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Portaria 1192/97, de 22 de Novembro

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Sumário

Altera a Portaria n.º 503/94, de 6 de Julho que define os métodos de análises necessários ao controlo da composição dos produtos cosméticos de higiene corporal e respectivas matérias-primas.

Texto do documento

Portaria 1192/97 de 22 de Novembro

O artigo 10.º do Decreto-Lei 128/86, de 3 de Junho, prevê o estabelecimento de métodos de análise necessários ao controlo da composição dos produtos cosméticos e de higiene corporal e respectivas matérias-primas.

No cumprimento daquele normativo e da exigência comunitária de harmonização legislativa, a Portaria 503/94, de 6 de Julho, definiu alguns dos métodos de análise a ser observados, não cuidando, no entanto, dos necessários à identificação e doseamento do nitrato de prata; ao doseamento do bário e estrôncio solúveis em pigmentos na forma de sais ou lacas; à identificação e doseamento do álcool benzílico;

à identificação e doseamento do zircónio, do alumínio e do cloro em antitranspirantes não aerossólicos; à identificação e doseamento da hexamidina, dibromo-hexamidina, dibromopropamidina e cloro-hexidina; à identificação e doseamento do ácido benzóico, ácido 4-hidroxibenzóico, ácido sórbico, ácido salicílico e ácido propiónico, e à identificação e doseamento de hidroquinona, éter monometílico de hidroquinona , éter monoetílico de hidroquinona e éter monobenzílico de hidroquinona.

Considerando a necessidade de definir aqueles métodos de forma harmonizada com as Directivas n.º 93/73/CEE e 95/32/CEE, ambas da Comissão, de 9 de Setembro e 7 de Julho, respectivamente:

Nos termos do disposto na alínea a) do n.º 1 do artigo 10.º do Decreto-Lei 128/86, de 3 de Junho:

Manda o Governo, pelos Ministros da Economia e da Saúde, que sejam aditados à Portaria 503/94, de 6 de Julho, os capítulos XXVIII, XXIX, XXX, XXXI, XXXII, XXXIII, XXXIV e XXXV, com a redacção constante do anexo à presente portaria, de que faz parte integrante.

Ministérios da Economia e da Saúde.

Assinada em 28 de Outubro de 1997.

O Ministro da Economia, Augusto Carlos Serra Ventura Mateus. - Pela Ministra da Saúde, José Eduardo Arcos Gomes dos Reis, Secretário de Estado da Saúde.

ANEXO

Métodos de análise necessários ao controlo da composição dos produtos

cosméticos e de higiene corporal

Ensaios

CAPÍTULO XXVIII

Nitrato de prata - Identificação e doseamento

A - Identificação

1 - Objectivo e campo de aplicação:

Este método descreve os ensaios para identificação do nitrato de prata como prata nos produtos cosméticos aquosos.

2 - Princípio:

A prata é identificada pela formação do precipitado branco característico do cloreto de prata.

3 - Reagentes:

Todos os reagentes devem ser analiticamente puros.

3.1 - Solução de ácido clorídrico 2 M.

3.2 - Solução de amónia:

Diluir a solução concentrada de amónia (d=0,88 g/ml) com igual quantidade de água e homogeneizar.

3.3 - Solução de ácido nítrico 2 M.

4 - Material e equipamento:

4.1 - Material corrente de laboratório.

4.2 - Centrífuga.

5 - Técnica:

5.1 - Num tubo de centrífuga, adicionar a cerca de 1 ml da amostra algumas gotas de solução de ácido clorídrico (3.1) até completa formação de precipitado; agitar e centrifugar.

5.2 - Retirar o líquido sobrenadante e lavar o precipitado com cinco gotas de água fria.

Rejeitar a água de lavagem.

5.3 - Adicionar ao tubo de centrífuga que contém o precipitado igual volume de água.

Aquecer até à ebulição e agitar.

5.4 - Centrifugar enquanto quente; rejeitar o líquido sobrenadante.

5.5 - Adicionar ao precipitado algumas gotas de solução de amónia (3.2);

agitar e centrifugar.

5.6 - Num vidro de relógio, colocar uma gota do líquido sobrenadante e algumas gotas de solução de ácido nítrico 2 M (3.3).

5.7 - A formação de um precipitado branco indica a presença de prata.

B - Doseamento

1 - Objectivo e campo de aplicação:

Este método aplica-se ao doseamento do nitrato de prata como prata em produtos cosméticos aquosos, tais como os utilizados para coloração das pestanas ou das sobrancelhas.

2 - Princípio:

A prata é doseada por espectrometria de absorção atómica.

3 - Reagentes:

Todos os reagentes devem ser analiticamente puros.

3.1 - Solução de ácido nítrico 0,02 M.

3.2 - Soluções mãe de prata:

3.2.1 - Solução mãe de prata 1000 mg/ml em solução de ácido nítrico 0,5 M (Spectrosol ou equivalente).

3.2.2 - Solução mãe de prata 100 mg/ml: pipetar 10 ml de solução mãe (3.2.1) para um balão volumétrico de 100 ml.

Perfazer o volume com solução de ácido nítrico 0,02 M (3.1) e agitar. Esta solução mãe deverá ser preparada de fresco e conservada em frasco de vidro escuro.

4 - Material e equipamento:

4.1 - Material corrente de laboratório.

4.2 - Espectrofotómetro de absorção atómica equipado com uma lâmpada de cátodo oco de prata.

5 - Técnica:

5.1 - Preparação da amostra:

Para um balão volumétrico de 1000 ml, pesar com exactidão cerca de 0,1 g de uma amostra homogénea do produto, perfazer o volume com a solução de ácido nítrico 0,02 M (3.1) e agitar.

5.2 - Condições para espectrometria de absorção atómica:

Chama: ar/acetileno;

Comprimento de onda: 338,3 nm;

Correcção de fundo: sim;

Condições da chama: fraca; para uma absorvência máxima será necessária a optimização do queimador e do fluxo do combustível.

5.3 - Calibração:

5.3.1 - Pipetar respectivamente 1,0, 2,0, 3,0, 4,0 e 5,0 ml da solução padrão de prata (3.2.2) para balões volumétricos de 100 ml.

Perfazer o volume em cada balão com a solução de ácido nítrico 0,02 M (3.1) e agitar.

As soluções padrão assim obtidas contêm, respectivamente, 1,0, 2,0, 3 ,0, 4,0 e 5,0 mg de prata por mililitro.

5.3.2 - Medir a absorvência da solução de ácido nítrico 0,02 M (3.1). Este valor representa o ponto zero da curva de calibração. Medir a absorvência de cada solução padrão de prata (5.3.1), registar os valores de absorvência e traçar a curva de calibração relacionando os valores de absorvência com as concentrações de prata.

5.4 - Doseamento:

Medir a absorvência da solução da amostra (5.1). Com base na curva de calibração, determinar a concentração de prata correspondente ao valor de absorvência obtido para a solução da amostra.

6 - Cálculo:

O teor em nitrato de prata, em percentagem em massa (% m/m), é dado pela seguinte fórmula:

Percentagem (m/m) de nitrato de prata=1,5748xc/10xm em que:

m = massa da amostra expressa em gramas (5.1);

c = concentração de prata na solução de amostra (5.1), expressa em microgramas por mililitro, obtida a partir da curva de calibração.

7 - Repetibilidade (segundo a norma ISO 5725):

Para um teor em nitrato de prata de 4% (m/m), a diferença entre os resultados de duas determinações efectuadas em paralelo na mesma amostra não deve exceder 0,05% (m/m).

CAPÍTULO XXIX

Bissulfureto de selénio em champôs anticaspa

Identificação e doseamento

A - Identificação

1 - Objectivo e campo de aplicação:

O presente método descreve a identificação do bissulfureto de selénio sob a forma de selénio em champôs anticaspa.

2 - Princípio:

O selénio é identificado pela cor característica, entre o amarelo e o cor de laranja, produzida pela reacção com ureia e iodeto de potássio.

3 - Reagentes:

Todos os reagentes devem ser analiticamente puros.

3.1 - Ácido nítrico concentrado (d=1,42 g/ml).

3.2 - Ureia.

3.3 - Solução de iodeto de potássio a 10% (m/v): dissolver 10 g de iodeto de potássio em 100 ml de água.

4 - Material e equipamento:

4.1 - Material corrente de laboratório.

4.2 - Tubo de digestão com capacidade de 100 ml.

4.3 - Bloco de digestão aquecido.

4.4 - Papel de filtro (Whatman n. 42 ou equivalente) ou membrana filtrante de 0,45 mm.

5 - Técnica:

5.1 - Num tubo de digestão (4.2) adicionar, a cerca de 1 g de champô, 2,5 ml de ácido nítrico concentrado (3.1) e deixar digerir no bloco de digestão (4.3) aquecido a 150º C durante trinta minutos.

5.2 - Diluir a amostra digerida, até perfazer 25 ml, com água e filtrar através de papel de filtro ou de uma membrana filtrante de 0,45 mm (4.4).

5.3 - A 2,5 ml do filtrado acrescentar 5 ml de água e 2,5 g de ureia (3.2) e levar à ebulição. Deixar arrefecer e adicionar 1 ml de solução de iodeto de potássio (3.3).

5.4 - Em presença do selénio produz-se uma cor entre o amarelo e o cor de laranja, que escurece rapidamente.

B - Doseamento

1 - Objectivo e campo de aplicação:

O presente método aplica-se ao doseamento do bissulfureto de selénio sob a forma de selénio em champôs anticaspa que contêm até 4,5% (m/m) de bissulfureto de selénio.

2 - Princípio:

O selénio é determinado por espectrometria de absorção atómica após digestão pelo ácido nítrico.

3 - Reagentes:

Todos os reagentes devem ser analiticamente puros.

3.1 - Ácido nítrico concentrado (d=l,42 g/ml).

3.2 - Solução de ácido nítrico a 5% (v/v): juntar 50 ml de ácido nítrico concentrado (3.1) a 500 ml de água, num copo, agitando continuamente. Transferir esta solução para um balão volumétrico de 1 l e perfazer o volume com água.

3.3 - Solução mãe de selénio 1000 mg/ml, em solução de ácido nítrico 0,5 M (Spectrosol ou equivalente).

4 - Material e equipamento:

4.1 - Material corrente de laboratório.

4.2 - Tubo de digestão com capacidade de 100 ml.

4.3 - Bloco de digestão aquecido.

4.4 - Papel de filtro (Whatman n.º 42 ou equivalente) ou membrana filtrante de 0,45 mm.

4.5 - Espectrofotómetro de absorção atómica equipado com uma lâmpada de cátodo oco de selénio.

5 - Técnica:

5.1 - Preparação da amostra:

5.1.1 - Pesar com exactidão cerca de 0,2 g (m gramas) de uma amostra homogénea de champô e introduzir num tubo de digestão (4.2).

5.1.2 - Juntar 5 ml de ácido nítrico concentrado (3.1) e digerir a 150º C durante uma hora num bloco de digestão (4.3).

5.1.3 - Deixar arrefecer e diluir a 100 ml com água. Filtrar a amostra diluída por um filtro ou uma membrana filtrante de 0,45 mm (4.4). Reservar o filtrado para o doseamento.

5.2 - Condições para espectrometria de absorção atómica:

Chama: ar/acetileno;

Comprimento de onda: 196,0 nm;

Correcção de fundo: sim;

Condições da chama: fraca; para uma absorvência máxima será necessária a optimização do queimador e do fluxo do combustível.

5.3 - Calibração:

5.3.1 - Pipetar respectivamente 1,0, 2,0, 3,0, 4,0 e 5,0 ml da solução mãe de selénio (3.3) para balões volumétricos de 100 ml. Perfazer, em cada balão, o volume com solução de ácido nítrico a 5% (v/v) (3.2) e agitar. As soluções assim obtidas contêm, respectivamente, 10, 20, 30, 40 e 50 mg de selénio por mililitro.

5.3.2 - Medir a absorvência de uma solução de ácido nítrico a 5% (v/v) (3.2). Este valor representa o ponto zero da curva de calibração.

Medir a absorvência de cada solução padrão de selénio (5.3.1) e registar os valores da absorvência. Traçar a curva de calibração relacionando os valores de absorvência com os de concentração de selénio.

5.4 - Doseamento:

Medir a absorvência da solução da amostra (5.1.3).

Com base na curva de calibração, determinar a concentração de selénio correspondente ao valor de absorvência obtida.

