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Acórdão 468/2007, de 8 de Novembro

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Sumário

Não conhece do recurso por a decisão recorrida não ter feito aplicação, como ratio decidendi, da dimensão normativa arguida de inconstitucionalidade

Texto do documento

Acórdão 468/2007

Processo 1061/06

Acordam na 2.ª Secção do Tribunal Constitucional:

Relatório. - Jaime Ribeiro, Lda., foi sancionada com uma coima de 8 unidades de conta pela Inspecção-Geral do Trabalho, pela prática da contra-ordenação prevista no disposto no artigo 179.º, n.os 1 e 3, do Código do Trabalho, aprovado pela Lei 99/2003, de 27 de Agosto, e no artigo 659.º, n.º 2, do mesmo diploma, em conjugação com o Despacho Normativo 22/87, de 4 de Março.

A arguida impugnou judicialmente esta decisão, tendo sido proferida decisão no 4.º Juízo do Tribunal de Trabalho de Lisboa que julgou parcialmente procedente a impugnação, tendo condenado a arguida numa coima de Euro 560.

A arguida recorreu desta decisão para o Tribunal da Relação de Lisboa, que, por Acórdão de 4 de Outubro de 2006, julgou improcedente o recurso, confirmando a decisão recorrida.

É desta decisão que a arguida recorre para o Tribunal Constitucional, ao abrigo do disposto na alínea b) do artigo 70.º da LTC, pretendendo a apreciação da questão de inconstitucionalidade dos artigos 659.º, n.º 2, e 179.º, n.os 1 e 3, ambos do Código de Trabalho, "quando interpretados no sentido de que a expressão "portaria", constante do n.º 3 deste último [artigo], pode ser lida como "regulamento", abrangendo por isso o "despacho normativo", e [...] permitindo a integração de elementos subjectivos do tipo sancionatório em apreço com as disposições do Despacho Normativo 22/87, das Secretarias de Estado dos Transportes e do Emprego e Formação Profissional, de 4 de Março".

Apresentou alegações, em que concluiu do seguinte modo:

"1.ª Dever-se-á declarar prescrito o procedimento contra-ordenacional nos termos conjugados dos artigos 27.º, alínea c), 27.º-A e 28.º, n.º 3, do RGCO.

2.ª A tipicidade objectiva dos artigos 179.º, n.os 1 e 3, do Código do Trabalho não está completa não se podendo aplicar o artigo 659.º às condições de publicidade dos horários de trabalho em veículos de aluguer.

O acórdão recorrido integra os elementos do tipo contra-ordenacional supra-referido aplicando ao mesmo o Despacho Normativo 22/87.

Considera a recorrente que a tipicidade objectiva deste tipo contra-ordenacional não estará completa enquanto não se encontrarem definidas, através da portaria a que alude o artigo 179.º, n.º 3, CT, as condições de publicidade dos horários de trabalho em veículos de aluguer (táxis e outros).

Nestes termos requer-se a V. Exas., juízes conselheiros do Tribunal Constitucional, que declarem o procedimento contra-ordenacional prescrito, ordenando-se o arquivamento dos autos.

Se assim não se entender, requer-se a V. Exas. que declarem inconstitucionais os artigos 179.º, n.os 1 e 3, e 659.º do Código do Trabalho, não os aplicando ao caso concreto."

O Ministério Público apresentou contra-alegações, em que concluiu:

"Segundo orientação do plenário do Tribunal Constitucional, não constitui questão de inconstitucionalidade normativa a que se consubstancia na pretensa violação do princípio constitucional da legalidade ou tipicidade, estabelecido no n.º 1 do artigo 29.º da Constituição da República Portuguesa, decorrente de as instâncias terem procedido a uma interpretação alegadamente "extensiva" de elementos do tipo [no caso, interpretado o termo "portaria", constante das normas do Código do Trabalho questionadas pelo recorrente, como mero "regulamento", de modo a nele incluir um despacho normativo que se considera permanecer (em vigor)].

Termos em que não deverá conhecer-se do objecto do recurso".

Ouvido sobre a eventualidade de não ser conhecido o mérito do recurso, a recorrente pronunciou-se pelo seu conhecimento.

Houve mudança de relator.

