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Portaria 342/2016, de 29 de Dezembro

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Sumário

Atualiza o programa de formação da área de especialização de Pneumologia

Texto do documento

Portaria 342/2016

de 29 de dezembro

A revisão do regime legal dos internatos médicos, operada pelo Decreto-Lei 86/2015, de 21 de maio, e pela Portaria 224-B/2015, de 29 de julho, visou reforçar a qualidade da formação médica, e consequentemente, revalorizar os títulos de qualificação profissional que a mesma confere.

Para o efeito, é fundamental o estabelecimento de programas de formação, devidamente atualizados, que contenham os respetivos objetivos, os conteúdos, as atividades, a duração total e parcelar dos períodos de formação, bem como os períodos, os métodos e os critérios de avaliação.

Os programas de formação, para além das alterações e atualizações que lhe sejam pontualmente introduzidas, devem ser revistos, preferencialmente, de cinco em cinco anos, conforme previsto no n.º 1 do artigo 23.º da Portaria 224-B/2015, de 29 de julho.

Considerando que o programa de formação da área de especialização de Pneumologia foi aprovado pela Portaria 372/96, de 2 de agosto, importa proceder à sua revisão.

Assim, sob proposta da Ordem dos Médicos e ouvido o Conselho Nacional do Internato Médico:

Nos termos e ao abrigo do disposto no artigo 5.º do Decreto-Lei 86/2015, de 21 de maio, bem como no artigo 23.º do Regulamento do Internato Médico, aprovado pela Portaria 224-B/2015, de 29 de julho:

Manda o Governo, pelo Secretário de Estado da Saúde, o seguinte:

Artigo 1.º

Objeto

É atualizado o programa de formação da área de especialização de Pneumologia, constante do anexo à presente portaria e da qual faz parte integrante.

Artigo 2.º

Formação nos internatos

A aplicação e desenvolvimento do programa compete aos órgãos e agentes responsáveis pela formação nos internatos, os quais devem assegurar a maior uniformidade a nível nacional.

Artigo 3.º

Entrada em vigor e produção de efeitos

A presente portaria entra em vigor no dia útil seguinte ao da respetiva publicação.

O Secretário de Estado da Saúde, Manuel Martins dos Santos Delgado, em 27 de dezembro de 2016.

ANEXO

PROGRAMA DE FORMAÇÃO DO INTERNATO MÉDICO DE PNEUMOLOGIA

A formação específica no Internato Médico de Pneumologia tem a duração de 60 meses (5 anos) e é antecedida por uma formação genérica, partilhada por todas as especialidades, designada por Ano Comum.

A. ANO COMUM

1 - Duração: 12 meses.

2 - Blocos formativos e sua duração:

a) Medicina/área médica - 4 meses;

b) Pediatria/área pediátrica - 2 meses;

c) Opção - 1 mês;

d) Cirurgia/área cirúrgica - 2 meses;

e) Cuidados de saúde primários - 3 meses.

3 - Precedência

A frequência com aproveitamento de todos os blocos formativos do Ano Comum é condição obrigatória para que o médico Interno inicie a formação específica.

4 - Equivalência

Os blocos formativos do Ano Comum não substituem e não têm equivalência a eventuais estágios com o mesmo nome da formação específica.

B. FORMAÇÃO ESPECÍFICA

1 - Duração do internato - 60 meses (5 anos).

2 - Duração e sequência dos estágios

2.1 - Duração

2.1.1 - Estágio em Medicina Interna - 8 meses.

2.1.2 - Estágio em Medicina Intensiva - 4 meses.

2.1.3 - Estágio em Pneumologia Clínica - 12 meses.

2.1.4 - Estágio em Técnicas Invasivas Pneumológicas - 6 meses.

2.1.5 - Estágio em Pneumologia Oncológica - 4 meses.

2.1.6 - Estágio em Fisiologia Respiratória e Ventilação Não Invasiva - 3 meses.

2.1.7 - Estágio em Reabilitação Respiratória - 3 meses.

2.1.8 - Estágio em Patologia do Sono - 3 meses.

2.1.9 - Estágio em Alergologia Respiratória - 3 meses.