6 - Cálculo:

O teor de bissulfureto de selénio da amostra, em percentagem em massa (% m/m), é dada pela a seguinte fórmula:

Percentagem (m/m) de bissulfureto de selénio=1,812xc/100xm em que:

m = massa da amostra expressa em gramas (5.1.1);

c = concentração de selénio na solução de amostra (5.1.3), expressa em microgramas por mililitro, obtida da curva de calibração.

7 - Repetibilidade (segundo a norma ISO 5725):

Para um teor de bissulfureto de selénio de 1% (m/m), a diferença entre os resultados de duas determinações efectuadas em paralelo sobre a mesma amostra não deverá exceder 0,05% (m/m).

CAPÍTULO XXX

Bário e estrôncio solúveis em pigmentos que se apresentam sob a forma de sais

ou lacas - Doseamento

A - Doseamento do bário solúvel

1 - Objectivo e campo de aplicação:

Este método descreve a técnica para a extracção e doseamento do bário solúvel em pigmentos na forma de sais ou lacas.

2 - Princípio:

O pigmento é extraído com solução de ácido clorídrico 0,07 M em condições definidas e a quantidade de bário no solvente de extracção é determinada por espectrometria de absorção atómica.

3 - Reagentes:

Todos os reagentes devem ser analiticamente puros.

3.1 - Etanol absoluto.

3.2 - Solução de ácido clorídrico 0,07 M.

3.3 - Solução de ácido clorídrico 0,5 M.

3.4 - Solução de cloreto de potássio 8% (m/v): dissolver 16 g de cloreto de potássio em 200 ml de solução de ácido clorídrico 0,07 M (3.2).

3.5 - Soluções padrão de bário:

3.5.1 - Solução mãe de bário 1000 mg/ml em solução de ácido nítrico 0,5 M (Spectrosol ou equivalente).

3.5.2 - Solução padrão de bário 200 mg/ml: pipetar 20,0 ml da solução mãe de bário (3.5.1) para um balão volumétrico de 100 ml. Perfazer o volume com solução de ácido clorídrico 0,07 M (3.2) e agitar.

4 - Material e equipamento:

4.1 - Material corrente de laboratório.

4.2 - Aparelho de pH (precisão de ± 0,02 unidades).

4.3 - Agitador mecânico para frascos.

4.4 - Membrana filtrante de 0,45 mm.

4.5 - Espectrofotómetro de absorção atómica equipado com uma lâmpada de cátado oco de bário.

5 - Técnica:

5.1 - Preparação da amostra:

5.1.1 - Pesar com exactidão cerca de 0,5 g (m grama) de pigmento para um Erlenmeyer com uma capacidade suficiente para uma agitação eficaz (igual ou superior a 150 ml).

5.1.2 - Adicionar 1,0 ml de etanol (3.1), rodar o Erlenmeyer de modo a assegurar o humedecimento completo do pigmento. Com uma bureta, adicionar a quantidade exacta de solução de ácido clorídrico 0,07 M (3.2) necessária para obter uma relação volume de ácido/massa de pigmento de exactamente 50 ml/g. O volume total de solvente de extracção, incluindo o etanol, corresponde a V ml . Agitar o conteúdo do balão durante cinco segundos, para garantir a mistura completa do conteúdo.

5.1.3 - Usando um aparelho pH (4.2), medir o pH da suspensão resultante; se o pH for superior a 1,5, adicionar gota a gota ácido clorídrico 0,5 M (3.3) até ao valor de pH compreendido entre 1,4 e 1,5.

5.1.4 - Tapar e agitar imediatamente o Erlenmeyer durante sessenta minutos, utilizando um agitador mecânico (4.3). A velocidade de agitação deve ser suficientemente alta para produzir espuma. Filtrar com membrana filtrante 0,45 mm (4.4) e recolher o filtrado. Não centrifugar o extracto antes de filtrar. Pipetar 5,0 ml do filtrado para um balão volumétrico de 50 ml; perfazer o volume com solução de ácido clorídrico 0,07 M (3.2) e agitar. Esta solução é igualmente utilizada para o doseamento do estrôncio (parte B).

5.1.5 - Pipetar para um balão volumétrico de 100 ml 5,0 ml de solução de cloreto de potássio (3.4) e uma alíquota (WB ml) do filtrado diluído (5.1.4), de modo a obter uma concentração compreendida entre 3 mg e 10 mg de bário por mililitro (uma alíquota de 10 ml deverá constituir um ponto de partida satisfatório). Perfazer o volume com solução de ácido clorídrico 0,07 M (3.2) e agitar.

5.1.6 - A determinação da concentração de bário na solução (5.1.5) por espectrometria de absorção atómica deve ser executada no próprio dia.

5.2 - Condições para a espectrometria de absorção atómica:

Chama: óxido nitroso/acetileno;

Comprimento da onda: 553,5 nm;

Correcção de fundo: não;

Condições da chama: fraca; para uma absorvência máxima será necessária a optimização do queimador e do fluxo do combustível.

5.3 - Calibração:

5.3.1 - Pipetar para balões volumétricos de 100 ml 1,0, 2,0, 3,0, 4,0 e 5,0 ml da solução padrão de bário (3.5.2). Pipetar para cada balão 5,0 ml de solução de cloreto de potássio (3.4); perfazer o volume com solução de ácido clorídrico 0,07 M (3.2) e agitar. Estas soluções contêm 2,0, 4,0, 6,0, 8,0 e 10,0 mg de bário por mililitro, respectivamente. Paralelamente, usando o mesmo método, preparar um ensaio em branco, omitindo a solução padrão de bário.

5.3.2 - Medir a absorvência do ensaio em branco (5.3.1) e utilizar o valor obtido como o ponto de concentração zero de bário para a curva de calibração.

Medir a absorvência de cada solução padrão de bário (5.3.1). Traçar a curva de calibração relacionando os valores de absorvência com a concentração de bário.

5.4 - Doseamento:

Medir a absorvência da solução da amostra (5.1.5).

Com base na curva de calibração, determinar a concentração de bário correspondente ao valor da absorvência obtido para a solução da amostra.

6 - Cálculo:

O teor de bário solúvel na amostra (% m/m) é dado pela seguinte fórmula:

Percentagem (m/m) de bário solúvel=10 Wbaxm/cxV em que:

m=massa da amostra analisada, em gramas (5.1.1);

c=concentração de bário na solução da amostra (5.1.5), em microgramas por mililitro, obtida a partir da curva de calibração;

V=volume total do solvente da extracção, em mililitros (5.1.2);

WBa=volume do extracto, em mililitros (5.1.5).

7 - Repetibilidade (segundo a norma ISO 5725):

Para uma concentração de bário solúvel de 2% (m/m), a diferença entre os resultados de duas determinações efectuadas em paralelo sobre a mesma amostra não deverá exceder 0,3%.

8 - Observações:

8.1 - Em determinadas condições a absorvência de bário pode ser aumentada pela presença de cálcio. Este efeito pode ser contrariado pela adição de iões de magnésio com uma concentração de 5 g/l ().

8.2 - É permitida, como alternativa à espectrometria de absorção atómica, a utilização de espectrometria de emissão por plasma hifenada com plasma indutivo.

(1) Yerrow M. et al., «Magnesium as modifier for the determination of barium by flame atomic emission spectrometry», Analytical Proceedings, 1991, pp. 28 e 40.

B - Determinação do estrôncio solúvel

1 - Objectivo e campo de aplicação:

Este método descreve a técnica para a extracção e o doseamento do estrôncio solúvel em pigmentos na forma de sais ou lacas.

2 - Princípio:

O pigmento é extraído com solução de ácido clorídrico 0,07 M em condições definidas e a quantidade de estrôncio no solvente de extracção é determinada por espectrometria de absorção atómica.

3 - Reagentes:

Todos os reagentes devem ser analiticamente puros.

3.1 - Etanol absoluto.

3.2 - Solução de ácido clorídrico 0,07 M.

3.3 - Solução de cloreto de potássio 8% (m/v): dissolver 16 g de cloreto de potássio em 200 ml de solução de ácido clorídrico 0,07 M (3.2).

3.4 - Soluções padrão de estrôncio:

3.4.1 - Solução mãe de estrôncio concentrada, 1000 mg/ml: em ácido nítrico 0,5 M (Spectrosol ou equivalente).

3.4.2 - Solução padrão de estrôncio 100 mg/ml; pipetar 10,0 ml da solução mãe de estrôncio (3.4.1) para um balão volumétrico de 100 ml. Perfazer com a solução de ácido clorídrico 0,07 M (3.2) e agitar.

4 - Material e equipamento:

4.1 - Material corrente de laboratório.

4.2 - Membrana filtrante de 0,45 mm.

4.3 - Espectrofotómetro de absorção atómica equipado com uma lâmpada de cátodo oco de estrôncio.

5 - Técnica:

5.1 - Preparação da amostra:

Utilizar a solução preparada no n. 5.1.4 da parte A para determinar o conteúdo de estrôncio solúvel.

5.1.1 - Pipetar para balão volumétrico de 100 ml 5,0 ml de solução de cloreto de potássio (3.3) e uma alíquota (Wsr ml) do filtrado diluído (A, 5.1.4), de modo a obter uma concentração compreendida entre 2mg e 5 mg de estrôncio por mililitro (uma alíquota de 25 ml deverá constituir um ponto de partida satisfatório).

Perfazer o volume do balão com a solução de ácido clorídrico 0,07 M (3.2) e agitar.

5.1.2 - A concentração de estrôncio na solução (5.1.1) deve ser determinada por espectrometria de absorção atómica no próprio dia.

5.2 - Condições para espectrometria de absorção atómica:

Chama: óxido nitroso/acetileno;

Comprimento de onda: 460,7 nm;

Correcção de fundo: não;

Condições da chama: fraca; para uma absorvência máxima será necessária a optimização do queimador e do fluxo do combustível.

5.3 - Calibração:

5.3.1 - Pipetar para uma série de balões volumétricos de 100 ml 1,0, 2,0, 3,0, 4,0 e 5,0 ml da solução padrão de estrôncio (3.4.2). Pipetar para cada balão 5 ml de solução de cloreto de potássio (3.3). Perfazer o volume dos balões com a solução de ácido clorídrico 0,07 M (3.2) e agitar. Estas soluções contêm 1,0, 2,0, 3,0, 4,0 e 5,0 mg de estrôncio por mililitro, respectivamente. Paralelamente, preparar um ensaio em branco, omitindo a solução padrão de estrôncio.

5.3.2 - Medir a absorvência do ensaio em branco (5.3.1). Este valor representa o ponto zero da curva de calibração.

Medir a absorvência de cada solução padrão de estrôncio (5.3.1) e registar os valores.

Traçar a curva de calibração, relacionando os valores máximos da absorvência com os da concentração de estrôncio.

5.4 - Doseamento:

Medir a absorvência da solução da amostra (5.1.1). Com base na curva de calibração, determinar o valor da concentração de estrôncio correspondente ao valor de absorvência obtido para a solução da amostra.

6 - Cálculo:

O teor de estrôncio solúvel na amostra em percentagem em massa (% m/m) é dado pela seguinte fórmula:

Percentagem (m/m) de estrôncio solúvel= cxV

10 Wsrxm

em que:

m=massa da amostra analisada (A,5.1.1), em gramas;

c=concentração de estrôncio na solução da amostra (5.1.1), expressa em microgramas por mililitro, obtida a partir da curva de calibração;

V=volume total do solvente de extracção, em mililitros (A,5.1.2);

Wsr=volume do extracto, expresso em mililitros (5.1.1).

7 - Repetibilidade (segundo a norma ISO 5725):

Para uma concentração de estrôncio solúvel de 0,6% (m/m), a diferença entre os resultados em duas determinações efectuadas em paralelo na mesma amostra não deverá exceder 0,09% (m/m).

8 - Observações:

É permitida, como alternativa à espectrometria de absorção atómica de chama, a utilização de espectrometria de emissão óptica de plasma indutivo acoplado.

CAPÍTULO XXXI

Álcool benzílico - Identificação e doseamento

A - Identificação

1 - Objectivo e campo de aplicação:

Este método descreve os ensaios para a identificação do álcool benzílico em produtos cosméticos.

2 - Princípio:

O álcool benzílico é identificado por cromatografia em camada fina em placas de sílica gele.

3 - Reagentes:

Todos os reagentes devem ser analiticamente puros.

3.1 - Álcool benzílico.

3.2 - Clorofórmio.

3.3 - Etanol absoluto.

3.4 - n-pentano.