Fundamentação. - 1 - Da questão da prescrição - a recorrente pretende que este Tribunal declare prescrito o procedimento contra-ordenacional no qual foi sancionada.

O conhecimento da questão da prescrição do procedimento contra-ordenacional respeita à aplicação da lei infraconstitucional à relação jurídico-material em causa no presente processo, o que não se inclui nas competências do Tribunal Constitucional (artigo 70.º da LTC), pelo que não pode este Tribunal apreciar tal pedido.

2 - Da questão da inconstitucionalidade - no recurso deduzido com fundamento na alínea b) do n.º 1 do artigo 70.º da LTC, pode questionar-se a constitucionalidade da interpretação duma norma contida na decisão recorrida.

Contudo, também nessa situação, o controlo exercido pelo Tribunal Constitucional tem natureza estritamente normativa, não sendo a decisão judicial que é objecto de fiscalização, enquanto operação subsuntiva do caso concreto à norma, mas sim o critério normativo utilizado para efectuar tal operação, como resultado interpretativo de uma determinada norma.

Requisito essencial para que este controlo seja efectuado é o de que a decisão recorrida tenha assumido como sua ratio decidendi a interpretação normativa cuja constitucionalidade se questiona.

A recorrente pretende a verificação da constitucionalidade "dos artigos 659.º, n.º 2, e 179.º, n.os 1 e 3, ambos do Código de Trabalho "quando interpretados no sentido de que a expressão 'portaria', constante do n.º 3 deste último [artigo], pode ser lida como 'regulamento', abrangendo por isso o 'despacho normativo', e [...] permitindo a integração de elementos subjectivos do tipo sancionatório em apreço com as disposições do Despacho Normativo 22/87, das Secretarias de Estado dos Transportes e do Emprego e Formação Profissional, de 4 de Março".

Ora, da leitura atenta do acórdão recorrido constata-se que o mesmo não adoptou tal entendimento como sua ratio decidendi, podendo nele ler-se o seguinte:

"Lembrando que esta instância conhece apenas de direito, por via de regra, e que o 'thema decidendum' se nos apresenta delimitado pelas conclusões da respectiva motivação, avancemos para a abordagem e tratamento da duas questões que se perfilham:

Saber se a infracção imputada à arguida, relativa à falta de afixação do mapa de horário de trabalho no local de trabalho, deixou de ser punível com a entrada em vigor do novo Código do Trabalho (CT);

Saber se se verifica a violação do principio da legalidade, contido no artigo 29.º da Constituição, nos termos em que é invocada pela recorrente.

A 1.ª questão - a sentença recorrida considerou verificada a infracção ao disposto no artigo 179.º do CT e que, apesar de ainda não ter sido publicada a portaria a que se refere tal artigo, continua em pleno vigor o Despacho Normativo 22/87.

Contra isto reage a recorrente, sustentando que tal despacho foi revogado pelo citado artigo 179.º do CT, não existindo, de momento, regulamentação aplicável, sendo que portaria e despacho normativo são actos normativos diferentes, pelo que não foi cometida qualquer infracção.

Não tem razão:

Tal como se refere na sentença e nas alegações de recurso, sobre esta questão se pronunciou já este Tribunal da Relação, por Acórdão de 20 de Abril de 2005 - processo 10 766/2004, disponível em www.dgsi.pt, a cuja argumentação aderimos, por se nos afigurar absolutamente irrebatível.

Dispõem os n.os 1 e 3 do artigo 179.º do Código do Trabalho:

'1 - Em todos os locais de trabalho deve ser afixado, em lugar bem visível, um mapa de horário de trabalho, elaborado pelo empregador de harmonia com as disposições legais e com os instrumentos de regulamentação colectiva de trabalho aplicáveis.

3 - As condições de publicidade dos horários de trabalho do pessoal afecto à exploração dos veículos automóveis propriedade de empresas de transporte ou privativos de outras entidades sujeitas às disposições do presente diploma são estabelecidas em portaria dos ministros responsáveis pela área laboral e pelo sector de transportes, ouvidas as organizações sindicais e de empregadores necessárias.'

Nos termos do artigo 659.º, n.º 2, do mesmo CT a violação do artigo 179.º, n.º 1, constitui contra-ordenação leve.