2.1.10 - Estágio em Patologia Pulmonar Difusa - 3 meses.

2.1.11 - Estágio em Tuberculose em Ambulatório - 2 meses.

2.1.12 - Estágio em Cirurgia Torácica - 2 meses.

2.1.13 - Estágio em Imagiologia Torácica - 2 meses.

2.1.14 - Estágio opcional - 5 meses.

2.2 - Sequência de estágios

2.2.1 - O estágio em Medicina Interna deve ocorrer no primeiro ano da formação específica.

2.2.2 - O estágio de Pneumologia Clínica deve ocorrer, por um período superior a seis meses, durante os dois primeiros anos.

2.2.3 - A distribuição dos estágios seguintes deve ser flexível e adaptada à sequência de áreas afins e disponibilidade do serviço formador.

2.2.4 - Estágio opcional

Um estágio de 5 meses ou, em alternativa, dois estágios de 3 e 2 meses. Realizado em território nacional ou no estrangeiro, o projeto de estágio deve ser autorizado e justificado pelo Orientador de Formação e Diretor de Serviço.

3 - Locais de formação

3.1 - Os estágios obrigatórios são realizados em serviços hospitalares e nos centros de diagnóstico pneumológico com idoneidade e capacidade formativa reconhecida.

3.2 - Os estágios opcionais devem ser realizados em serviço ou departamento com idoneidade formativa reconhecida pela Ordem dos Médicos e com atividade afim com a da Pneumologia.

4 - Objetivos dos estágios

4.1 - Objetivos gerais da formação

O programa do internato médico corresponde a um processo único de formação médica especializada, teórica e prática, tendo como objetivo habilitar o médico ao exercício tecnicamente diferenciado na respetiva área profissional de especialização.

São enfatizados os seguintes aspetos:

4.1.1 - Uma aprendizagem clínica que permita uma decisão baseada na evidência e uma atuação alicerçada numa correta metodologia científica.

4.1.2 - Um conhecimento das várias técnicas de diagnóstico e terapêutica que requerem uma aprendizagem específica, quer na utilização, quer na interpretação dos resultados.

4.1.3 - A promoção de programas de investigação médica de aplicação pneumológica.

4.2 - Objetivos específicos de cada estágio

4.2.1 - Estágio em Medicina Interna

4.2.1.1 - Objetivos de desempenho

a) Colheita de história clínica, obtenção de diagnóstico e prescrição terapêutica;

b) Execução de técnicas como punção de veia periférica, punção arterial para diagnóstico, toracocentese e paracentese, punção lombar, punção medular e técnicas de suporte básico de vida;

c) Participação ativa nas diversas consultas do âmbito da Medicina Interna;

d) Participação ativa em sessões temáticas e reuniões clínicas.

4.2.1.2 - Objetivos de conhecimento

Aquisição de saber sobre epidemiologia, fisiopatologia, semiologia clínica e laboratorial, diagnóstico e terapêutica de entidades nosológicas incluídas nas áreas cardiovascular, digestiva, urinária, respiratória, endócrino-metabólica, imunológica, infecciológica, hematopoiética e oncológica.

4.2.2 - Estágio em Medicina Intensiva

4.2.2.1 - Objetivos de desempenho

a) Monitorização clínica e laboratorial da função respiratória;

b) Cateterismo arterial percutâneo e cateterismo venoso central;

c) Entubação endotraqueal, manutenção da via aérea e suporte ventilatório mecânico; ventilação não invasiva;

d) Suporte nutricional entérico e parentérico;

e) Técnicas de analgesia e sedação;

f) Drenagens torácicas e broncofibroscopia.

4.2.2.2 - Objetivos de conhecimento

a) Vigilância e monitorização (invasiva e não invasiva) de doentes críticos;

b) Reanimação cardiorrespiratória;

c) Equilíbrio hidro-electrolitico e ácido-base;

d) Quadros fisiopatológicos, clínicos e laboratoriais da insuficiência respiratória e da insuficiência de outros órgãos.