3.5 - Eluente: éter dietílico.

3.6 - Solução padrão de álcool benzílico: pesar 0,1 g de álcool benzílico (3.1) para um balão volumétrico de 100 ml, perfazer o volume com etanol (3.3) e agitar.

3.7 - Placas de vidro para cromatografia em camada fina de 100 mmx200 mm ou de 200 mmx200 mm, revestidas com uma camada de 0,25 mm de sílica gele 60F.

3.8 - Revelador: ácido 12-molibdofosfórico, 10% (m/v) em etanol (3.3).

4 - Material e equipamento:

4.1 - Material corrente de laboratório para cromatografia em camada fina.

4.2 - Tina de cromatografia, com dois canais; dimensões globais aproximadas:

80 mmx230 mmx240 mm, com tampa.

4.3 - Papel para cromatografia: Whatman ou equivalente.

4.4 - Lâmpada ultravioleta; comprimento de onda 254 nm.

5 - Técnica:

5.1 - Preparação da amostra:

Pesar para balão volumétrico de 10 ml 1,0 g do produto a analisar. Adicionar 3 ml de clorofórmio (3.2) e agitar vigorosamente até à dispersão do produto.

Perfazer o volume com etanol (3.3) e agitar vigorosamente, por forma a obter uma solução límpida ou quase.

5.2 - Cromatografia em camada fina:

5.2.1 - Saturar a tina de cromatografia (4.2) com n-pentano (3.4) do seguinte modo:

revestir a parede da tina adjacente ao canal posterior com papel para cromatografia (4.3), verificando se o bordo inferior do papel se encontra dentro do canal.

Transferir 25 ml de n-pentano (3.4) para o canal posterior, vertendo este solvente sobre a superfície exposta do papel para cromatografia que reveste a parede.

Recolocar imediatamente a tampa e deixar repousar durante quinze minutos, para salvar.

5.2.2 - Aplicar 10 ml de solução da amostra (5.1) e 10 ml da solução padrão de álcool benzílico (3.6) nos pontos adequados da linha de partida de uma placa de cromatografia em camada fina (3.7). Deixar secar.

5.2.3 - Pipetar 10 ml de éter dietílico (3.5) para o canal dianteiro da tina e colocar imediatamente a placa (5.2.2) dentro do mesmo canal. Recolocar rapidamente a tampa da tina e efectuar o desenvolvimento da placa numa distância de 150 mm.

Retirar a placa da tina de cromatografia e deixá-la secar à temperatura ambiente.

5.2.4 - Observar a placa (5.2.3) à luz ultravioleta e assinalar a posição das manchas de cor violeta.

Pulverizar a placa com o revelador (3.8) e, em seguida, aquecê-la a 120º C durante cerca de quinze minutos. O álcool benzílico surge sob a forma de uma mancha azul-escura.

5.2.5 - Calcular o valor do Rf da solução padrão de álcool benzílico. Uma mancha azul-escura com um valor Rf igual ao obtido com a solução da amostra indica a presença de álcool benzílico. Limite de detecção: 0,1 mg de álcool benzílico.

B - Doseamento

1 - Objectivo e campo de aplicação:

Este método descreve o doseamento de álcool benzílico em produtos cosméticos.

2 - Definição:

A quantidade de álcool benzílico determinada por este método é expressa em percentagem em massa (% m/m).

3 - Princípio:

A amostra é extraída com metanol, determinando-se a quantidade de álcool benzílico presente no extracto por cromatografia líquida de alta resolução (HPLC).

4 - Reagentes:

Todos os reagentes devem ser analiticamente puros e adequados para HPLC.

4.1 - Metanol.

4.2 - 4-etoxifenol.

4.3 - Álcool benzílico.

4.4 - Fase móvel: metanol (4.1)/água (45:55; v/v).

4.5 - Solução mãe de álcool benzílico: pesar com exactidão cerca de 0,1 g de álcool benzílico (4.3) para um balão volumétrico de 100 ml. Perfazer o volume com metanol (4.1) e agitar.

4.6 - Solução do padrão interno: pesar com exactidão cerca de 0,1 g de 4-etoxifenol (4.2) para um balão volumétrico de 100 ml. Perfazer com metanol (4.1) e agitar.

4.7 - Soluções padrão: pipetar para balões volumétricos de 25 ml quantidades da solução mãe de álcool benzílico (4.5) e da solução do padrão interno (4.6), em conformidade com o quadro abaixo indicado.

Perfazer o volume com metanol e agitar.

(Ver tabela no doc. original)

(*) Estes valores são fornecidos a título indicativo e correspondem às concentrações de soluções padrão preparadas com as soluções de álcool benzílico (4.5) e de 4-etoxifenol (4.6), que contêm exactamente 0,1% (m/v) de álcool benzílico e 0,1% (m/v) de 4-etoxifenol, respectivamente.

5 - Material e equipamento:

5.1 - Material corrente de laboratório:

5.2 - Equipamento de cromatografia líquida de alta resolução (HPLC) com um detector de ultravioleta de comprimentos de onda variáveis e um injector de loop 10 ml.

5.3 - Coluna analítica; coluna de aço inoxidável de 250 mmx4,6 mm, cheia de Spherisorb ODS 5 mm ou equivalente.

5.4 - Banho de água.

5.5 - Banho de ultra-sons.

5.6 - Centrífuga.

5.7 - Tubos de centrífuga com capacidade de 15 ml.

6 - Técnica:

6.1 - Preparação da amostra:

6.1.1 - Pesar com exactidão cerca de 0,1 g (m grama) de amostra num tubo de centrífuga (5.7) e adicionar 5 ml de metanol (4.1).

6.1.2 - Aquecer durante dez minutos num banho de água (5.4) mantido a 50º C; em seguida colocar o tubo num banho de ultra-sons (5.5) até a amostra se encontrar completamente dispersa.

6.1.3 - Arrefecer e, em seguida, centrifugar a 3500 rpm durante cinco minutos.

6.1.4 - Transferir o líquido sobrenadante para um balão volumétrico de 25 ml.

6.1.5 - Extrair de novo a amostra com mais 5 ml de metanol (4.1). Combinar os extractos num balão volumétrico de 25 ml.

6.1.6 - Pipetar 2,0 ml de solução do padrão interno (4.6) para um balão volumétrico de 25 ml. Perfazer o volume com metanol (4.1) e agitar. Esta solução é a utilizada na análise descrita no n.º 6.4.

6.2 - Cromatografia:

6.2.1 - Montar o equipamento da cromatografia líquida de alta resolução (5.2) da forma habitual. Ajustar o fluxo da fase móvel (4.4) para 2,0 ml/min.

6.2.2 - Regular o comprimento de onda do detector de UV (5.2) para 210 nm.

6.3 - Calibração:

6.3.1 - Injectar 10 ml de cada uma das soluções padrão de álcool benzílico (4.7) e medir as áreas dos picos correspondentes ao álcool benzílico e ao 4-etoxifenol.

6.3.2 - Calcular, para cada concentração de solução padrão de álcool benzílico (4.7), a razão das áreas dos picos de álcool benzílico e de 4-etoxifenol. Traçar a curva de calibração usando estas razões no eixo das ordenadas e as concentrações correspondentes de álcool benzílico em microgramas por mililitro no eixo das abcissas.

6.4 - Doseamento:

6.4.1 - Injectar 10 ml da solução da amostra (6.1.6) e medir as áreas dos picos correspondentes ao álcool benzílico e ao 4-etoxifenol. Calcular a razão entre as áreas dos picos de álcool benzílico e de 4-etoxifenol. Repetir este processo com outras alíquotas fracções de 10 ml de solução da amostra até obter resultados consistentes.

6.4.2 - A partir da curva de calibração (6.3.2), ler a concentração de álcool benzílico correspondente à razão das áreas dos picos de álcool benzílico e de 4-etoxifenol.

7 - Cálculo:

Calcular o teor de álcool benzílico na amostra, em percentagem em massa, utilizando a fórmula:

Percentagem (m/m) de álcool benzílico=400xm/c em que:

m=massa da amostra, expressa em gramas, em análise (6.1.1);

c=concentração de álcool benzílico na solução da amostra (6.1.6), expressa em microgramas por mililitro, obtida a partir da curva de calibração.

8 - Repetibilidade (segundo a norma ISO 5725):

Para um teor de álcool benzílico de 1% (m/m), a diferença entre os resultados de duas determinações efectuadas em paralelo da mesma amostra não deve ultrapassar 0,10%.

CAPÍTULO XXXII

Zircónio, alumínio e cloro em antitranspirantes

não aerossólicos - Identificação e doseamento

Identificação do zircónio e doseamento do zircónio, do alumínio e do cloro em

antitranspirantes não aerossólicos

O método inclui cinco fases:

A - Identificação do zircónio;

B - Doseamento do zircónio;

C - Doseamento do alumínio;

D - Doseamento do cloro;

E - Cálculo das razões entre átomos de alumínio e átomos de zircónio e entre átomos de alumínio mais zircónio e átomos de cloro.

A - Identificação do zircónio

1 - Objectivo e campo de aplicação:

Este método descreve a identificação do zircónio em produtos cosméticos antitranspirantes não aerossólicos.

Não foram feitas tentativas para descrever métodos adequados à identificação do complexo hidroxicloreto de alumínio e zircónio [AlxZr(OH)yClz'nH2O].

2 - Princípio:

O zircónio é identificado pela formação de um precipitado vermelho-violeta característico produzido com o vermelho-de-alizarina S em meio fortemente ácido.

3 - Reagentes:

Todos os reagentes devem ser analiticamente puros.:

3.1 - Ácido clorídrico concentrado (d=1,18 g/ml).

3.2 - Solução de vermelho-de-alizarina S (CI:58005) solução aquosa, a 2%, de sulfonato de sódio e alizarina.

4 - Material e equipamento:

4.1 - Material corrente de laboratório.

5 - Técnica:

5.1 - Num tubo de ensaio, adicionar 2 ml de água a cerca de 1 g da amostra. Tapar e agitar.

5.2 - Adicionar três gotas de solução de vermelho-de-alizarina S (3.2) e seguidamente 2 ml de ácido clorídrico concentrado (3.1). Tapar e agitar.

5.3 - Deixar repousar aproximadamente dois minutos.

5.4 - Um precipitado e uma solução sobrenadante de cor vermelho-violeta indicam a presença de zircónio.

B - Doseamento do zircónio

1 - Objectivo e campo de aplicação. Este método descreve o doseamento de zircónio em complexos de hidroxicloreto de alumínio e zircónio até uma concentração máxima de 7,5% (m/m) de zircónio em antitranspirantes não aerossólicos.

2 - Princípio:

O zircónio, depois de extraído em meio fortemente ácido, é doseado por espectrometria de absorção atómica.

3 - Reagentes:

Os reagentes devem ser analiticamente puros.

3.1 - Ácido clorídrico concentrado (d=1,18 g/ml).

3.2 - Solução de ácido clorídrico a 10% (v/v): adicionar 100 ml de ácido clorídrico concentrado (3.1) a 500 ml de água numa proveta, agitando continuamente.

Transferir esta solução para um balão volumétrico de 1 l, perfazendo o volume com água.

3.3 - Solução mãe de zircónio, 1000 mg/ml em solução de ácido clorídrico 0,5 M (Spectrosol ou equivalente).

3.4 - Solução ácida de cloreto de alumínio hidratado [AlCl.6HO]: dissolver 22 ,6 g de cloreto de alumínio hexa-hidratado em 250 ml de solução de ácido clorídrico (3.2) a 10% (v/v).

3.5 - Solução ácida de cloreto de amónio: dissolver 5,0 g de cloreto de amónio em 250 ml de solução de ácido clorídrico (3.2) a 10% (v/v).

4 - Material e equipamento:

4.1 - Material corrente de laboratório.

4.2 - Placa de aquecimento com agitação mecânica.

4.3 - Papel de filtro (Whatman n. 41 ou equivalente).

4.4 - Espectrofotómetro de absorção atómica equipado com uma lâmpada de cátodo oco de zircónio.

5 - Técnica:

5.1 - Preparação da amostra:

5.1.1 - Pesar com exactidão cerca de 1,0 g (m grama) de uma amostra homogénea do produto para um copo de 150 ml. Adicionar 40 ml de água e 10 ml de ácido clorídrico concentrado (3.1).

5.1.2 - Colocar o copo na placa de aquecimento com agitação magnética (4.2). Agitar e aquecer até à ebulição. Para evitar uma secagem rápida, tapar o copo com um vidro de relógio.