Em termos de legislação anterior, tal contra-ordenação estava prevista e punida no artigo 44.º do Decreto-Lei 409/71, de 27 de Setembro, que dispunha:

'1 - Em todos os locais de trabalho abrangidos pelo presente diploma deve ser afixado, em lugar bem visível, um mapa de horário de trabalho, elaborado pela entidade patronal de harmonia com as disposições legais e com os instrumentos de regulamentação colectiva aplicáveis.

2 - As condições de publicidade dos horários de trabalho do pessoal afecto à exploração dos veículos automóveis propriedade de empresas de transporte ou privativos de outras entidades sujeitas às disposições do presente diploma serão estabelecidas em despacho conjunto do Ministro das Corporações e da Previdência Social e do Ministro das Comunicações [...]'

Este despacho a que se refere este n.º 2 é o Despacho Normativo 22/87, de 4 de Março, das Secretarias de Estado dos Transportes e Comunicações e do Emprego e Formação Profissional, onde se estipula que a exigência legal de horário de trabalho deve ser satisfeita através de uma cópia do respectivo mapa no estabelecimento da empresa e outra no interior de cada veículo e que, caso a empresa tenha trabalhadores com horários móveis, tal documento deve ser substituído por um livrete individual.

Atendendo a que o Decreto-Lei 409/71 foi revogado pela alínea b) do n.º 1 do artigo 21.º da Lei 99/2003, de 27 de Agosto, a pergunta que se impõe é se o mencionado despacho normativo se encontra, igualmente, revogado, tendo em conta que ainda não foi publicada a portaria a que se refere o n.º 3 do artigo 179.º do CT.

A resposta é, necessariamente, negativa.

É que, apesar de revogada a lei que se destinava a regulamentar, esse Despacho Normativo não caducou pelo facto de aquela lei ter sido substituída por outra, visto que o conteúdo do regulamento não é contrário à nova lei. Conforme se defende no Acórdão da Relação de Coimbra de 2 de Fevereiro de 2006, processo 3782/05, in www.dgsi.pt, a caducidade do regulamento administrativo só opera se for revogada a lei que ele se destinou a executar e não for substituída por nova lei ou, tendo sido substituída por nova lei, ela for de conteúdo contrário ao regulamento. No caso, porém, de a lei regulamentada ser revogada e substituída por outra, na falta de regulamentação expressa, o regulamento emitido ao abrigo da lei anterior "mantêm-se em vigor em tudo quanto não contraria a nova lei" ou, numa perspectiva mais restrita, 'em tudo quanto for necessário para a execução da nova lei'. É, conforme se cita naquele aresto, esta última a doutrina do Prof. Mário Esteves de Oliveira, Direito Administrativo, vol. I, Livraria Almedina, 1980, p. 149, onde dá conta, em nota de rodapé, de ser aquela a posição defendida pelo Prof. Marcelo Caetano, Manual de Direito Administrativo, vol. I, p. 180, e por um acórdão do pleno do STA, igualmente citado na referida nota de rodapé.

É o que também defende o Prof. Freitas do Amaral in Direito Administrativo (Lições aos Alunos do Curso de Direito em 1988-1989), vol. II, p. 56, citado pelo referenciado acórdão da Relação de Lisboa:

'O regulamento caduca se for revogada a lei que ele veio executar, caso não seja substituída por outra. Portanto, se havia um regulamento de execução ou complementar de uma lei e essa lei foi revogada e não foi substituída por outra, o regulamento caduca, se a lei foi substituída por outra, o regulamento manter-se-á em vigor em tudo que não seja contrário à nova lei.'

No mesmo sentido a restante doutrina aí citada.

E se bem se atentar na redacção dos dois preceitos, não se encontra qualquer diferença na previsão legal da obrigatoriedade de afixação dos mapas de trabalho, sendo que o artigo 179.º do CT acaba por efectuar uma reprodução quase integral do artigo 44.º do Decreto-Lei 409/71, não deixando, como é lógico e necessário, de fazer a adaptação aos ministérios que actualmente tutelam a área laboral e o sector dos transportes.

Logo, não vemos qualquer razão, antes pelo contrário, para não considerar em vigor a regulamentação contida no Despacho Normativo 22/87, vigência essa que se manterá até à publicação da prometida portaria, que o virá substituir.