4.2.3 - Estágio em Pneumologia Clínica

4.2.3.1 - Objetivos de desempenho

a) Progressiva autonomia técnico-científica;

b) Elaboração de histórias clínicas, enunciação de hipóteses de diagnóstico e sua discussão; requisição e interpretação dos exames auxiliares de diagnóstico analítico e imagiológicos; prescrição terapêutica; monitorização da evolução até à alta planeada. Sumário final com registo interno, codificação e envio com plano sumário para médico assistente;

c) Prática de técnicas de especialidade como: punção arterial percutânea; toracocentese e biópsia pleural; introdução e manuseamento de drenos torácicos; técnicas de colheitas de secreções; punção aspirativa transtorácica; cateterização venosa central, entubação endotraqueal;

d) Apresentação de casos clínicos em visitas médicas; revisão de temas teóricos em sessões clínicas internas; elaboração de protocolos e estudos prospetivos para divulgação interna e externa.

4.2.3.2 - Objetivos de conhecimento

a) Fundamentos anatómicos, morfológicos, fisiológicos e do desenvolvimento do aparelho respiratório. Mecanismos de defesa do aparelho respiratório, da insuficiência respiratória aguda e crónica;

b) Principais fatores de risco para o aparelho respiratório (tabaco, poluição ambiental e profissional) e as várias estratégias de prevenção;

c) Grandes quadros patológicos respiratórios, como: doença pulmonar obstrutiva crónica; infeções pulmonares por bactérias, fungos, vírus e parasitas; doença oncológica pulmonar primária e secundária; tuberculose e outras micobacterioses pulmonar e extrapulmonar; doenças do interstício e doenças pulmonares ocupacionais; doenças vasculares pulmonares; doenças da pleura, mediastino, diafragma e parede torácica; doenças iatrogénicas agudas e crónicas; doenças pulmonares com expressão durante o sono; doenças sistémicas com repercussão pulmonar e compromisso pulmonar de doenças de outros órgãos.

4.2.4 - Estágio em Técnicas Invasivas Pneumológicas

4.2.4.1 - Objetivos de desempenho

a) Aprendizagem e execução com progressiva autonomia de broncofibroscopia, videobroncofibroscopia, bem como das técnicas dependentes - aspirados e escovados brônquicos; lavagem bronco-alveolar; biopsias brônquicas e transbrônquicas;

b) Assistência e eventual realização, sob supervisão, de punções transbrônquicas, pleuroscopias médicas, broncoscopia rígida e de eco-endoscopia brônquica (EBUS);

c) Assistência e eventual realização sob supervisão de procedimentos na área da broncologia de intervenção (laserterapia e colocação de próteses endobrônquicas);

d) Aprendizagem e execução com progressiva autonomia de toracocentese e biópsia pleural; introdução e manuseamento de drenos torácicos e punção aspirativa transtorácica.

4.2.4.2 - Objetivos de conhecimento

a) Estrutura, relação e função da traqueia e brônquios principais. Saber sobre as alterações genéticas e do desenvolvimento da árvore brônquica;

b) Conhecimento completo de cada técnica, suas indicações e contraindicações, complicações e como resolvê-las.

4.2.5 - Estágio em Pneumologia Oncológica

4.2.5.1 - Objetivos de desempenho

a) Aquisição de experiência no diagnóstico, estadiamento e decisão terapêutica de doenças oncológicas do foro respiratório;

b) Participação e apresentação de doentes oncológicos em consultas de decisão multidisciplinar;

c) Avaliação pré-operatória e seguimento pós-operatório dos doentes com patologia respiratória propostos para cirurgia;

d) Participação ativa nas atividades do Hospital de Dia de Pneumologia Oncológica e nas Consultas de Pneumologia Oncológica.

4.2.5.2 - Objetivos de conhecimento

a) Epidemiologia, fatores de risco, rastreio e diagnóstico precoce do cancro do pulmão e de outras patologias neoplásicas do aparelho respiratório;

b) Diagnóstico, metodologia de estadiamento e tratamento do cancro do pulmão;

c) Tratamento das urgências em Pneumologia Oncológica;

d) Terapêutica paliativa em Pneumologia Oncológica;

e) Opções cirúrgicas diagnósticas e terapêuticas em patologia respiratória, suas indicações e complicações;

f) Mecanismos de ação, efeitos secundários e contraindicações dos fármacos citostáticos, da radioterapia e dos novos fármacos.