Manter a ebulição durante cinco minutos, retirar o copo da placa e deixar arrefecer à temperatura ambiente.

5.1.3 - Filtrar o conteúdo do copo com papel de filtro (4.3) para um balão volumétrico de 100 ml. Lavar o copo com duas porções de 10 ml de água e filtrar para o mesmo balão volumétrico. Perfazer o volume com água e agitar. Esta solução é também utilizada para o doseamento do alumínio (parte C).

5.1.4 - Pipetar para um balão volumétrico de 50 ml 20 ml da solução da amostra (5.1.3), 5 ml de solução ácida de cloreto de alumínio (3.4) e 5 ml de solução ácida de cloreto de amónio (3.5). Perfazer o volume com uma solução de ácido clorídrico (3.2) a 10% (v/v) e agitar.

5.2 - Condições para espectrometria de absorção atómica:

Chama: óxido de azoto/acetileno;

Comprimento de onda: 360,1 nm;

Correcção de fundo: não;

Condições da chama: forte; para uma absorvência máxima será necessária a optimização do queimador e do fluxo do combustível.

5.3 - Calibração:

5.3.1 - Pipetar respectivamente 5,00, 10,00, 15,00, 20,00 e 25,00 ml de solução padrão mãe de zircónio (3.3) para balões volumétricos de 50 ml. Adicionar, com pipeta, a cada balão 5,00 ml de solução ácida de cloreto de alumínio (3.4) e 5,00 ml de solução de cloreto de amónio (3.5). Perfazer o volume com solução de ácido clorídrico (3.2) a 10% e agitar. Estas soluções contêm, respectivamente, 100, 200, 300, 400 e 500 mg de zircónio por mililitro. De igual modo preparar um ensaio em branco, omitindo a solução padrão de zircónio.

5.3.2 - Medir a absorvência do ensaio em branco. Este valor representa o ponto de concentração zero da curva de calibração. Medir a absorvência de cada solução padrão de zircónio (5.3.1), registar estes valores e traçar a curva de calibração relacionando os valores de absorvência com a concentração de zircónio.

5.4 - Doseamento:

Medir a absorvência da solução da amostra (5.1.4). Com base na curva de calibração, determinar a concentração de zircónio correspondente ao valor de absorvência obtido.

6 - Cálculo:

Calcular o teor de zircónio da amostra, em percentagem em massa (% m/m), utilizando a fórmula:

Percentagem (m/m) de zircónio=40xm/c

em que:

m=massa da amostra, expressa em gramas (5.1.1);

c=concentração de zircónio na solução da amostra (5.1.4), expressa em microgramas por mililitro, obtida a partir da curva de calibração.

7 - Repetibilidade (segundo a norma ISO 5725):

Para um teor de zircónio de 3,00% (m/m), a diferença entre os resultados de duas determinações efectuadas em paralelo na mesma amostra não deverá exceder 0,10% (m/m).

8 - Observações:

É permitida, como alternativa à espectrometria de absorção atómica de chama, a utilização de espectrometria de emissão óptica com plasma indutivo acoplado.

C - Doseamento do alumínio

1 - Objectivo e campo de aplicação:

Este método descreve os ensaios para o doseamento do alumínio nos complexos de hidroxicloreto de alumínio e zircónio até uma concentração máxima de 12% (m/m) de alumínio em antitranspirantes não aerossólicos.

2 - Princípio:

O alumínio é extraído do produto em meio ácido e doseado por espectrometria de absorção atómica.

3 - Reagentes:

Todos os reagentes devem ser analiticamente puros.

3.1 - Ácido clorídrico concentrado (d=1,18 g/ml).

3.2 - Solução de ácido clorídrico, 1% (v/v): adicionar 10 ml de ácido clorídrico concentrado (3.1) a 500 ml de água, num copo, agitando continuamente.

Transferir quantitativamente esta solução para balão volumétrico de 1000 ml e perfazer com água.

3.3 - Solução mãe de alumínio, 1000 mg/ml em solução de ácido nítrico 0,5 M (Spectrosol ou equivalente).

3.4 - Solução ácida de cloreto de potássio: dissolver 10,0 g de cloreto de potássio em 250 ml de solução de ácido clorídrico a 1% (v/v) (3.2).

4 - Material e equipamento:

4.1 - Material corrente de laboratório:

4.2 - Espectrofotómetro de absorção atómica equipado com lâmpada de cátodo oco de alumínio.

5 - Técnica:

5.1 - Preparação da amostra:

O doseamento do teor de alumínio é efectuado sobre a solução preparada na parte B, n. 5.1.3.

5.1.1 - Pipetar 5,00 ml da solução da amostra (B, 5.1.3) e 10,00 ml de solução de cloreto de potássio (3.4) para um balão volumétrico de 100 ml. Perfazer com solução de ácido clorídrico a 1% (v/v) (3.2) e agitar.

5.2 - Condições para a espectrometria de absorção atómica:

Chama: óxido de azoto/acetileno;

Comprimento de onda: 309,3 nm;

Correcção de fundo: não;

Condições de chama: forte; para uma absorvência máxima será necessária a optimização do queimador e do fluxo do combustível.

5.3 - Calibração:

5.3.1 - Pipetar respectivamente 1,00, 2,00, 3,00, 4,00 e 5,00 ml de solução mãe de alumínio (3.3) para balões volumétricos de 100 ml. Adicionar a cada um dos balões 10,00 ml de solução ácida de cloreto de potássio (3.4) e perfazer com solução de ácido clorídrico a 1% (v/v) (3.2) e agitar.

As soluções padrão assim obtidas contêm, respectivamente, 10, 20, 30, 40 e 50mg de alumínio por mililitro.

De igual modo preparar um ensaio em branco, omitindo a solução padrão de alumínio.

5.3.2 - Medir a absorvência do ensaio em branco (5.3.1). Este valor representa o ponto de concentração do alumínio zero da curva de calibração. Medir a absorvência de cada solução padrão de alumínio (5.3.1), registar os valores de absorvência e traçar a curva de calibração relacionando os valores da absorvência com os da concentração de alumínio.

5.4 - Doseamento:

Medir a absorvência da solução da amostra (5.1.1).

Com base na curva de calibração, determinar a concentração de alumínio correspondente ao valor da absorvência obtido.

6 - Cálculo:

Calcular o teor de alumínio da amostra, em percentagem em massa (% m/m), utilizando a fórmula:

Percentagem (m/m) de alumínio=5xm/c

em que:

m=massa, em gramas, da amostra para análise (B, 5.1.1);

c=concentração de alumínio na solução da amostra (5.1.1), expressa em microgramas por mililitro, obtida na curva de calibração.

7 - Repetibilidade (segundo a norma ISO 5725):

Para um teor de alumínio de 3,5% (m/m), a diferença entre os resultados de duas determinações efectuadas em paralelo na mesma amostra não deve exceder 0,10% (m/m).

8 - Observações:

É permitida, como alternativa à espectrometria de absorção atómica de chama, a utilização de espectrometria de emissão óptica com plasma indutivo acoplado.

D - Doseamento do cloro

1 - Objectivo e campo de aplicação:

Este método descreve os ensaios para a determinação do cloro na sua forma iónica em complexos hidroxicloreto de alumínio e zircónio em antitranspirantes não aerossólicos.

2 - Princípio:

O ião cloreto no produto é doseado por titulação potenciométrica com uma solução padrão de nitrato de prata.

3 - Reagentes:

Todos os reagentes devem ser analiticamente puros.

3.1 - Ácido nítrico concentrado (d=1,42 g/ml).

3.2 - Solução de ácido nítrico, 5% (v/v): adicionar 25 ml de ácido nítrico concentrado (3.1) a 250 ml de água, numa proveta, agitando continuamente. Transferir quantitativamente esta solução para um balão volumétrico de 500 ml e perfazer com água.

3.3 - Acetona:

3.4 - Nitrato de prata, solução padrão 0,1 M (AnalaR ou equivalente).

4 - Material e equipamento:

4.1 - Material corrente de laboratório.

4.2 - Placa com agitação magnética.

4.3 - Eléctrodo de prata.

4.4 - Eléctrodo de referência de calomelanos.

4.5 - Potenciómetro adequado a uma titulação potenciométrica.

5 - Técnica:

5.1 - Preparação da amostra:

5.1.1 - Pesar com exactidão cerca de 1,0 g (m grama) de uma amostra homogénea do produto num copo de 250 ml. Adicionar 80 ml de água e 20 ml de solução de ácido nítrico a 5% (v/v) (3.2).

5.1.2 - Colocar o copo na placa de agitação e aquecimento (4.2). Agitar e aquecer até à ebulição. Para evitar uma secagem rápida, tapar o copo com um vidro de relógio.

Manter à ebulição cinco minutos, retirar o copo da placa e deixar arrefecer à temperatura ambiente.

5.1.3 - Adicionar 10 ml de acetona (3.3), mergulhar os eléctrodos (4.3 e 4.4) abaixo da superfície da solução e começar a agitar. Titular potenciometricamente com uma solução de nitrato de prata 0,1 M (3.4) e traçar uma curva diferencial para determinar o ponto de equivalência (V ml).

6 - Cálculo:

Calcular o teor em cloro da amostra, em percentagem em massa (% m/m), utilizando a seguinte fórmula:

Percentagem (m/m) de cloro=0,3545xV/m em que:

m=massa, em gramas, da amostra tomada para análise (5.1.1);

V=volume de nitrato de prata 0,1 M (5.1.3), em mililitros, gasto para atingir o ponto de equivalência (5.1.3).

7 - Repetibilidade (segundo a norma ISO 5725):

Para um teor de cloro de 4% (m/m), a diferença entre os resultados de duas determinações efectuadas em paralelo sobre a mesma amostra não deverá exceder 0,10% (m/m).

E - Cálculo das razões entre os átomos de alumínio e os átomos de zircónio e

entre os átomos de alumínio mais os átomos de zircónio e os átomos de cloro.

1 - Cálculo da razão entre os átomos de alumínio e os átomos de zircónio:

Calcular a razão Al:Zr utilizando a seguinte fórmula:

(Ver formula química no doc. original) 2 - Cálculo da razão de átomos de alumínio mais átomos de zircónio para átomos de cloro:

Calcular a razão (Al+Zr): Cl utilizando a seguinte fórmula:

(Ver formula química no doc. original)

CAPÍTULO XXXIII

Hexamidina, dibromo-hexamidina, dibromopropamidina e cloro-hexidina -

Identificação e doseamento

1 - Objectivo e campo de aplicação:

O método descreve a determinação qualitativa e quantitativa de:

Hexamidina e respectivos sais, incluindo o isetionato e o 4-hidroxibenzoato;

Dibromo-hexamidina e respectivos sais, incluindo o isetionato;

Dibromopropamidina e respectivos sais, incluindo o isetionato;

Diacetato, digluconato e dicloridrato de cloro-hexidina em produtos cosméticos.

2 - Definição:

As concentrações de hexamidina, dibromo-hexamidina, dibromopropamidina e cloro-hexidina determinadas por este método são expressas em percentagem em massa (% m/m).

3 - Princípio:

A identificação e o doseamento são efectuados por cromatografia líquida de alta resolução (HPLC) iónica de fase reversa, seguida de detecção por espectrofotometria UV. A hexamidina, a dibromo-hexamidina, a dibromopropamidina e a cloro-hexidina são identificadas pelos seus tempos de retenção na coluna cromatográfica.

4 - Reagentes:

Todos os reagentes devem ser analiticamente puros e adequados para a HPLC, quando necessário.

4.1 - Metanol.

4.2 - Sal de sódio mono-hidratado do ácido 1-heptanossulfónico.

4.3 - Ácido acético glacial (d=1,05 g/ml).

4.4 - Cloreto de sódio.

4.5 - Fases móveis:

4.5.1 - Solvente I: solução 0,005 M do sal de sódio mono-hidratado do ácido 1-heptanossulfónico (4.2) em metanol (4.1) ajustada a pH de 3,5 com ácido acético glacial (4.3).

4.5.2 - Solvente II: solução aquosa 0,005 M do sal de sódio mono-hidratado do ácido 1-heptanossulfónico (4.2) ajustada a pH de 3,5 com ácido acético glacial (4.3).