Por outro lado, a resposta à objecção contida na conclusão 2.ª do recurso, de que portaria e despacho normativo são actos normativos diferentes, resulta, precisamente, das necessidades decorrentes da referida adaptação aos ministérios que tutelam as relações laborais e o sector dos transportes. Como a própria arguida teve o cuidado de dizer no corpo da sua alegação de recurso, 'ao remeter as condições de publicidade dos horários de trabalho para portaria conjunta dos ministros responsáveis pela área laboral e pelo sector dos transportes, o legislador nada mais fez do que traduzir em linguagem actual a estrutura governativa que se verificava à data de emissão do Decreto-Lei 409/71'.

E trata-se de dois actos regulamentares, emitidos pelo Governo.

Além de que, pelas razões expostas, não será esta diferença entre os tipos de actos normativos que altera os dados da questão, designadamente os relativos à manutenção em vigor de regulamentação administrativa anterior.

A 2.ª questão - entende a recorrente que, por se aplicar uma disposição de natureza penal, violando-se o despacho normativo, e designadamente os artigos 659.º, n.º 2, e 179.º, n.º 1, do CT, considerando a expressão 'portaria' como 'regulamento' por forma a abranger 'despacho normativo', se está a violar o princípio da legalidade, contido no artigo 29.º da Constituição.

Que dispõe, no seu n.º 1:

'Ninguém pode ser sentenciado criminalmente senão em virtude de lei anterior que declare punível a acção ou a omissão, nem sofrer medida de segurança cujos pressupostos não estejam fixados em lei anterior.'

Ora, tendo o Código do Trabalho entrado em vigor em 1 de Dezembro de 2003 e sendo os factos de 19 de Novembro de 2004, atendendo a tudo quanto se disse quanto à manutenção em vigor da regulamentação do citado Despacho Normativo 22/87, não se vê onde foi violado o princípio constitucional do nullum crimen sine lege (cf. J. J. Gomes Canotilho e Vital Moreira, in Constituição da República Portuguesa Anotada, 1978, p. 96). A infracção imputada à arguida/recorrente estava, à data da prática dos factos, legalmente tipificada como contra-ordenação e não deixou, entretanto, de o estar.

Improcedem, assim e na sua totalidade, as conclusões do recurso."

Deste excerto resulta que o acórdão recorrido entendeu que a contra-ordenação pelo qual a recorrente havia sido sancionada se encontrava tipificada nos n.os 1 e 3 do artigo 179.º do Código de Trabalho, complementado pelo teor do Despacho Normativo 22/87, de 4 de Março, não porque a expressão "portaria" constante do n.º 3 do referido artigo 179.º podia ser considerada equivalente a "despacho normativo", determinando a sua aplicação, por interpretação extensiva ou integração analógica, mas sim porque o mencionado Despacho Normativo 22/87, apesar da revogação do Decreto-Lei que regulamentava (n.º 409/71), se mantinha em vigor, dado o seu conteúdo não se mostrar contrário à nova lei.

Ao fazer este raciocínio, a decisão recorrida aplicou um regime que considerou metodologicamente sustentado no quadro legal em vigor, pelo que, ao contrário da alegação do recorrente, não procedeu a nenhuma interpretação extensiva ou integração analógica, eventualmente violadora do princípio constitucional ínsito no artigo 29.º da CRP.

Situando-se a sua ratio decidendi no plano da manutenção da vigência do Despacho Normativo 22/87, enquanto diploma regulamentador do disposto no n.º 3 do artigo 127.º do Código de Trabalho, não tendo sido efectuada qualquer interpretação extensiva ou integração analógica, a decisão recorrida não subscreveu a interpretação normativa, cuja inconstitucionalidade a recorrente invoca, pelo que não pode o mérito do recurso interposto ser apreciado.

Decisão. Pelo exposto, não se conhece do recurso interposto por Jaime Ribeiro, Lda., para o Tribunal Constitucional, do Acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa de 4 de Outubro de 2006.

Custas pela recorrente, fixando-se a taxa de justiça em 12 unidades de conta, tendo em consideração os critérios do artigo 9.º do Decreto-Lei 303/98, de 7 de Outubro (artigo 6.º, n.º 3, do mesmo diploma).

