas consideradas aptas e em exploração com viabilidade económica;

Estudo aprofundado do solo e do clima.
Dotação - 80000 contos.
Programa n.º 27
Extensão rural
Objectivos:
Participação e empenhamento das comunidades rurais em todos os domínios da vida agro-pecuária, nomeadamente através da adopção de novas técnicas e práticas;

Criação de uma mentalidade rural inovadora.
Dotação - 20000 contos.
8 - Pescas
(ver documento original)
Programa n.º 28
Desenvolvimento da frota pesqueira
Objectivos:
Reconverter a actual frota pesqueira e estimular o investimento na frota industrial, mediante a construção de unidades polivalentes e a concessão de apoios financeiros para a construção, aquisição e equipamento de unidades industriais, com vista a obter uma exploração eficiente dos recursos do mar, com aumento das capturas e acréscimos de produtividade.

Dotação - 152000 contos.
Programa n.º 29
Portos de pesca e equipamento
Objectivos:
Melhoria das condições de operacionalidade dos pequenos portos da Região através da realização de pequenas obras e de introdução de equipamento.

Dotação - 60000 contos.
Programa n.º 30
Apoio à produção e distribuição do pescado
Objectivos:
Incentivar a produção e melhorar as condições de conservação e distribuição do pescado mediante a bonificação do gasóleo às pescas e o apoio financeiro à instalação e funcionamento de entrepostos frigoríficos.

Dotação - 24000 contos.
9 - Indústria
(ver documento original)
Programa n.º 31
Apoio financeiro ao investimento industrial
Objectivos:
Estimular a iniciativa privada em projectos de natureza industrial através de apoio financeiro;

Apoiar as actividades artesanais que importa manter e desenvolver;
Criar indústrias essenciais nas parcelas mais carecidas, com vista à satisfação das necessidades das suas populações.

Dotação - 125000 contos.
Programa n.º 32
Fomento Industrial
Objectivos:
Promoção do investimento industrial mediante acções de formação e divulgação de conhecimentos técnicos;

Elaboração de estudos e projectos com vista a um maior aproveitamento dos recursos naturais.

Dotação - 80000 contos.
Programa n.º 33
Regularização do abastecimento de cimento à Região
Objectivos:
Assegurar o abastecimento de cimento a preços socialmente admissíveis.
Dotação - 20000 contos.
Programa n.º 34
Empresa Regional de Parques Industriais, E. P.
Objectivos:
Dotar a Empresa Regional de Parques Industriais, E. P., da verba necessária à prossecução das suas tarefas.

Dotação - 72000 contos.
Programa n.º 35
Zona franca de Santa Maria
(Este programa encontra-se integrado como projecto no P34.)
10 - Energia
(ver documento original)
Programa n.º 36
Apoio à EDA, E. P.
Objectivos:
Assegurar o equilíbrio económico e financeiro da EDA, E. P., com vista à realização do seu programa de investimentos;

Manter o custo da energia consumida a níveis sociais.
Dotação - 626000 contos.
Programa n.º 37
Apoio a redes rurais, ao sector agro-pecuário e outros
Objectivos:
Prolongamento das redes rurais a habitações que se encontram fora dos lugares electrificados;

Proporcionar melhores condições de aproveitamento das potencialidades agro-pecuárias.

Dotação - 12000 contos.
Programa n.º 38
Geotermia
Objectivos:
Aproveitamento energético dos recursos geotérmicos nas ilhas que oferecem maiores potencialidades.

Dotação - 170000 contos.
Programa n.º 39
Racionalização do consumo energético
Objectivos:
Sensibilizar e apoiar a racionalização do consumo de energia promovendo a sua eficiente utilização e a substituição do petróleo por outras fontes energéticas.

Dotação - 10000 contos.
11 - Comércio
(ver documento original)
Programa n.º 40
Apoio financeiro ao investimento comercial
Objectivo:
Modernizar, ampliar e diversificar as estruturas comerciais existentes e estimular a criação de outras com vista a dotar os meios urbanos e rurais de unidades adequadas à satisfação das suas necessidades.