Nota. - Caso seja necessário melhorar a forma dos picos, as fases móveis podem ser alteradas e preparadas da seguinte forma:

Solvente I: dissolver 5,84 g de cloreto de sódio (4.4) e 1,1013 g de sal de sódio mono-hidratado do ácido 1-heptanossulfónico (4.2) em 100 ml de água. Adicionar 900 ml de metanol (4.1) e ajustar a pH 3,5 com ácido acético glacial (4.3);

Solvente II: dissolver 5,84 g de cloreto de sódio (4.4) e 1,1013 g de sal de sódio mono-hidratado do ácido 1-heptanossulfónico (4.2) em 1 l de água e ajustar a pH 3,5 com ácido acético glacial (4.3).

4.6 - Diisetionato de hexamidina

[C20H26N4O2.2C2H6O4S]

4.7 - Diisetionato de dibromo-hexamidina

[C20H24Br2N4O2.2C2H6O4S]

4.8 - Diisetionato de dibromopropamidina

[C17H18Br2N4O2.2C2H6O4S]

4.9 - Diacetato de cloro-hexidina

[C22H30Cl2N10.2C2H4O2]

4.10 - Soluções padrão: preparar soluções a 0,05% (m/v) de cada um dos quatro conservantes (4.6 a 4.9) no solvente I (4.5.1).

4.11 - 3.4.4'-tricloro carbanilida (triclocarban).

4.12 - 4,4'-dicloro-3(trifluorometil)-carbanilida (halocarban).

5 - Material e equipamento:

5.1 - Material corrente de laboratório.

5.2 - Cromatógrafo de fase líquida de alta resolução com detector de UV de comprimento de onda variável.

5.3 - Coluna analítica, em aço inoxidável; comprimento:30 cm; diâmetro interno: 4 mm, cheia com m-Bondapack C, 10 mm, ou equivalente.

5.4 - Banho de ultra-sons.

6 - Identificação:

6.1 - Preparação da amostra:

Pesar aproximadamente 0,5 g da amostra num balão volumétrico de 10 ml.

Perfazer com o solvente I (4.5.1). Colocar o balão volumétrico num banho de ultra-sons (5.4) durante dez minutos.

Filtrar ou centrifugar a solução. Recolher o filtrado ou o líquido sobrenadante para proceder à identificação por HPLC.

6.2 - Cromatografia:

6.2.1 - Gradiente de fase móvel:

(Ver tabela no doc. original)

6.2.2 - Regular o fluxo da fase móvel (6.2.1) para 1,5 ml/min. e fixar a temperatura da coluna em 35º C.

6.2.3 - Ajustar o detector de comprimento de onda para 264 nm.

6.2.4 - Injectar 10 ml de cada uma das soluções padrão (4.10) e registar os respectivos cromatogramas.

6.2.5 - Injectar 10 ml de solução da amostra (6.1) e registar o seu cromatograma.

6.3 - Verificar se estão presentes a hexamidina, dibromo-hexamidina, dibromopropamidina ou a cloro-hexidina, comparando o(s) tempo(s) de retenção do(s) pico(s) registado(s) no n.º 6.2.5 com os obtidos com as soluções padrão do n.º 6.2.4.

7 - Doseamento:

7.1 - Preparação das soluções padrão:

Utilizar um dos conservantes (4.6 a 4.9) não presente na amostra como padrão interno.

Em alternativa, utilizar o triclorocarban (4.11) ou o halocarban (4.12).

7.1.1 - Solução mãe do conservante identificado no n.º 6.3 a 0,05% (m/v) no solvente I (4.5.1).

7.1.2 - Solução mãe do conservante escolhido para padrão interno a 0,05% (m/v) no solvente I (4.5.1).

7.1.3 - Preparar quatro soluções padrão de cada conservante identificado, transferindo para balões graduados de 10 ml quantidades da respectiva solução mãe (7.1.1) e quantidades apropriadas da solução mãe do padrão interno (7.1 .2), de acordo com o quadro abaixo indicado. Completar o volume de cada balão com o solvente I (4.5.1) e homogeneizar:

(Ver tabela no doc. original) (*) Estes valores são fornecidos a título indicativo e correspondem às concentrações do conservante identificado nas soluções padrão preparadas com a solução mãe, que contém exactamente 0,05% do conservante identificado.

7.2 - Preparação da amostra:

7.2.1 - Pesar com exactidão cerca de 0,5 g (p grama) de amostra para um balão volumétrico de 10 ml, adicionar 1,0 ml da solução de padrão interno (7.1.2) e 6 ml de solvente I (4.5.1) e homogeneizar.

7.2.2 - Colocar o balão graduado, durante dez minutos, num banho de ultra-sons (5.4). Depois de arrefecido, perfazer o volume com o solvente I e homogeneizar.

Filtrar com um filtro de pregas ou centrifugar. Recolher o filtrado ou o fluido sobrenadante, consoante o caso, para proceder à análise cromatográfica.

7.3 - Cromatografia:

7.3.1 - Regular o fluxo da fase móvel, o seu débito, a temperatura da coluna e o comprimento de onda do detector do equipamento de HPLC (5.2) de acordo com as condições exigidas na fase de identificação (6.2.1 a 6.2.3).

7.3.2 - Injectar 10 ml da solução da amostra (7.2.2) e medir as áreas dos picos.

Repetir o processo com fracções de 10 ml da solução da amostra até obter resultados consistentes. Calcular a razão entre a área do pico do composto a analisar e a área do pico do padrão interno.

7.4 - Calibração:

7.4.1 - Injectar 10 ml de cada uma das soluções padrão (7.1.3) e medir as áreas dos picos.

7.4.2 - Para cada solução padrão (7.1.3), calcular a razão entre a área do pico da hexamidina, da dibromo-hexamidina, da dibromopropamidina ou da cloro-hexidina e a área do pico do padrão interno. Traçar uma curva de calibração colocando estas razões em ordenada e as concentrações correspondentes do conservante identificado nas soluções padrão, em microgramas por mililitro, em abcissa.

7.4.3 - Na curva de calibração (7.4.2), ler a concentração do conservante identificado correspondente à relação da área do pico calculada no n.º 7.3.2.

8 - Cálculos:

Calcular o teor de hexamidina, de dibromo-hexamidina, de dibromopropamidina ou de cloro-hexidina da amostra, em percentagem em massa, utilizando a fórmula:

(Ver tabela no doc. original) em que:

p=massa, em gramas, da amostra tomada para análise (7.2.1);

c=concentração do conservante na solução da amostra, em microgramas por mililitro, obtida a partir da curva de calibração;

MW=peso molecular da forma básica do conservante presente;

MW=peso molecular do sal correspondente (v. n.º 10).

9 - Repetibilidade (segundo a norma ISO 5725):

Para uma concentração de 0,1% (m/m) de hexamidina, dibromo-hexamidina, dibromopropamidina ou de cloro-hexidina, a diferença entre os resultados de duas determinações paralelas, efectuadas na mesma amostra, não deve ser superior a 0,005%.

10 - Quadro das fórmulas e respectivos pesos moleculares:

(Ver tabela no doc. original)

CAPÍTULO XXXIV

Ácido benzóico, ácido 4-hidroxibenzóico, ácido sórbico, ácido salicílico e

ácido propiónico - Identificação e doseamento.

1 - Objectivo e campo de aplicação:

O método é utilizado na identificação e doseamento do ácido benzóico, do ácido 4-hidroxibenzóico, do ácido sórbico, do ácido salicílico e do ácido propiónico em produtos cosméticos. Em procedimentos separados, é descrita a identificação destes conservantes; o doseamento do ácido benzóico, do ácido 4-hidroxibenzóico, do ácido salicílico e o doseamento do ácido propiónico.

2 - Definição:

Os teores em ácido benzóico, ácido 4-hidroxibenzóico, ácido salicílico, ácido sórbico e ácido propiónico determinados segundo este método são expressos em percentagem por massa dos ácidos livres.

A - Identificação

1 - Princípio:

Após a extracção ácido base dos conservantes, o extracto é analisado por cromatografia de camada fina (TLC) utilizando uma técnica de derivatização. Com base nos resultados obtidos, a identificação é confirmada por cromatografia em fase líquida de alta resolução (HPLC) ou, no caso do ácido propiónico, por cromatografia em fase gasosa (GC).

2 - Reagentes:

Todos os reagentes devem ser analiticamente puros.

Deverá ser utilizada água destilada ou de pureza equivalente.

2.1 - Acetona.

2.2 - Éter dietílico.

2.3 - Acetonitrilo.

2.4 - Tolueno.

2.5 - n-hexano.

2.6 - Parafina líquida.

2.7 - Solução de ácido clorídrico 4 M.

2.8 - Solução de hidróxido de potássio 4 M.

2.9 - Cloreto de cálcio, CaCl.2HO.

2.10 - Carbonato de lítio, LiCO.

2.11 - 2-bromo-2-acetonaftona.

2.12 - Ácido 4-hidroxibenzóico.

2.13 - Ácido salicílico.

2.14 - Ácido benzóico.

2.15 - Ácido sórbico.

2.16 - Ácido propiónico.

2.17 - Soluções padrão:

Preparar soluções a 0,1% m/v (100 mg/100 ml) de cada um dos cinco conservantes (2.12 a 2.16) em éter dietílico (2.2).

2.18 - Reagente de derivatização:

Solução a 0,5% (m/v) de 2-bromo-2C-acetonaftona (2.11) em acetonitrilo (2.3) (50 mg/10 ml). Esta solução deverá ser preparada todas as semanas e guardada no frigorífico.

2.19 - Solução catalisadora:

Solução a 0,3% (m/v) de carbonato de lítio (2.10) em água (300 mg/100 ml). Esta solução deverá ser preparada de fresco.

2.20 - Solvente de eluição:

Tolueno (2.4)/acetona (2.1) (20:0,5; v/v) 2.21 - Parafina líquida (2.6)/n-hexano (2.5) (1:2; v/v).

3 - Material e equipamento:

Material corrente de laboratório:

3.1 - Banho de água a 60 C.

3.2 - Tina de cromatografia.

3.3 - Fonte de luz ultravioleta, 254 e 366 nm 3.4 - Placas de camada fina Kieselgel 60, sem indicador de fluorescência, 20 cmx20 cm, camada de 0,25 mm de espessura com zona de concentração de 2,5 cmx20 cm (Merck 11845 ou equivalente).

3.5 - Microsseringa, 10 ml.

3.6 - Microsseringa, 25 ml.

3.7 - Estufa para temperaturas acima de 105 C.

3.8 - Tubos de vidro de 50 ml com tampas de rosca.

3.9 - Papel de filtro, 90 mm de diâmetro, Scheilder & Schull, Weissband n.º 5892 ou equivalente.

3.10 - Papel indicador de pH 1-11.

3.11 - Frasco para amostras, em vidro, de 5 ml.

3.12 - Evaporador rotativo (Rotavapor ou equivalente).

3.13 - Placa de aquecimento.

4 - Técnica:

4.1 - Preparação da amostra:

Pesar aproximadamente 1 g da amostra num tubo de vidro de 50 ml com a tampa de rosca (3.8). Adicionar quatro gotas de ácido clorídrico 4 M (2.7) e 40 ml de acetona (2.1). Para produtos fortemente básicos, como o sabonete, adicionar 20 gotas de ácido clorídrico 4 M (2.7). Verificar se o pH é, aproximadamente, 2 utilizando papel indicador (3.10). Tapar o tubo e agitar vigorosamente durante um minuto.

Se necessário, para facilitar a extracção dos conservantes para a fase de acetona, aquecer progressivamente a mistura até cerca de 60º C para fundir a fase lipídica.

Arrefecer a solução até atingir a temperatura ambiente e filtrar com um papel de filtro (3.9) para um Erlenmeyer.

Transferir 20 ml do filtrado para um Erlenmeyer de 200 ml, adicionar 20 ml de água e agitar. Ajustar o pH da mistura com hidróxido de potássio 4 M (2.8) até cerca de pH 10. Utilizar o papel indicador (3.10) para medir o pH.

Adicionar 1 g de cloreto de cálcio (2.9) e agitar vigorosamente. Filtrar com um filtro de papel (3.9) para uma ampola de decantação de 250 ml contendo 75 ml de éter dietílico (2.2) e agitar vigorosamente durante um minuto. Deixar separar e recolher a camada aquosa para um frasco cónico de 250 ml. Eliminar a camada de éter. Recorrendo a papel indicador (3.10), ajustar o pH da solução aquosa até aproximadamente 2 com ácido clorídrico 4 M (2.7) e transferir para uma ampola de decantação. Adicionar 10 ml de éter dietílico (2.2), rolhar a ampola e agitar cuidadosamente durante um minuto. Deixar separar e transferir o extracto etéreo para um balão adaptável ao evaporador rotativo (3.12). Rejeitar a camada aquosa.