4.2.6 - Estágio em Fisiopatologia Respiratória e Ventilação Não Invasiva

4.2.6.1 - Objetivos de desempenho

a) Prática de mecânica respiratória (espirometria, curvas débito/volume; volumes pulmonares; distensibilidade pulmonar; resistência das vias aéreas). Estudo da transferência alvéolo-capilar. Prática de gasometria arterial;

b) Estudo da broncomotricidade, incluindo provas de provocação inalatória. Estudo de ergometria;

c) Prática da ventilação não invasiva, suas indicações e limitações.

4.2.6.2 - Objetivos de conhecimento

a) Métodos de estudo da função respiratória, suas indicações, interpretação e elaboração dos respetivos relatórios;

b) Saber sobre ventilação alveolar, controlo e regulação da respiração, mecânica da ventilação, troca e transporte de gases, equilíbrio hidro-electrolitico e ácido-base, funções e regulação da circulação pulmonar, fisiologia e fisiopatologia da respiração no exercício.

4.2.7 - Estágio em Reabilitação Respiratória

4.2.7.1 - Objetivos de desempenho

a) Prática de técnicas básicas de readaptação funcional, incluindo a readaptação ao esforço, treino do exercício, ventilação não invasiva, oxigenoterapia e aerossolterapia;

b) Prática de medidas de prevenção e tratamento dos principais quadros patológicos funcionais respiratórias;

c) Educação e ensino do doente e familiares.

4.2.7.2 - Objetivos de conhecimento

a) Conhecimentos sobre aerossolterapia, oxigenoterapia, ventilação não invasiva, e reabilitação respiratória (indicações, monitorização e seguimento).

4.2.8 - Estágio em Patologia do Sono

4.2.8.1 - Objetivos de desempenho

a) Indicação e interpretação de estudos polissonográficos nomeadamente os dirigidos ao diagnóstico e tratamento da apneia obstrutiva do sono;

b) Tratamento da patologia do sono com especial relevo para as técnicas de ventilação não invasiva.

4.2.8.2 - Objetivos de conhecimento

a) Fisiologia normal do sono, principais perturbações respiratórias incluindo a síndroma de apneia obstrutiva do sono;

b) Conhecimento integrado da abordagem multidisciplinar.

4.2.9 - Estágio em Alergologia Respiratória

4.2.9.1 - Objetivos de desempenho

a) Elaboração de histórias clínicas, enunciação de hipóteses de diagnóstico e sua discussão, com particular incidência na anamnese alergológica;

b) Execução e interpretação dos testes cutâneos de alergia. Requisição e interpretação dos exames auxiliares de diagnóstico analítico e imagiológico;

c) Prescrição terapêutica, incluindo imunoterapia;

d) Ensino, educação e seguimento do doente alergológico respiratório.

4.2.9.2 - Objetivos de conhecimento

a) Epidemiologia, fatores de risco, fisiopatologia, imunopatologia, clínica, métodos de estudo e terapêutica das diversas doenças alergológicas respiratórias.

4.2.10 - Estágio em Patologia Pulmonar Difusa

4.2.10.1 - Objetivos de desempenho

a) Prática na história clínica, estudo imagiológico e morfológico e de outras técnicas de avaliação diagnóstica e prognóstica dos doentes com patologia pulmonar intersticial;

b) Experiência na avaliação dos resultados das várias modalidades terapêuticas disponíveis. Avaliação e preparação dos doentes candidatos a transplante pulmonar, assim como especificidade do seu seguimento;

c) Participação ativa na apresentação dos doentes com patologia pulmonar difusa em consultas de decisão multidisciplinar.

4.2.10.2 - Objetivos de conhecimento.

a) Epidemiologia, fatores de risco, etiopatogenia, diagnóstico, terapêuticas e prognóstico das patologias pulmonares difusas. Conhecimentos dos critérios de classificação imagiológica e morfológica das doenças pulmonares difusas;

b) Mecanismo de ação, contraindicações e efeitos secundários dos fármacos utilizados na abordagem terapêutica desta patologia. Critérios de indicação e contraindicação do transplante pulmonar.