Dotação - 60000 contos.
Programa n.º 41
Promoção do comércio externo
Objectivos:
Estimular o carácter competitivo das exportações regionais através de acções de apoio à qualidade dos produtos exportados e da prospecção e consolidação de mercados.

Dotação - 55000 contos.
12 - Turismo
(ver documento original)
Programa n.º 42
Participação do sector público em empreendimentos turísticos
Objectivos:
Aumento da capacidade de alojamento da Região;
Participação do sector público em empreendimentos turísticos através de:
Investimentos directos;
Apoio a sociedades de investimentos turísticos em associação com a iniciativa privada

Dotação - 100000 contos.
Programa n.º 43
Apoio à indústria turística
Objectivos:
Apoiar iniciativas que se julgam viáveis, bem como actividades complementares à indústria turística, nomeadamente a instalação, preservação e funcionamento;

Imprimir uma dinâmica própria ao investimento privado no sector, concedendo incentivos, designadamente de natureza financeira.

Dotação - 200000 contos.
Programa n.º 44
Divulgação e animação turística
Objectivos:
Divulgar e promover os Açores como destino turístico;
Dinamizar as manifestações culturais, recreativas e desportivas;
Criar espaços de ocupação dos tempos livres dos turistas.
Dotação - 50000 contos.
13 - Transportes
(ver documento original)
Programa n.º 45
Estradas regionais
Objectivos:
Aumento da rapidez e eficiência da circulação de pessoas e bens;
Melhoria nas condições de acesso aos centros de apoio social, de escoamento de produtos e do fornecimento de bens e serviços essenciais às populações.

Dotação - 800000 contos.
Programa n.º 46
Calamidades e estragos
Objectivos:
Reparação e recuperação de infra-estruturas danificadas pelos temporais que anualmente fustigam a Região ou por outras catástrofes naturais.

Dotação - 50000 contos.
Programa n.º 47
Portos comerciais e protecção da orla marítima
Objectivos:
Dotar cada ilha de infra-estruturas portuárias em termos comerciais, de modo a dar satisfação às suas necessidades presentes e a médio prazo, construindo portos nas que ainda não os têm e melhorando os existentes;

Dotar as infra-estruturas portuárias de equipamento adequado às operações de carga e descarga;

Reparar e consolidar zonas da orla marítima atingidas pelas intempéries ou assoreadas devido ao efeito das marés e que careçam de ser protegidas ou desassoreadas.

Dotação - 1400000 contos.
Programa n.º 48
Infra-estruturas aeroportuárias
Objectivos:
Dotar a ilha de São Miguel de uma infra-estrutura aeroportuária de maiores dimensões, de modo a permitir maior segurança e eficiência no escoamento de pessoas e mercadorias da e para a Região;

Remodelar e beneficiar a aerogare civil das Lajes;
Adquirir equipamento aeroportuário necessário a uma maior funcionalidade dos serviços de aeroportos.

Dotação - 750000 contos.
Programa n.º 49
Apoio ao transporte
Objectivos:
Apoiar o sector dos transportes, através da realização de estudos e da concessão de subsídios reembolsáveis às empresas que na Região exploram a actividade de transportes colectivos de passageiros, dos transportes marítimos de passageiros e de carga e à Transportadora Aérea Regional (SATA).

Dotação - 550000 contos.
14 - Circuitos de comercialização e distribuição
(ver documento original)
Programa n.º 50
Rede de armazenagem, abate e distribuição
Objectivos:
Garantir o abastecimento de produtos essenciais;
Criar condições hígio-sanitárias de abate e de laboração nos matadouros e casas de matança de acordo com os parâmetros em vigor.

Dotação - 58000 contos.
15 - Investigação científica e técnica
(ver documento original)
Programa n.º 51
Investigação e estudos
Objectivos:
Identificar as condições de aproveitamento de fontes de energia locais, alternativas às convencionais;

Aproveitar mais racionalmente os recursos existentes ou a criar;
Encontrar variantes no desenvolvimento do tecido económico e social da Região;
Proporcionar às autarquias locais instrumentos mais racionais e mais adequados à eficiente gestão dos recursos autárquicos;

Adequar as estruturas orgânicas a um processo de regionalização dinâmica;
Implementar modernas técnicas de gestão.
Dotação - 51500 contos.
16 - Informação científica e técnica
(ver documento original)
Programa 52
Apoio à informação
Objectivos:
Estabelecer um sistema de recolha de informação que possibilite uma visão mais correcta do sector básico da economia (agro-pecuária);

Obter estimativas das principais grandezas macroeconómicas;
Proporcionar uma melhor cobertura da Região pela rádio e televisão;
Melhorar os serviços prestados pelos meios comunicação social escrita, quer em termos de qualidade quer em termos de actualidade de informação.