Evaporar o extracto etéreo até ficar quase seco e se redissolver o resíduo em 1 ml de éter dietílico (2.2). Transferir a solução obtida para um frasco de amostras (3.11).

4.2 - Cromatografia em camada fina:

Para cada padrão ou amostra a cromatografar, aplicar cerca de 3 ml de solução de carbonato de lítio (2.19) com uma seringa (3.5), a distâncias regulares, na linha de partida da zona de concentração da placa de cromatografia em camada fina (3.4) e secar numa corrente de ar frio.

Colocar esta placa sobre uma placa de aquecimento (3.13), a 40 C, para manter as manchas tão pequenas quanto possível. Com uma microsseringa (3.5) aplicar 10 ml de cada solução padrão (2.17) e da solução de amostra (4.1) na linha de partida da placa, nos pontos exactos em que a solução de carbonato de lítio foi aplicada.

Finalmente, aplicar cerca de 15 ml de reagente de derivatização (2.18) nos mesmos pontos em que foram aplicadas as soluções padrão/amostra e a solução de carbonato de lítio.

Aquecer a placa de cromatografia em camada fina numa estufa (3.7) a 80º C durante quarenta e cinco minutos.

Após arrefecimento, eluir a placa numa tina (3.2) saturada durante quinze minutos (sem utilizar papel de filtro), recorrendo ao eluente (2.20), até a frente do solvente atingir uma distância de 15 cm (pode demorar aproximadamente oitenta minutos).

Secar a placa numa corrente de ar frio e examinar as manchas obtidas sob luz ultravioleta (UV) (3.3). Para permitir a fluorescência das manchas fracas, mergulhar a placa de cromatografia fina em parafina/n-hexano (2.21).

5 - Identificação:

Calcular o Rf para cada mancha.

Comparar o Rf e o comportamento sob radiação UV obtido para a amostra com os obtidos para as soluções padrão.

Tirar conclusões preliminares relativamente à presença e identidade dos conservantes presentes. Proceder à cromatografia líquida de alta resolução (HPLC) descrita na secção B ou, se se verificar a presença de ácido propiónico, à cromatografia em fase gasosa (GC) descrita na secção C.

Comparar os tempos de retenção obtidos para a amostra com os das soluções de referência.

Relacionar os resultados de cromatografia em camada fina com os de cromatografia líquida de alta resolução (HPLC) ou de cromatografia em fase gasosa (GC). Basear a identificação dos conservantes presentes na amostra nos resultados combinados.

B - Doseamento do ácido benzóico, do ácido 4-hidrobenzóico do ácido sórbico

e

do ácido salicílico

1 - Princípio:

Após a acidificação, a amostra é extraída com uma mistura de etanol e água.

Depois da filtração, os conservantes são determinados através da cromatografia líquida de alta resolução (HPLC).

2 - Reagentes:

2.1 - Todos os reagentes devem ser analiticamente puros e apropriados para cromatografia líquida de alta resolução (HPLC), quando aplicável. Deverá ser utilizada água destilada ou de pureza equivalente.

2.2 - Etanol, absoluto.

2.3 - Ácido 4-hidroxibenzóico.

2.4 - Ácido salicílico.

2.5 - Ácido benzóico.

2.6 - Ácido sórbico.

2.7 - Acetato de sódio (CHCOONa.3HO).

2.8 - Ácido acético, d=1,05 g/ml.

2.9 - Acetonitrilo.

2.10 - Ácido sulfúrico 2 M.

2.11 - Hidróxido de potássio, aquoso, 0,2 M.

2.12 - Ácido 2-metoxibenzóico.

2.13 - Mistura etanol/água:

Misturar 9 volumes de etanol (2.2) e 1 volume de água destilada (2.1).

2.14 - Solução de padrão interno:

Preparar uma solução contendo cerca de 1 g de ácido 2-metoxibenzóico (2.12) em 500 ml de mistura de etanol/água (2.13).

2.15 - Fase móvel para cromatografia líquida de alta resolução (HPLC):

2.15.1 - Tampão de acetato: adicionar 6,35 g de acetato de sódio (2.7) e 20,0 ml de ácido acético (2.8) a 1 l de água e misturar.

2.15.2 - Preparar a fase móvel, misturando 9 volumes de tampão acetato (2.15.1) com 1 volume de acetonitrilo (2.9).

2.16 - Solução mãe de conservantes:

Pesar com exactidão cerca de 0,05 g de ácido 4-hidroxibenzóico (2.3), 0,2 g de ácido salicílico (2.4), 0,2 g de ácido benzóico (2.5) e 0,05 g de ácido sórbico (2.6) num balão volumétrico de 50 ml e perfazer com mistura etanol/água (2.13). Guardar esta solução no frigorífico. A solução é estável durante uma semana.

2.17 - Soluções padrão dos conservantes:

Transferir da solução mãe concentrada (2.16) respectivamente 8,00, 4,00, 2,00, 1,00 e 0,50 ml para um conjunto de balões volumétricos de 20 ml. A cada balão adicionar 10,00 ml de solução de padrão interno (2.14) e 0,5 ml de ácido sulfúrico 2 M (2.10).

Perfazer os 20 ml com a mistura etanol/água (2.13). Estas soluções deverão ser preparadas na altura da utilização.

3 - Material e equipamento:

Material corrente de laboratório:

3.1 - Banho-maria, regulado a 60º C.

3.2 - Equipamento de cromatografia líquida de alta resolução (HPLC), com detector de UV de comprimento de onda variável e dispositivo de injecção de loop de 10 ml.

3.3 - Coluna:

Aço inoxidável, comprimento de 12,5 cm-25 cm, diâmetro interno de 4,6 mm, enchimento com nucleosil 5C18 ou equivalente.

3.4 - Papel de filtro; diâmetro: 90 mm, Schleicher & Schull, Weissband n.º 5892, ou equivalente.

3.5 - Tubos de vidro de 50 ml com tampa de rosca.

3.6 - Frascos de vidro para amostras, 5 ml.

3.7 - Regularizadores de ebulição, carborundum, 2 mm-4 mm, ou equivalente.

4 - Técnica:

4.1 - Preparação da amostra:

4.1.1 - Preparação da amostra sem adição de padrão interno:

Pesar 1 g da amostra num tubo de vidro de 50 ml com tampa de rosca (3.5).

Adicionar, com uma pipeta, 1,00 ml de ácido sulfúrico 2 M (2.10) e 40,0 ml de mistura etanol/água (2.13). Juntar aproximadamente 1 g de regularizadores para/de bulição (3.7), fechar o tubo e agitar vigorosamente durante um minuto , pelo menos, até obter uma suspensão homogénea. Colocar o tubo durante cinco minutos exactos em água a 60º C (3.1), para facilitar a extracção dos conservantes para a fase etanólica.

Arrefecer imediatamente o tubo num fluxo de água fria e manter o extracto à temperatura de 5 C durante uma hora.

Filtrar o extracto com papel de filtro (3.4). Transferir aproximadamente 2 ml do extracto para um frasco de amostras (3.6). Conservar o extracto a 5º C e proceder ao doseamento por cromatografia líquida de alta resolução nas vinte e quatro horas subsequentes à preparação.

4.1.2 - Preparação da amostra com adição de padrão interno:

Pesar com exactidão de 3 casas decimais 0,001 g, 1 g ± 0,1 g (a gramas) de amostra num tubo de vidro de 50 ml com tampa de rosca (3.5). Com uma pipeta, adicionar 1,00 ml de ácido sulfúrico 2 M (2.10) e 30,0 ml de mistura etanol/água (2.13). Juntar cerca de 1 g de regularizadores de ebulição (3.7) e 10,00 ml da solução de padrão interno (2.14). Fechar o tubo e agitar vigorosamente durante um minuto, pelo menos, até obter uma suspensão homogénea. Colocar o tubo durante exactamente cinco minutos em água à temperatura de 60 C (3.1), para facilitar a extracção dos conservantes para a fase etanólica.

Arrefecer imediatamente o tubo num fluxo de água fria e manter o extracto à temperatura de 5º C durante uma hora.

Filtrar o extracto com papel de filtro (3.4). Transferir aproximadamente 2 ml do filtrado para um frasco para amostras (3.6). Manter o filtrado à temperatura de 5 C e realizar o doseamento por cromatografia líquida de alta resolução nas vinte quatro horas subsequentes à preparação.

4.2 - Cromatografia líquida de alta resolução:

Fase móvel: acetonitrilo/tampão acetato (2.15).

Ajustar o fluxo da fase móvel na coluna a 2,0 ml/min. ± 0,5 ml/min.

Fixar o detector de comprimento de onda em 240 nm.

4.2.1 - Calibração:

Injectar quantidades de 10 ml de cada uma das soluções padrão diluídas de conservantes (2.17) no cromatógrafo de fase líquida (3.2). Relativamente a cada solução, determinar as razões entre as alturas dos picos dos conservantes analisados e a altura do pico do padrão interno dos cromatogramas obtidos.

Elaborar um gráfico para cada conservante, relacionando a razão da altura do pico com a concentração de cada solução padrão diluída. Verificar se se obtém uma resposta linear para as soluções padrão diluídas no processo de calibração.

4.2.2 - Doseamento:

Injectar 10 ml do extracto da amostra (4.1.1) no cromatógrafo de fase líquida (3.2) e registar o cromatograma. Injectar 10 ml de uma solução padrão de conservante (2.17) e registar o cromatograma. Comparar os cromatogramas obtidos. Se no cromatograma do extracto de amostra (4.1.1) não ocorrerem picos com, aproximadamente, o mesmo tempo de retenção do ácido 2-metoxibenzóico (padrão interno recomendado), injectar 10 ml de extracto da amostra com padrão interno (4.1.2) no cromatógrafo líquido e registar o cromatograma.

Se se verificar a interferência de um pico no cromatograma do extracto da amostra (4.1.1) com o mesmo tempo de retenção do ácido 2-metoxibenzóico, seleccionar outro padrão interno adequado (se um dos conservantes em estudo não aparecer no cromatograma, esse conservante poderá ser utilizado como padrão interno).

Verificar se os cromatogramas obtidos para uma solução padrão e a solução da amostra preenchem os seguintes requisitos:

O pico de separação do par menos separado deverá ser de 0,90, pelo menos (para uma definição de pico de separação, observar a figura 1):

(Ver figura no doc. original)

Figura 1. - Pico de separação

Se não se obtiver a separação necessária, haverá que utilizar uma coluna mais eficaz ou adaptar a composição da fase móvel até serem alcançadas as condições pretendidas;

O factor de assimetria As de todos os picos deverá estar compreendido entre 0,9 e 1,5 (para uma definição de factor de assimetria do pico, v. figura 2).

Para registar o cromatograma com vista à determinação do factor de assimetria recomenda-se uma velocidade de banda de registo não inferior a 2 cm/min.;

(Ver figura no doc. original)

Figura 2. - Factor de assimetria do pico

Deverá obter-se uma linha de base estável.

5 - Cálculo:

Utilizar a razão entre as alturas dos picos dos conservantes analisados e a altura do pico do ácido 2-metoxibenzóico (padrão interno) e o gráfico de calibração para calcular a concentração dos conservantes ácidos na solução de amostra. Calcular o teor de ácido benzóico, ácido 4-hidroxibenzóico, ácido sórbico ou de ácido salicílico na amostra, em percentagem em massa (xi), utilizando a fórmula:

(Ver formula química no doc. original)

em que:

a=massa (g) da amostra para análise (4.1.2);

b=concentração (microgramas por mililitros) do conservante no extracto da amostra (4.1.2) obtido no gráfico de calibração.

6 - Repetibilidade (segundo a norma ISO 5725):

Para um teor de ácido 4-hidroxibenzóico de 0,40%, a diferença entre os resultados de duas determinações paralelas efectuadas com a mesma amostra não deve ultrapassar um valor absoluto de 0,035%.

Para um teor de ácido benzóico de 0,50%, a diferença entre os resultados de duas determinações paralelas efectuadas com a mesma amostra não deve ultrapassar um valor absoluto de 0,050%.

Para um teor de ácido salicílico de 0,50%, a diferença entre os resultados de duas determinações paralelas efectuadas com a mesma amostra não deve ultrapassar um valor absoluto de 0,045%.