4.2.11 - Estágio em Tuberculose nos Centros de Diagnóstico Pneumológico

4.2.11.1 - Objetivos de desempenho

a) Prevenção, rastreio, diagnóstico e tratamento em ambulatório (centros de diagnóstico pneumológico) das doenças do aparelho respiratório com relevo para a tuberculose;

b) Implicações práticas diagnósticas e terapêuticas da infeção por vírus da imunodeficiência humana.

4.2.11.2 - Objetivos de conhecimento

a) Epidemiologia e rastreio da tuberculose;

b) Declaração e colheita de dados para estudos epidemiológicos;

c) Diagnóstico clínico, imagiológico e laboratorial da tuberculose;

d) Terapêutica da tuberculose - mecanismo de ação, efeitos secundários, contraindicações e interações com outros fármacos;

e) Tuberculose latente e tuberculose multirresistente.

4.2.12 - Estágio em Cirurgia Torácica

4.2.12.1 - Objetivos de desempenho

a) Avaliação pré-operatória e seguimento pós-operatório dos doentes com patologia respiratória propostos para cirurgia.

4.2.12.2 - Objetivos de conhecimento

a) Opções cirúrgicas diagnósticas e terapêuticas em patologia respiratória, suas indicações e complicações.

4.2.13 - Estágio em Imagiologia Torácica

4.2.13.1 - Objetivos de desempenho

a) Correta leitura e interpretação do radiograma torácico, da tomografia axial computorizada, da ecografia torácica, da tomografia por emissão de positrões e de outros métodos de estudo do doente com patologia torácica.

4.2.13.2 - Objetivos de conhecimento

a) Saber as principais indicações das várias técnicas imagiológicas com utilidade na patologia torácica, bem como os principais padrões imagiológicos torácicos na radiologia convencional e na tomografia axial computorizada.

4.2.14 - Estágio opcional

4.2.14.1 - Objetivos de desempenho

a) Vivência e abordagem de outras populações específicas afins à especialidade;

b) Se o estágio é em área técnica, aprendizagem e execução dessas técnicas.

4.2.14.2 - Objetivos de conhecimento

a) Principais quadros patológicos das áreas de estágio escolhidas;

b) Capacidade de planificação e implementação de projetos nas áreas opcionais em que tal se justifique.

5 - Formação transversal: investigação clínica ou básica

5.1 - É desejável e valorizada a participação em projetos de investigação clínica e/ou básica, que podem ser desenvolvidos ao longo do internato, dependendo a sua natureza e amplitude dos meios disponíveis e da atividade desenvolvida pelo Serviço.

5.2 - É recomendável e valorizada a frequência de cursos teóricos e práticos na área da simulação, novas tecnologias ou investigação no âmbito da Especialidade.

5.3 - É valorizada a apresentação de comunicações em cursos, congressos ou outras reuniões científicas, a elaboração de protocolos e sua implementação no serviço e a publicação de artigos originais, preferencialmente prospetivos, em revistas científicas de reconhecido mérito.

6 - Atividades no Ambulatório e Urgência

6.1 - Ambulatório

Durante todo o tempo de Formação Pneumológica, o Médico Interno deve cumprir, com progressiva autonomia, um período semanal de Consulta de Pneumologia Clínica. É desejável e valorizado ser realizado um ou mais períodos complementares de consultas nomeadamente em áreas como a Desabituação Tabágica ou a Fibrose Quística. Estas consultas devem ser realizadas em locais idóneos e sob a orientação de especialista.

6.2 - Serviço de Urgência

6.2.1 - Os Médicos Internos devem prestar Serviço de Urgência, até um limite de 12 horas semanais, em regime de presença física, integrados nas equipes e sob orientação do especialista de Pneumologia.

6.2.2 - Durante os estágios em Medicina Interna e Medicina Intensiva a Urgência será realizada integrando a escala de cada uma destas especialidades.

6.2.3 - Durante o tempo de Formação em todas as outras áreas específicas, o serviço de Urgência deve ser prestado integrado na equipa de Pneumologia, sempre com o objetivo de uma maior intervenção do interno nos processos de decisão.