Lisboa, 25 de Setembro de 2007. - João Cura Mariano - Joaquim Sousa Ribeiro - Mário José de Araújo Torres - Benjamim Rodrigues (vencido nos termos da declaração anexa) - Rui Manuel Moura Ramos.

Declaração de voto

Votei vencido quanto ao fundamento concreto do não conhecimento do recurso, embora entendendo, igualmente, ser caso de não conhecimento de recurso por uma outra razão a de estar em causa a impugnação do resultado a que, na actividade hermenêutica levada a cabo no quadro do sistema jurídico, chegou o tribunal, no âmbito da determinação da lei aplicável ao caso e com base em cuja aplicação decidiu a questão material controvertida e de tal questão não poder constituir objecto de recurso de constitucionalidade normativa, de acordo com abundante jurisprudência do Tribunal Constitucional que assumimos nos Acórdãos n.os 196/03, publicado no Diário da República, 2.ª série, de 16 de Outubro de 2003, e nos Acórdãos do Tribunal Constitucional, 55.º vol., p. 923, e 197/03, disponível em www.tribunalconstitucional.pt, e nos votos de vencido apostos, entre outros, nos Acórdãos n.os 395/03, 412/03, publicados, respectivamente, no Diário da República, 2.ª série, de 6 e de 5 de Fevereiro de 2004, e nos Acórdãos do Tribunal Constitucional, 56.º vol., p. 801, e 57.º vol., p. 217, e 110/07, disponível em www.tribunalconstitucional.pt.

Ao contrário do entendido, resulta claramente da decisão recorrida que esta aplicou o critério normativo que interpretativamente determinou.

Na verdade, a decisão recorrida - ao considerar que a recorrente cometera a contra-ordenação tipificada nos n.os 1 e 3 do artigo 179.º do Código do Trabalho, "complementado pelo teor do Despacho Normativo 22/87, de 4 de Março" e constituindo elemento do tipo de contra-ordenação, aí definido, o estabelecimento em "portaria" das condições de publicidade dos horários de trabalho e considerando o despacho normativo como continuando a definir essas condições, por a sua vigência não ter cessado com a publicação da nova disposição do Código do Trabalho - fez equivaler o conceito de portaria ao de despacho normativo, para efeitos de preenchimento dos elementos do tipo legal de contra-ordenação previsto nos referidos preceitos do Código do Trabalho.

Acresce que a decisão recorrida assentou ainda o seu juízo de não violação do princípio da legalidade precisamente na equivalência desse elemento do tipo. - Benjamim Rodrigues.

Anexos

  • Extracto do Diário da República original: https://dre.tretas.org/dre/1620007.dre.pdf .

Ligações deste documento

Este documento liga aos seguintes documentos (apenas ligações para documentos da Serie I do DR):

  • Tem documento Em vigor 1971-09-27 - Decreto-Lei 409/71 - Ministério das Corporações e Previdência Social

    Estabelece o novo regime jurídico da duração do trabalho.

  • Tem documento Em vigor 1998-10-07 - Decreto-Lei 303/98 - Ministério da Justiça

    Dispõe sobre o regime de custas no Tribunal Constitucional.

  • Tem documento Em vigor 2003-08-27 - Lei 99/2003 - Assembleia da República

    Aprova o Código do Trabalho, publicado em anexo. Transpõe para a ordem jurídica interna o disposto nas seguintes directivas: Directiva nº 75/71/CEE (EUR-Lex), do Conselho, de 10 de Fevereiro; Directiva nº 76/207/CEE (EUR-Lex), do Conselho, de 9 de Fevereiro, alterada pela Directiva nº 2002/73/CE (EUR-Lex), do Parlamento Europeu e do Conselho, de 23 de Setembro; Directiva nº 91/533/CEE (EUR-Lex), do Conselho, de 14 de Outubro; Directiva nº 92/85/CEE (EUR-Lex), do Conselho, de 19 de Outubro; Directiva nº 93/1 (...)

Aviso

NOTA IMPORTANTE - a consulta deste documento não substitui a leitura do Diário da República correspondente. Não nos responsabilizamos por quaisquer incorrecções produzidas na transcrição do original para este formato.

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