Para um teor de ácido sórbico de 0,60%, a diferença entre os resultados de duas determinações paralelas efectuadas com a mesma amostra não deve ultrapassar um valor absoluto de 0,035%.

7 - Observações:

7.1 - Os resultados de um teste de robustez do método indicaram que a quantidade de ácido sulfúrico adicionada para extrair os ácidos da amostra é crítica, devendo a quantidade de amostra utilizada manter-se dentro dos limites prescritos.

7.2 - Se se desejar, poderá ser utilizada uma pré-coluna adequada.

C - Doseamento do ácido propiónico

1 - Objectivo e campo de aplicação:

Este método é aplicável para o doseamento do ácido propiónico em todos os produtos cosméticos até uma concentração máxima de 2% (m/m).

2 - Definição:

A concentração de ácido propiónico determinada segundo este método é expressa em percentagem de massa (% m/m) do produto.

3 - Princípio:

Após extracção do ácido propiónico do produto, o doseamento é feito por cromatografia em fase gasosa (GC), utilizando o ácido 2-metilpropiónico como padrão interno.

4 - Reagentes:

Todos os reagentes devem ser analiticamente puros; deverá ser utilizada água destilada ou de pureza equivalente.

4.1 - Etanol 96% (v/v).

4.2 - Ácido propiónico.

4.3 - Ácido 2-metilpropiónico.

4.4 - Ácido ortofosfórico 10% (m/v).

4.5 - Solução de ácido propiónico.

Pesar com exactidão aproximadamente 1,00 g (p gramas) de ácido propiónico num balão volumétrico de 50 ml e perfazer com etanol (4.1).

4.6 - Solução de padrão interno:

Pesar aproximadamente 1,00 g (e gramas) de ácido 2-metilpropiónico num balão volumétrico de 50 ml e perfazer com etanol (4.1).

5 - Material e equipamento:

5.1 - Material corrente de laboratório.

5.2 - Equipamento para cromatografia em fase gasosa com detector de ionização por chama.

5.3 - Tubo de vidro (20 mmx150 mm) com tampa de rosca.

5.4 - Banho-maria à temperatura de 60 C.

5.5 - Seringa de vidro de 10 ml com filtro de membrana (diâmetro dos poros: 0,45 mm).

6 - Técnica:

6.1 - Preparação da amostra:

6.1.1 - Preparação da amostra sem o padrão interno.

Pesar aproximadamente 1 g da amostra num tubo de vidro (5.3). Adicionar 0,5 ml de ácido fosfórico (4.4) e 9,5 ml de etanol (4.1).

Tapar o tubo e agitar vigorosamente. Se necessário, colocar o tubo em água à temperatura de 60 C (5.4) durante cinco minutos, para dissolver completamente a fase lipídica. Arrefecer rapidamente sob água corrente. Filtrar uma parte da solução com um filtro de membrana (5.5). Proceder à cromatografia do filtrado no próprio dia.

6.1.2 - Preparação da amostra com padrão interno:

Pesar com exactidão até três casas decimais 0,001 g, 1 g±0,1 g (a gramas) de amostra num tubo de vidro (5.3). Adicionar 0,5 ml de ácido ortofosfórico (4.4), 0,50 ml de solução de padrão interno (4.6) e 9 ml de etanol (4.1).

Tapar o tubo e agitar vigorosamente. Se necessário, colocar o tubo em água à temperatura de 60 C (5.4) durante cinco minutos, para dissolver a fase lipídica.

Arrefecer rapidamente sob água corrente. Filtrar parte da solução com um filtro de membrana (5.5). Proceder à cromatografia do filtrado no próprio dia.

6.2 - Condições para cromatografia em fase gasosa (GC):

Recomendam-se as seguintes condições:

Coluna:

Tipo - aço inoxidável;

Comprimento - 2 m;

Diâmetro - 1/8 “;

Enchimento - 10% SP 1000 (ou equivalente)+1% HPO em Chromosorb WAW 100-120 mesh;

Temperatura:

Injector 200º C;

Coluna 120º C;

Detector 200º C;

Gás vector:

Azoto;

Fluxo - 25 ml/min.

6.3 - Cromatografia:

6.3.1 - Calibração:

Pipetar respectivamente 0,25, 0,50, 1,00, 2,00 e 4,00 ml de solução de ácido propiónico (4.5) para balões volumétricos de 20 ml. Adicionar a cada um, com uma pipeta, 1,00 ml de solução de padrão interno (4.6); perfazer o volume de 20 ml com etanol (4.1) e misturar. As soluções assim preparadas contêm e mg/ml de ácido 2-metilpropiónico como padrão interno (ou seja, 1 mg/ml se e=1 ,000) e p/4, p/2, p, 2p, 4p mg/ml de ácido propiónico (ou seja, 0,25, 0,50, 1,00, 2,00 e 4,00 mg/ml se p=1,000).

Injectar 1 ml de cada uma destas soluções e obter a curva de calibração inscrevendo no eixo dos «x» a relação entre as massas do ácido propiónico e no eixo dos «y» a relação entre as áreas de pico correspondentes.

Proceder a três injecções de cada solução e calcular a média das razões das áreas dos picos.

6.3.2 - Doseamento:

Injectar 1 ml do filtrado da amostra do n. 6.1.1. Comparar o cromatograma com o de uma das soluções padrão (6.3.1). Se o pico apresentar um tempo de retenção sensivelmente análogo ao do ácido 2-metilpropiónico, mudar o padrão interno. Se não se observar interferência, injectar 1 ml do filtrado da amostra do n.º 6.1.2 e medir as áreas do pico do ácido propiónico e do pico do padrão interno.

Fazer três injecções de cada solução e calcular a média das razões das áreas dos picos.

7 - Cálculos:

7.1 - A partir da curva de calibração obtida no n.º 6.3.1, determinar a razão e massas (K), correspondente à razão de áreas dos picos calculada no n.º 6.3.2.

7.2 - A partir da razão de massas obtida desta forma, calcular o teor (x) de ácido propiónico na amostra, em percentagem em massa, recorrendo à fórmula:

(Ver figura química no doc. original)

em que:

K=razão calculada no n.º 7.1;

e=massa, em gramas, do padrão interno pesado no n.º 4.6;

a=massa, em gramas, da amostra pesada no n.º 6.1.2.

Expressar o resultado com uma casa decimal.

8 - Repetibilidade (segundo a norma ISO 5725):

Para um teor em ácido propiónico de 2% (m/m), a diferença entre os resultados de duas determinações paralelas efectuadas com a mesma amostra não deve ultrapassar 0,12%.

CAPÍTULO XXXV

Hidroquinona, éter monometílico de hidroquinona, éter monoetílico de hidroquinona e éter monobenzílico de hidroquinona - Identificação e

doseamento.

A - Identificação

1 - Objectivo e campo de aplicação:

Este método descreve a detecção e a identificação da hidroquinona, do éter monometílico de hidroquinona, do éter monoetílico de hidroquinona e do éter monobenzílico de hidroquinona (monobenzona) em produtos cosméticos para branqueamento da pele.

2 - Princípio:

A hidroquinona e os respectivos éteres são identificados por cromatografia em camada fina (TLC).

3 - Reagentes:

Os reagentes devem ser analiticamente puros.

3.1 - Etanol 96% (v/v).

3.2 - Clorofórmio.

3.3 - Éter dietílico 3.4 - Eluente:

Clorofórmio (3.2)/éter dietílico (3.3), 66:33 (v/v).

3.5 - Amónia, 25% (m/m) (d= 0,91 g/ml).

3.6 - Ácido ascórbico.

3.7 - Hidroquinona.

3.8 - Éter monometílico de hidroquinona.

3.9 - Éter monoetílico de hidroquinona.

3.10 - Éter monobenzílico de hidroquinona (monobenzona).

3.11 - Soluções padrão:

As seguintes soluções padrão devem ser preparadas de fresco e mantêm-se estáveis durante um dia:

3.11.1 - Pesar 0,05 g de hidroquinona (3.7) num tubo de ensaio graduado de 10 ml.

Adicionar 0,250 g de ácido ascórbico (3.6) e 5 ml de etanol a 96% (3.1).

Adicionar amónia (3.5) até pH 10 é perfazer o volume de 10 ml com etanol (3.1).

3.11.2 - Pesar 0,05 g de éter monometílico de hidroquinona (3.8) num tubo de ensaio graduado de 10 ml. Adicionar 0,250 g de ácido ascórbico (3.6) e 5 ml de etanol (3.1).

Adicionar amónia (3.5) até pH 10 e perfazer o volume de 10 ml com etanol (3.1).

3.11.3 - Pesar 0,05 g de éter monoetílico de hidroquinona (3.9) num tubo de ensaio graduado de 10 ml. Adicionar 0,250 g de ácido ascórbico (3.6) e 5 ml de etanol (3.1).

Adicionar amónia (3.5) até pH 10 e perfazer o volume de 10 ml com etanol (3.1).

3.11.4 - Pesar 0,05 g de éter monobenzílico de hidroquinona (3.10) num tubo de ensaio graduado de 10 ml. Adicionar 0,250 g de ácido ascórbico (3.6) e 5 ml de etanol (3.1).

Adicionar amónia (3.5) até pH 10 e perfazer o volume de 10 ml com etanol (3.1).

3.12 - Nitrato de prata.

3.13 - Ácido 12-fosfomolíbdico.

3.14 - Ferrocianeto de potássio hexa-hidratado.

3.15 - Cloreto férrico hexa-hidratado.

3.16 - Reagentes para revelação:

3.16.1 - A uma solução aquosa de nitrato de prata (3.12) a 5% (m/v) adicionar amónia (3.5) até dissolução do precipitado formado.

Aviso. - A solução torna-se instável em repouso (risco de explosão) e deve ser eliminada após utilização.

3.16.2 - Solução a 10% (m/v) de ácido 12-fosfomolíbdico (3.13) em etanol (3.1).

3.16.3 - Preparar uma solução aquosa de ferrocianeto de potássio (3.14) a 1% (m/v) e um soluto aquoso de cloreto férrico (3.15) a 2% (m/v). Misturar partes iguais de ambos os solutos imediatamente antes da utilização.

4 - Material e equipamento:

4.1 - Material corrente de laboratório.

4.2 - Equipamento convencional de TLC.

4.3 - Placas de TLC pré-preparadas: sílica gele GHR/UV; 20 cmx20 cm (Machery, Nagel ou equivalente); espessura da camada: 0,25 mm.

4.4 - Banho de ultra-sons.

4.5 - Centrífuga.

4.6 - Lâmpada UV, 254 nm.

5 - Técnica:

5.1 - Preparação da amostra:

Pesar 3,0 g da amostra num tubo de ensaio graduado de 10 ml. Adicionar 0,250 g de ácido ascórbico (3.6) e 5 ml de etanol (3.1). Ajustar a pH 10 com amónia (3.5). Perfazer o volume com etanol (3.1). Rolhar o tubo e homogeneizar num banho de ultra-sons durante dez minutos. Filtrar através de papel de filtro ou centrifugar a 3000 rpm.

5.2 - TLC:

5.2.1 - Saturar uma tina de cromatografia com o eluente (3.4).

5.2.2 - Depositar numa placa 2 ml de solução padrão (3.11) e 2 ml de solução da amostra (5.1). Eluir à temperatura ambiente ao abrigo da luz até que a frente do solvente tenha migrado 15 cm desde o ponto de partida.

5.2.3 - Retirar a placa e deixar secar à temperatura ambiente.

5.3 - Detecção:

5.3.1 - Observar a placa à luz UV a 254 nm e assinalar a posição das manchas.

5.3.2 - Nebulizar a placa com:

Reagente de nitrato de prata (3.16.1); ou Reagente de ácido fosfomolíbdico (3.16.2); aquecer aproximadamente até 120º C; ou Solução de ferrocianeto de potássio e solução de cloreto férrico (3.16.3).

6 - Identificação:

Calcular o valor de Rf para cada mancha.

Comparar as manchas obtidas para a solução da amostra com as obtidas a partir das soluções padrão relativamente a: valores de Rf; cor das manchas sob radiação UV;

cor das manchas após visualização reveladora.

Executar a técnica de cromatografia líquida de alta resolução (HPLC) descrita na parte B e comparar os tempos de retenção obtidos para o(s) pico(s) da solução da amostra com os das soluções padrão.

Relacionar os resultados obtidos pelas técnicas TLC e HPLC para identificar a presença de hidroquinona e ou dos respectivos éteres.