6.2.4 - A prestação de urgência em regime de prevenção só poderá acontecer no último ano e sempre sob orientação de um especialista.

7 - Exigências mínimas obrigatórias

Durante o período de Formação Pneumológica o Médico Interno deve cumprir os números mínimos, a seguir mencionados:

7.1 - História clínica, com nota de alta: 150 doentes.

7.2 - Consulta Externa de Pneumologia Clínica, Cessação Tabágica, Alergologia Respiratória, Insuficientes Respiratórios, Pneumologia Oncológica, Patologia do sono, Doenças Pulmonares Difusas: 500 consultas.

7.3 - Técnicas pleurais: 40.

7.4 - Broncofibroscopias: 75 exames, dos quais pelo menos 25 % com biópsia.

7.5 - Estudos funcionais respiratórios com relatório: 150 exames.

7.6 - Estudos polisonográficos com relatório: 30 exames.

8 - Avaliação

8.1 - Avaliação dos estágios

Segue, no geral, o estabelecido no Regulamento do Internato Médico.

8.1.1 - Avaliação de desempenho

Capacidade de execução técnica - ponderação 4;

Interesse pela valorização pessoal - ponderação 3;

Responsabilidade profissional - ponderação 2;

Relações humanas do trabalho - ponderação 1.

8.1.2 - Avaliação de conhecimentos

8.1.2.1 - A avaliação quantitativa dos estágios opcionais fará média ponderada com a nota obtida na avaliação de conhecimentos referente ao ano respetivo.

8.1.2.2 - Da avaliação anual constará:

a) Apreciação do relatório de atividades e trabalhos produzidos pelo médico interno;

b) Discussão de um relatório escrito, construído com base na entrevista e observação de um doente, onde constem o diagnóstico, a terapêutica e a epícrise;

c) Discussão das matérias estabelecidas como Objetivos de conhecimentos para o estágio ou período de estágio.

8.2 - Avaliação final de Internato

Considerando a necessidade de harmonizar critérios de classificação dos diferentes Júris de Avaliação Final do Internato Médico de Pneumologia, propõe-se, como recomendação, as seguintes grelhas para as provas de avaliação final.

8.2.1 - Prova de discussão curricular

(ver documento original)

8.2.2 - Prova prática

(ver documento original)

8.2.3 - Prova teórica

(ver documento original)

8.2.3.1 - A cada 2 anos será atualizada, por iniciativa do Colégio da Especialidade, a bibliografia recomendada para a prova de escolha múltipla.

9 - Aplicabilidade

9.1 - O presente programa de formação entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicação e aplica-se aos médicos internos que iniciem a sua formação específica a partir dessa data.

9.2 - Os médicos internos que iniciaram a formação específica em 1 de janeiro de 2016 podem solicitar a transferência para este novo programa. Esta pretensão deve ser requerida até três meses após a publicação do novo programa e deverá ter a concordância do Diretor de Serviço e da Direção de Internato Médico da Instituição.

Anexos

  • Extracto do Diário da República original: https://dre.tretas.org/dre/2835641.dre.pdf .

Ligações deste documento

Este documento liga aos seguintes documentos (apenas ligações para documentos da Serie I do DR):

  • Tem documento Em vigor 1996-08-20 - Portaria 372/96 - Presidência do Conselho de Ministros e Ministérios das Finanças e da Educação

    Aprova o quadro de pessoal docente da Escola Superior de Comunicação Social do Instituto Politécnico de Lisboa.

  • Tem documento Em vigor 2015-05-21 - Decreto-Lei 86/2015 - Ministério da Saúde

    Procede à definição do regime jurídico da formação médica especializada com vista à obtenção do grau de especialista e estabelece os princípios gerais a que deve obedecer o respetivo processo

  • Tem documento Em vigor 2015-07-29 - Portaria 224-B/2015 - Ministério da Saúde

    Aprova o Regulamento do Internato Médico

Aviso

NOTA IMPORTANTE - a consulta deste documento não substitui a leitura do Diário da República correspondente. Não nos responsabilizamos por quaisquer incorrecções produzidas na transcrição do original para este formato.

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