Dotação - 70000 contos.
17 - Modernização da administração pública
(ver documento original)
Programa n.º 53
Modernização da administração pública
Objectivos:
Melhoria e localização definitiva das instalações, procurando constituir, sempre que possível, centros administrativos;

Apoio às autarquias locais;
Valorizar os recursos humanos na função pública;
Apetrechar o SREA com meios informáticos indispensáveis para o tratamento de informação.

Dotação - 118800 contos.
18 - Investimentos intermunicipais
(ver documento original)
Programa n.º 54
Apoio ao investimento intermunicipal
Objectivos:
Aumentar a capacidade dos municípios para a contracção de empréstimos para investimentos intermunicipais pela redução dos encargo financeiros inerentes.

Dotação - 100000 contos.
QUADROS RESUMO
Plano para 1984
Dotações globais
Sectores - Resumo
(ver documento original)
Sectores - Desagregação
(ver documento original)
Entidades executoras - Resumo
(ver documento original)
Entidades executoras - Desagregação
(ver documento original)
Ilhas - Resumo
(ver documento original)
Ilhas/Sectores - Resumo
Plano para 1984
(ver documento original)
O Presidente da Assembleia Regional dos Açores, Álvaro Monjardino.

Ligações deste documento

Este documento liga aos seguintes documentos (apenas ligações para documentos da Serie I do DR):

  • Tem documento Em vigor 1981-10-27 - DECRETO REGIONAL 18/81/A - ASSEMBLEIA REGIONAL DOS AÇORES (Utilizar até 11 de Agosto de 1989)

    Estabelece medidas relativas à prestação de apoio financeiro a projectos considerados de interesse para a reconversão da frota pesqueira industrial da Região.

  • Tem documento Diploma não vigente 1982-08-24 - DECRETO REGIONAL 21/82/A - ASSEMBLEIA REGIONAL DOS AÇORES (Utilizar até 11 de Agosto de 1989)

    Estabelece um sistema de apoio técnico e financeiro às entidades que se propuserem criar, remodelar ou ampliar unidades industriais essenciais à vida de comunidades de fraca densidade populacional e carenciadas de tais estruturas.

  • Tem documento Em vigor 1982-09-03 - Decreto Regional 27/82/A - Região Autónoma dos Açores - Assembleia Regional

    Institui o regime segundo o qual as pequenas e médias empresas regionais se podem candidatar a acordos de saneamento económico e financeiro a estabelecer com as instituições de crédito nacionais ou regionais.

  • Tem documento Em vigor 1983-06-28 - Decreto Legislativo Regional 21/83/A - Região Autónoma dos Açores - Assembleia Regional

    Aprova a orgânica regional do planeamento.

Ligações para este documento

Este documento é referido no seguinte documento (apenas ligações a partir de documentos da Série I do DR):

  • Não tem documento Em vigor 1984-03-31 - DECLARAÇÃO DD2366 - PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS

    Declara ter sido rectificada a Resolução nº 7/83/A, da Região Autónoma dos Açores, que aprova o Plano para 1984, publicada no Diário da República, 1ª série, nº 301 (12º suplemento), de 31 de Dezembro de 1983.

Aviso

NOTA IMPORTANTE - a consulta deste documento não substitui a leitura do Diário da República correspondente. Não nos responsabilizamos por quaisquer incorrecções produzidas na transcrição do original para este formato.

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Tendo em conta a melhoria do site oficial do DRE, tenho de ponderar a continuação deste site no futuro. Vou tentar fazer rapidamente um post com os prós e contras da manutenção deste site de modo a dar aos utilizadores uma forma de expressarem a sua opinião sobre este assunto.

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