7 - Observações:

Nas condições descritas, observam os seguintes valores de Rf:

Hidroquinona - 0,32;

Éter monometílico de hidroquinona - 0,53;

Éter monoetílico de hidroquinona - 0,55;

Éter monobenzílico de hidroquinona - 0,58.

B - Doseamento

1 - Objectivo e campo de aplicação:

Este método descreve o doseamento da hidroquinona, do éter monometílico de hidroquinona, do éter monoetílico de hidroquinona e do éter monobenzílico de hidroquinona em produtos cosméticos para branqueamento da pele.

2 - Princípio:

A amostra é extraída com uma mistura água/metanol, com aquecimento suave, para fundir quaisquer lípidos presentes. O doseamento é realizado por cromatografia líquida de fase reversa com detecção UV.

3 - Reagentes:

3.1 - Os reagentes devem ser analiticamente puros. A água utilizada deve ser destilada a/ou pelo menos de pureza equivalente.

3.2 - Metanol.

3.3 - Hidroquinona.

3.4 - Éter monometílico de hidroquinona.

3.5 - Éter monoetílico de hidroquinona.

3.6 - Éter monobenzílico de hidroquinona (monobenzona).

3.7 - Tetra-hidrofurano para HPLC.

3.8 - Mistura água/metanol 1:1 (v/v). Misturar 1 volume de água e 1 volume de metanol (3.2).

3.9 - Fase móvel: mistura de tetra-hidrofurano/água 45:55 (v/v). Misturar 45 volumes de tetra-hidrofurano (3.7) e 55 volumes de água.

3.10 - Solução padrão:

Pesar 0,06 g de hidroquinona (3.3), 0,08 g de éter monometílico de hidroquinona (3.4), 0,10 g de éter monoetílico de hidroquinona (3.5) e 0,12 g de éter monobenzílico de hidroquinona (3.6) para num balão volumétrico de 50 ml. Dissolver e perfazer o volume com metanol (3.2). Preparar a solução padrão diluindo 10,00 ml desta solução para 50,00 ml com a mistura água/metanol (3.8).

Estas soluções têm de ser preparadas de fresco.

4 - Material e equipamento:

Material corrente de laboratório:

4.1 - Banho-maria a 60 C.

4.2 - Cromatógrafo de fase líquida de alta resolução (HPLC) com um detector de UV de comprimento de onda variável e um dispositivo de injecção de 10 ml de loop.

4.3 - Coluna:

Coluna cromatográfica de aço inoxidável, de 250 mm de comprimento, diâmetro interno de 4,6 mm, com enchimento de fenil Zorbax (fenetilsilano ligado quimicamente em Zorbax SIL, com os grupos silanol livres derivatizados com trimetilclorosilano partículas de 6 mm, ou equivalente). Não utilizar pré-colunas, com excepção das pré-colunas do tipo fenil ou equivalente.

4.4 - Papel de filtro, diâmetro de 90 mm, Schleicher & Schull, Weissband n.º 5892 ou equivalente.

5 - Técnica:

5.1 - Preparação da amostra:

Pesar com a exactidão de três casas decimais 1 g±0,1 g (a gramas) de amostra num balão volumétrico de 50 ml.

Dispersar a amostra em 25 ml de mistura água/metanol (3.8). Fechar o recipiente e agitar vigorosamente até obter uma suspensão homogénea. Agitar durante pelo menos um minuto. Colocar o recipiente em banho-maria (4.2) a 60 C, a fim de aumentar a extracção. Arrefecer o recipiente e perfazer o volume com a mistura água/metanol (3.8). Filtrar o extracto com papel de filtro (4.4).

Executar a determinação HPLC nas vinte e quatro horas subsequentes à preparação do extracto.

5.2 - Cromatografia líquida de alta resolução (HPLC):

5.2.1 - Ajustar o fluxo da fase móvel (3.9) para 1,0 ml/min. e fixar o detector de comprimento de onda em 295 nm.

5.2.2 - Injectar 10 ml da solução da amostra, obtida conforme descrito no n.º 5.1, e registar o cromatograma. Medir as áreas dos picos.

Calibrar conforme descrito no n. 5.2.3. Comparar os cromatogramas obtidos para as soluções amostra e padrão. Utilizar as áreas dos picos e os factores da resposta (RF) calculados no n. 5.2.3 para determinar a concentração das substâncias a analisar na solução da amostra.

5.2.3 - Calibração:

Injectar 10 ml da solução padrão (3.10) e registar o cromatograma. Injectar várias vezes até obter uma área de pico constante.

Determinar o factor resposta RF:

RF= p/c em que:

p=área do pico de hidroquinona, éter monometílico de hidroquinona, éter monoetílico de hidroquinona ou éter monobenzílico de hidroquinona;

c=concentração (gramas por 50 ml) na solução padrão (3.10) de hidroquinona, éter monotílico de hidroquinona, éter monoetílico de hidroquinona ou éter metílico de hidroquinona, éter monoetílico de hidroquinona ou éter monobenzílico de hidroquinona.

Verificar se os cromatogramas obtidos para as soluções padrão e amostra obedecem aos seguintes requisitos:

A separação de picos do par de picos pior separados deve ser, no mínimo, de 0,90 (para definição da separação de picos, v. figura 1):

(Ver figura no doc. original)

Figura 1. - Separação de picos

Se não se obtiver a separação necessária, haverá que utilizar uma coluna mais eficaz ou adaptar a composição da fase móvel até serem alcançadas as condições pretendidas;

O factor de assimetria A de todos os picos obtidos deve situar-se na gama 0,9 a 1,5 (para definição do factor de assimetria de picos, v. figura 2). Para registar o cromatograma com vista à determinação do factor de assimetria, recomenda-se uma velocidade de registo de pelo menos 2 cm/min.:

(Ver figura no doc. original)

Figura 2. - Factor de assimetria de picos

Deverá obter-se uma linha de base estável.

6 - Cálculo:

Utilizar as áreas dos picos das substâncias a analisar para calcular as respectivas concentrações na amostra. Calcular a concentração da substância a analisar na amostra, em percentagem por massa (x), por meio da seguinte fórmula:

(Ver figura no doc. original)

em que:

a=massa da amostra, em gramas;

bi=área de pico da substância i a analisar na amostra;

RF=factor de resposta.

7 - Repetibilidade (segundo a norma ISO 5725):

7.1 - Para um teor de hidroquinona de 2,0%, a diferença entre os resultados de duas determinações efectuadas em paralelo na mesma amostra não deve exceder um valor absoluto de 0,13%.

7.2 - Para um teor de éter monometílico de hidroquinona de 1,0%, a diferença entre os resultados de duas determinações efectuadas em paralelo na mesma amostra não deve exceder um valor absoluto de 0,1%.

7.3 - Para um teor de éter monoetílico de hidroquinona de 1,0%, a diferença entre os resultados de duas determinações efectuadas em paralelo na mesma amostra não deve exceder um valor absoluto de 0,11%.

7.4 - Para um teor de éter monobenzílico de hidroquinona de 1,0%, a diferença entre os resultados de duas determinações efectuadas em paralelo na mesma amostra não deve exceder um valor absoluto de 0,11%.

8 - Reprodutibilidade (segundo a norma ISO 5725):

8.1 - Para um teor de hidroquinona de 2,0%, a diferença entre os resultados de duas determinações efectuadas na mesma amostra em condições diferentes (laboratórios, operadores, material e ou tempo de execução diferentes) não deve exceder um valor absoluto de 0,37%.

8.2 - Para um teor de éter monometílico de hidroquinona de 1,0%, a diferença entre os resultados de duas determinações efectuadas na mesma amostra em condições diferentes (laboratórios, operadores, material e ou tempo de execução diferentes) não deve exceder um valor absoluto de 0,21%.

8.3 - Para um teor de éter de monoetílico de hidroquinona de 1,0%, a diferença entre os resultados de duas determinações efectuadas na mesma amostra em condições diferentes (laboratórios, operadores, material e ou tempo de execução diferentes) não deve exceder um valor absoluto de 0,19%.

8.4 - Para um teor de éter monobenzílico de hidroquinona de 1,0%, a diferença entre os resultados de duas determinações efectuadas na mesma amostra em condições diferentes (laboratórios, operadores, material e ou tempo de execução diferentes) não deve exceder um valor absoluto de 0,11%.

9 - Observações:

9.1 - Quando se determinar um teor de hidroquinona consideravelmente superior a 2% e for necessário um cálculo exacto, o extracto da amostra (5.1) deve ser diluído até atingir uma concentração idêntica à que seria obtida com uma amostra com um teor de hidroquinona de 2% e a determinação repetida (com alguns equipamentos, a absorvência pode situar-se fora da gama de linearidade do detector para concentrações elevadas de hidroquinona).

9.2 - Interferências:

O método acima descrito permite a determinação da hidroquinona e dos respectivos éteres com um único ciclo isocrático. A utilização da coluna de fenil garante uma retenção suficiente de hidroquinona, retenção essa que não pode ser garantida quando é utilizada uma coluna C18 com a fase móvel descrita.

No entanto, este método está sujeito a interferências devidas aos parabenos. Em tal caso, a determinação deve ser repetida recorrendo a um sistema diferente de fase móvel/fase estacionária. Nas referências 1 e 2 estão descritos os métodos adequados, nomeadamente:

Coluna Zorbaz ODS, 4,6 mmx25 cm, ou equivalente:

Temperatura: 36º C;

Fluxo: 1,5 ml/min.;

Fase móvel:

Para a hidroquinona: metanol/água 5/95 (v/v);

Para o éter monometílico de hidroquinona metanol/água 30/70 (v/v);

Para o éter monobenzílico de hidroquinona metanol/água 80/20 (v/v) (1).

Coluna Spherisorb S5-ODS ou equivalente:

Fase móvel: água/metanol 90/10 (v/v);

Fluxo: 1,5 ml/min.

Estas condições são adequadas para a hidroquinona (2).

(1) M. Herpol-Borremans and M. O. Masse, «Identification et dosage de l'hydroquinone et ses éthers méthylique et benzylique dans les produits cosmétiques pour blanchir la peau», Int. J. Cosmet, Sci 8-203-214 (1986).

(2) J. Firth and I. Rix, «Determination of Hydroquinone in skintoning creams», Analyst (1986), 111, p. 129

Anexos

  • Texto integral do documento: https://dre.tretas.org/pdfs/1997/11/22/plain-87964.pdf ;
  • Extracto do Diário da República original: https://dre.tretas.org/dre/87964.dre.pdf .

Ligações deste documento

Este documento liga aos seguintes documentos (apenas ligações para documentos da Serie I do DR):

  • Tem documento Em vigor 1986-06-03 - Decreto-Lei 128/86 - Ministério da Saúde

    Estabelece as regras que disciplinam o mercado dos produtos cosméticos e de higiene corporal.

  • Tem documento Em vigor 1994-07-06 - Portaria 503/94 - Ministérios da Indústria e Energia, da Saúde e do Comércio e Turismo

    ESTABELECE OS MÉTODOS DE ANÁLISE, (CONSTANTES DO ANEXO DESTE DIPLOMA), NECESSARIOS AO CONTROLO DA COMPOSICAO DOS PRODUTOS COSMÉTICOS E DE HIGIENE CORPORAL E RESPECTIVAS MATÉRIAS PRIMAS. HARMONIZA A LEGISLAÇÃO NACIONAL COM AS DIRECTIVAS DO CONSELHO DAS COMUNIDADES EUROPEIAS NUMEROS 80/1335/CEE (EUR-Lex), DE 22 DE DEZEMBRO, 82/434/CEE (EUR-Lex), DE 14 DE MAIO, 83/514/CEE (EUR-Lex), DE 27 DE SETEMBRO, 85/490/CEE (EUR-Lex), DE 11 DE OUTUBRO, 87/143/CEE (EUR-Lex), DE 10 DE FEVEREIRO E 90/207/CEE (EUR-Lex), DE 4 (...)

Ligações para este documento

Este documento é referido no seguinte documento (apenas ligações a partir de documentos da Série I do DR):

  • Tem documento Em vigor 1998-07-30 - Portaria 467/98 - Ministérios da Economia e da Saúde

    Estabelece métodos de análise necessários ao controlo da composição dos produtos cosméticos e de higiene corporal, contantes do anexo à presente Portaria e que dela faz parte integrante.

Aviso

NOTA IMPORTANTE - a consulta deste documento não substitui a leitura do Diário da República correspondente. Não nos responsabilizamos por quaisquer incorrecções produzidas na transcrição do original para este formato.

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